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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018

ARTIGOS Quinta-feira, 04 de Outubro de 2018, 14h:14 | - A | + A




Desafios do envelhecimento

Desafios do envelhecimento

Pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a população brasileira, consequentemente, a mato-grossense está envelhecendo. Segundo projeções do órgão federal, em 2060, um quarto da população (25,5%) deverá ter mais de 65 anos. Nesse mesmo ano, o país teria 67,2 indivíduos com menos de 15 e acima dos 65 anos para cada grupo de 100 pessoas em idade de trabalhar (15 a 64 anos). 

Estudos como estes são importantes para que os governos nas três esferas (federal, estadual e municipal) se preparem para os desafios que essa escalada do envelhecimento impõe. Entre eles, o pagamento da aposentadoria desse novo contingente de idosos. Exemplo disso tem sido a proposta da Reforma da Previdência. 

Mas, se o governo entende que a reforma é imprescindível para garantir a estabilidade do país, acredito que também devem ser criadas medidas e estratégias voltadas para a segurança financeira e das condições de vida dessa população de forma a evitar injustiças trabalhistas e até mesmo riscos sociais. 

As dificuldades vão além e envolvem soluções na área de saúde, acessibilidade e no mercado de trabalho, sendo imprescindível a garantia de políticas públicas que atendam essas pessoas, dando-lhes condições adequadas para exercerem seu potencial. 

Atualmente, além de enfrentar alto índice de desemprego, inclusive, entre os mais jovens, o mercado de trabalho no país, das industrias, grandes empresas aos pequenos estabelecimentos comerciais, não está preparado para empregar as pessoas mais idosas. 

Mas, além de sentir produtivo e permanecer economicamente ativo, outra preocupação das pessoas é chegar à terceira idade em boas condições de saúde ou conseguir tratamento para os males típicos desta fase da vida. Pesquisas apontam que as limitações físicas entre os idosos decorrem da diminuição da visão e da audição e doenças, como a demência. 

Portanto, os desafios para o sistema de saúde são imensos e políticas públicas na área também precisam ser aceleradas para que realmente atendam às pessoas da melhor idade, oferecendo melhor cuidado, assistência médica adequada e mais qualidade de vida. 

 

JOANICE DE DEUS é jornalista em Mato Grosso.

 
 
 
 
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COMENTÁRIOS

(1) COMENTÁRIOS

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Carlos Nunes - 04-10-2018 17:11:27

Espero que BOLSONARO, presidente do Brasil, convoque a Professora, Doutora em Economia, DENISE LOBATO GENTIL, pra ser coordenadora da Reforma da Previdência. Não entendo porque a Previdência não dá certo...segundo a Reforma, os homens vão aposentar com 65 anos de idade...a estatística já demonstrou que a média de vida do brasileiro é de 75 anos. Quem aposentar com 65 anos, só vai usufruir da Previdência uns 10 anos...o brasileiro que viver até os 80 anos é um herói. Aí, a gente faz a matemática, o homem brasileiro vai contribuir com a Previdência 35 anos, pra usufruir 10 anos ou alguns a mais....isso se não morrer antes. Por que essa conta não fecha? Pois é, a Dra. GENTIL, diz no youtube, que tem que abrir a caixa preta da Seguridade Social, da qual a Previdência faz parte, porque o dinheiro de lá tá sendo desviado pra outras finalidades, inclusive pra pagar juros da dívida. Aí, é difícil explicar pra meu filho, meu neto...olha, você vai contribuir 35 anos com a Previdência, vai aposentar com 65 anos, e vai usufruir da Aposentadoria uns 10 anos e alguma coisa. Se você não cuidar da Saúde, sofrer um acidente, morrer antes...o dinheiro fica pra quem? Quantos milhões de pessoas, contribuíram anos, e morreram antes de aposentar?

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