João Figueiredo | MUVUCA POPULAR

Sábado, 23 de Fevereiro de 2019

ARTIGOS Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2019, 20h:02 | - A | + A




Por que fechar a MTI?

João Figueiredo

Por: João Figueiredo

Em 45 anos de atividade, a Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) tem sido o instrumento do estado de Mato Grosso para alcançar as melhores soluções nas áreas da tecnologia da informação. Sua missão é contribuir através da inovação tecnológica para a melhoria de vida do cidadão, o que tem sido desacelerado por conta de erros administrativos dos últimos governos de que deixaram a MTI fora de suas metas prioritárias.

A empresa atende cerca de 174 clientes nas esferas estadual, municipal e federal e ainda nos três poderes. Com seus servidores cedidos para mais de 21 órgãos, a MTI tem atuação direta nos resultados destes clientes. Só para a Secretaria de Fazenda, por exemplo, gerenciamos diversos sistemas, entre eles: Nota Fiscal Eletrônica, Conhecimento de Transporte Eletrônico, Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica, Arrecadação, Certidão Negativa de Débito integrada SEFAZ/PGE, Conta Corrente Fiscal, Índice de Participação de Município, IPVA, etc.

Atualmente, a MTI mantém cerca de 60 Sistemas Corporativos e Críticos, como por exemplo o MT Cidadão, FIPLAN MT, Obras, Dívida Pública, convênios, DetranNet, Totem-Detran, Vistoria Eletrônica, Talonário Eletrônico, Leilão Detran, o Sistema de Protocolo, Sistema de Aquisições, Sistema de Vigilância Animal, Vegetal e Madeira, além dos sites/portais destes órgãos.

Ainda em sua estrutura tecnológica, são mantidos mais de mil servidores virtuais e físicos, 260 aplicações e 60 km de fibras óticas. Atendemos cerca de 20 mil chamados de serviços e mais de 4 mil chamadas de software por ano.

Entregamos muitos resultados. Mesmo assim, o atual governador, recém-empossado, Mauro Mendes, decidiu pelo fechamento da MTI sem ouvir seus funcionários/servidores. Ora, se os resultados não agradam a atual gestão em suas primeiras e rasas análises, já que não teve tempo hábil para acompanhar todo o processo, talvez isso se deva a falta de definição de prioridades de seu antecessor que não priorizou o Sistema de Tecnologia do Estado. Então, antes de fazer críticas, o novo governo precisa avaliar os serviços a fundo para ter certeza da qualidade ou precariedade dos mesmos, isso após priorizar a tecnologia estadual.

Em Mato Grosso, há inúmeras leis que tratam da política de Tecnologia da Informação. Contudo, o não funcionamento do Sistema Estadual de Tecnologia, que atribui para a Secretaria de Planejamento (Seplan) a gestão da tecnologia e para a Secretaria de Gestão a aquisição de equipamentos e serviços deixando para a MTI a responsabilidade de operacionalizar os sistemas e a infraestrutura corporativas do Governo, têm trazido prejuízos.

Não podemos concordar com a fala precipitada do governador em entrevista para uma rádio da Capital onde, baseado em frios dados obtidos durante a transição de governo, sem a participação da empresa, tomando a decisão de interromper as atividades da MTI apenas cinco dias após sua de sua posse.

Sabendo das dificuldades financeiras do estado, implantamos, inclusive, o Plano de Demissão Voluntária (PDV) para diminuição da folha a curto e médio prazo. A MTI foi a primeira a ter esta atitude: fez todo estudo e estruturação e o implantou em Dezembro/18. Já contamos com a adesão de cerca de 80 empregados (20% do quadro). Agora, nosso projeto está sendo replicado para todas as demais empresas, inclusive para administração direta. Mesmo assim, a MTI não é reconhecida pelo atual governo.

Mauro Mendes diz que “o estado precisa de modelos de prestação de serviços eficientes e inteligentes”. Com a nova lei das estatais, será a primeira vez que as empresas públicas terão a oportunidade de ter uma atuação como empresa de verdade. Até então, era muito difícil uma empresa pública ter essa agilidade e flexibilidade de executar seus serviços. Inclusive, este modelo favorece a entrada de nova receita para o Governo.

