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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2018

GERAL Quinta-feira, 12 de Julho de 2018, 12h:17 | - A | + A




ALÍVIO

MPE exige e bebê indígena é encaminhada a abrigo

Por: Redação

Na tarde desta quarta-feira (11), a bebê indígena sobrevivente Analu Paluni Kamayura Trumai, vítima de tentativa de homicídio duplamente qualificado no dia 05 de junho, foi transferida da Santa Casa de Misericórdia, em Cuiabá, para o abrigo municipal Higyno Penasso, em Canarana.

Na terça-feira (10), a medida protetiva de acolhimento institucional foi requerida pelo Ministério Público Estadual, por meio da Promotoria de Justiça de Canarana. Analu Paluni foi enterrada viva por quase seis horas, no quintal da casa da bisavó Kutsamin Kamayura, em Nova Canarana, logo após seu nascimento. Além da bisavó, também foi denunciada a avó materna da criança, Tapoalu Kamayura. As duas apontadas como as autoras dos fatos.

Desde que foi resgatada, a menina de apenas um mês e seis dias de idade passou todo o tempo em uma unidade hospitalar onde enfrentou dois procedimentos cirúrgicos após ter sido diagnosticada com infecção generalizada, insuficiência respiratória e alimentada por meio de sonda.

Para o procurador de Justiça de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente Paulo Roberto Jorge do Prado, a notícia da alta da bebê motiva o Ministério Público a continuar nessa caminhada que demonstra a união de todas as instituições na luta pela vida.

“Temos que agradecer o empenho das Polícias Civil e Militar, Poder Judiciário, Conselho Tutelar, equipe médica de Canarana e da Santa Casa de Cuiabá e do total apoio do Ministério Público Federal que disponibilizou os antropólogos para realizarem o estudo”, destacou.

Paulo Prado ressalta ainda o empenho dos promotores de Justiça, Carlos Rubens de Freitas Oliveira Filho que iniciou o acompanhamento do caso e do atual responsável pelos trabalhos, Matheus Pavão de Oliveira. “Eles demonstraram total eficiência na defesa da vida humana, cumprindo o que dispõe o Art. 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que prevê tratamento prioritário a criança. Com quase 30 anos de Ministério Público, tive a prova incontestável que a sobrevivência dessa criança é a presença de Deus”, finalizou emocionado.

 

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