Com a devida venia aos que pensam contrário | MUVUCA POPULAR

Quarta-feira, 14 de Novembro de 2018

ARTIGOS Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018, 12h:06 | - A | + A




Com a devida venia aos que pensam contrário

Com a devida venia aos que pensam contrário

Com a devida venia aos que pensam contrário

Para retirar Bolsonaro das “eleições” não são necessários ações impugnativas, manifestos de “artistas” ou “intelectuais” ou, ainda, “artistas intelectuais” [há quem conjugue múltiplos predicados a um só tempo].

Se é o Estado Democrático que se está a defender, basta aguardar que a vontade do povo se implemente “nas urnas”, através do voto – que é, aliás, o meio legítimo de escolha de seus representantes [democracia semidireta].

Não haverá, por óbvio, democracia com unanimidade, até porque, como diria Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra. Ao passo que uns comemoram, outros hão de se lamentar.

Se é a Democracia que se defende, por que se quer impedir, via oposta à do voto – manifestação legítima da vontade popular –, a disputa de Bolsonaro [ou de qualquer outro político elegível que seja]?

Haverá de ganhar o candidato com mais votos, nos moldes estipulados pela Constituição Federal, bem assim pela legislação de regência.

O que não se pode, me parece, é colocar em xeque tudo aquilo que vai de encontro aos anseios de alguns, tão somente por desagradar este[s] ou aquele[s].

Democracia, penso eu, é entender – mas, sobretudo, aceitar! – que o candidato que eu não apoio pode ganhar as eleições, ainda que a contragosto de parcela “significativa” dos eleitores que a mim se alinham.

Democracia não é somente dar ao outro o direito de votar; é, notadamente, aceitar o resultado do voto – ainda que a mim desagrade.

Ora, que democracia é essa que, para ser válida ou legítima, tem de coincidir com o pensamento de alguns, ainda que dissonante do pensamento da maioria?

As regras do jogo democrático só valem quando determinado candidato ou partido ganha?

O que se quer, afinal? Democracia? Mas que democracia é essa em que a vontade do povo não é respeitada?

Quer-se o respeito às regras do jogo ou, ao contrário, quer-se mudá-las no meio da partida, porque a estratégia não deu muito certo?

Num jogo de acusações recíprocas, em que se inventam notícias falsas de todos os lados, me parece que estão a conspurcar a democracia e, sem perceber, de boa ou má-fé, a destroem – ao tentar protegê-la.

Nesse ambiente conturbado, se é democracia que se busca, o mínimo que se pode fazer, agora, é respeitar: respeitar a si próprio; respeitar o outro; respeitar o igual; respeitar o diferente.

Você não é obrigado a concordar, mas o é a respeitar.

P.S.: Se, para defender seu posicionamento, vale tudo, vá em frente e enfrente os que se lhe opõem, só não se intitule um democrata.

 

Filipe Maia Broeto é Advogado Criminalista

VOLTAR IMPRIMIR

COMENTÁRIOS

(1) COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do MPopular. Clique aqui para denunciar um comentário.

Carlos Nunes - 18-10-2018 14:57:40

Ih! A turma do mal já tentou retirar o BOLSONARO das eleições...programaram o Adélio pra matar. Ninguém acredita nessa conversa mole que o Adélio agiu sózinho...foi treinado e bem treinado pra dar a facada certeira no coração. Datena mostrou as imagens do soldado da PM de 23 anos, que desviou a faca...mesmo assim, o Adélio deu a facada e girou. Isso é característica de pessoa bem treinada. Não é facil acertar uma facada no coração, como se imagina...é preciso treino. Cara que pega a faca pela primeira fez, a mão treme, não tem manejo nenhum. Quem será que treinou o Adélio? Onde? Quem sabe um dia ele conta. Garanto que, se o BOLSONARO estivesse lá embaixo na pesquisa...não ia aparecer Adélio nenhum. Mas a estória não terminou ainda...seria bom o BOLSONARO reforçar sua Segurança pra evitar novo atentado...e reforçarem a Segurança do Adélio, pra evitar queima de arquivo. Já vi esse filme.

Responder

4
0


1 comentários