Refutamos a atitude do governador e já protocolamos documento junto à Casa Civil mostrando que os trabalhadores da MTI estão à disposição para enfrentar novos desafios agregando valor à nova gestão. Podemos afirmar que Mato Grosso já possui um modelo de prestação de serviços eficiente e inteligente, mas não sabemos a real intenção desta decisão do governador em extinguir nossa empresa repassando nossos serviços a inciativa privada.

Podemos contribuir para o melhor funcionamento do estado garantindo segurança de dados e informações através de soluções inovadoras em tecnologia. Portanto, confirmamos a viabilidade da nossa empresa.

* João Figueiredo – Presidente Sindicato dos Trabalhadores em Empresas e Órgãos Públicos e Privados de Processamento de Dados, Serviços de Informática Similares e Profissionais de Processamento de Dados do Estado de Mato Grosso (SINDPD).

VOLTAR IMPRIMIR

COMENTÁRIOS

(2) COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do MPopular. Clique aqui para denunciar um comentário.

Carlos Nunes - 15-01-2019 08:24:05

Por essa matéria vê-se que essa empresa, MTI, é até estratégica pra Mato Grosso. Deveria sim ser reestruturada, aperfeiçoada, com Tecnologia de Ponta. Quem sabe pode conseguir uma Verba Federal pra fazer isso..teria que falar com o Ministro astronauta da Ciência e Tecnologia. Esse Ministro parece que tá disposto a melhorar o país, em termos de novas tecnologias...pelo menos suas entrevistas indicam isso. No afã de fazer cortes, o Governo do Estado pode cometer um erro em extinguir essa empresa. Extinguindo essa empresa, quem fará tudo que ela faz? A que custo? É melhor melhorar o que já tem...que sai mais barato. Cabe a Assembleia Legislativa aprovar ou não a extinção dessa Empresa...Aprova ou desaprova, eis a questão. MM, a toque de caixa, quer que essa atual legislatura aprove tudo...mas quem devia discutir esse assunto seria a nova legislatura, com os 14 novos deputados.

Responder

5
0


Jose - 15-01-2019 07:28:22

QUANDO VAMOS INVESTIGAR OS R$20 BILHÕES EM FRAUDES DO GOVERNO TAQUES? Não se pode esquecer de apurar e recuperar todos os desvios e fraudes do desgoverno pedro taques da transformação do estado em caos e roubalheira, os quais juntos já SOMAM $20 BILHÕES. Só para lembrar aí vai a lista detalhada dos $20 bilhões: R$69 milhões em desvios na caravana da transformação; perdão de R$645 milhões em dívida da petrobrás; perdão de R$5 milhões de reais em dívidas da unimed cuiabá; a operação Rêmora por desvio de R$57 milhões na SEDUC; operação Bereré por desvio de R$30 milhões no Detran; operação Grampolândia na segurança pública usada para chantagear adversário; delação de Alan Malouf sobre Brustolin e vários secretários com R$50 mil/mês por fora; mensalinho R$100 milhões por dentro para os deputados; rombo de R$4 bilhões no caixa e desvio de $230 milhões do fundeb; desvio de R$1,2 milhões no fundo de trabalho escravo; desvio e apropriação de R$300 milhões dos municípios; desvio e apropriação de R$300 milhões dos poderes; aumento de $2 bilhões nos Incentivos Fiscais; aumento de milhares de cargos políticos comissionados, aumentou da folha de pagamento pela contratação de mais de 10.000 pessoas; uso da justiça para proteger seus amigos e secretários conforme disse o cabo gerson; delação de Alan Malouf tratando de 12 tipos de corrupção entre elas os $10 milhões de caixa 2 administrados por Alan Malouf e Julio Modesto; licitação irregular de 11 bilhões para transporte interestaduais; desvio de R$58 milhões em pontes na SINFRA; $300 milhões em vantagem cobrada de quem recebeu antecipado no decreto do bom pagador; crédito de R$100 milhões para o primo Paulo Taques; maracutaia com a juiza candidata para ferrar o silval e a familia dele. Além disso, apropriação indébita de R$70 milhões descontado dos salários dos servidores públicos para pagar empréstimos consignados e estouro da folha pagando vantagens para apaniguados políticos.

Responder

4
0


2 comentários