Advogado condenado por corrupção chama promotor de homossexual | MUVUCA POPULAR

Sábado, 23 de Fevereiro de 2019

ESPECIAL Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2019, 23h:19 | - A | + A




Recorrente

Advogado condenado por corrupção chama promotor de homossexual

Antônio Eduardo foi alvo da “Operação Bereré” deflagrada pelo GAECO, em fevereiro de 2018.

Por: Da editoria / Muvuca Popular

O advogado e ex-servidor do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) Antônio Eduardo da Costa e Silva disse que um membro do Ministério Público, diferente dele que é heterossexual, tem “disfunção de gênero, só pode, pois agora é moda”. Os promotores do caso são Ana Cristina Bardusco Silva, Arnaldo Justino da Silva e Sérgio Silva da Costa.

Antônio Eduardo também acusou o juiz Marcos Faleiros da Silva de cometer “erros materiais grosseiros” ao condená-lo a seis anos de prisão em regime semi-aberto. O caso envolve uma fraude ocorrida no Instituto de Terras (Intermat) em fevereiro de 2006, e que resultou na sentença condenatória em janeiro de 2018, com o embargo declaratório (pedido de esclarecimento) acolhido e negado em dezembro de 2018.

O motivo foi uma propina no valor de R$33 mil pagos por um posseiro de Juína em troca de uma certidão do Intermat. O dinheiro foi exigido pelo então diretor técnico Antônio Eduardo, e pelo coordenador Carlos Aberto de Barros.

O posseiro precisaria do documento exigido pelos órgãos ambientais Ibama e Sema/MT para explorar a “Fazenda Santo Antônio” de 1.004 hectares. Os servidores públicos localizaram o pedido original feito 17 anos antes, e devido ao tempo, o processo já havia sido incinerado.

O posseiro foi informado que um novo processo levaria até oito meses para emissão da certidão necessária. Além da longa espera os técnicos apontaram que a área era da reserva indígena Enawene-Nawê.

A situação era tão desesperadora para o posseiro, que foi exigido uma propina de R$40 mil para emissão da certidão. Após uma reunião feita dentro de um dos quartos do Hotel Brasil (região da Rodoviária) o preço foi fixado em R$30 mil garantidos através de um cheque (encaminhado por ônibus de Juína).

A certidão foi entregue pouco depois, e o dinheiro também, que o posseiro pegou emprestado de dois amigos, mas Antônio Eduardo e Carlos Alberto exigiram mais R$3mil (disseram que R$1,2 mil era para taxa do Intermat e R$1,8 mil para um colega digitador).

Posteriormente, a certidão foi recusada pelo Ibama, e isso fez com que o posseiro procurasse a presidência do Intermat, que chamou uma servidora da corregedoria para averiguar o caso, e depois a denúncia foi encaminhada à Delegacia Fazendária.

Os dois servidores foram exonerados. Antônio Eduardo ocupava cargo de confiança desde 2004. Sendo que Carlos Alberto era servidor de carreira, e acabou removido para outro órgão até 2013, quando se aposentou após 37 anos no serviço público.

Quanto a Antônio Eduardo seguiu na advocacia até ser alvo da “Operação Bereré” (lavagem de dinheiro do Detran), deflagrada pelo Combate ao Crime Organizado (GAECO), em fevereiro de 2018.

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COMENTÁRIOS

(2) COMENTÁRIOS

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Roberto Aparecido Turin - 26-01-2019 13:52:32

Inacreditável que um site de notícias se digne a publicar uma coisa dessas. Um comentário descabido, preconceituoso, irrelevante para a formação de opinião sobre os fatos relativos à investigação e corrupção. Lamentável a conduta do investigado e mais lamentável ainda a conduta de quem divulga e da publicidade a este tipo de coisa .

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Zilda Soares - 26-01-2019 20:50:50

Nesse caso, a reportagem não (especificamente) disse quem seria, colocando em cheque um dos dois. Não vejo nenhum problema esse relato por parte da reportagem, mas sim pela fala de que o acusa. Minha opinião.

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2 comentários