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Terça-feira, 14 de Agosto de 2018

INVESTIGAÇÃO Quarta-feira, 13 de Junho de 2018, 18h:22 | - A | + A




FESTIVAL DE INVERNO

Fundadora do Instituto Usina desconhece convênio milionário com governo

Por: Larissa Malheiros/Vitória Tumelero

A sócia-fundadora do Instituto Usina - empresa que está prestes a celebrar contrato milionário com a Secretaria de Estado de Cultura (SEC)- Luciene Carvalho disse não ter conhecimento do convênio de R$ 1.499.360,00 milhões com executivo, para realização do Festival de Inverno, no período de 29 de junho a 7 de julho, em Chapada dos Guimarães.

Indignada, a patrona da Academia Mato-grossense de Letras, explicou que há dez anos se desligou da empresa, e imaginava que os outros sócios retirariam seu nome do contrato social, fato que não ocorreu e desconhece o motivo. Além disso, diz não saber qual dos sócios do Instituto está por trás das negociações com o governo, e mantendo a entidade com endereço "falso".

Todo este tempo estranhou que as correspondências, boletos de contas, contratos chegavam na residência de sua família no bairro do Porto, sendo que o local não é endereço do Instituto. Por isso, sentiu desde então que algo estaria fora dos trilhos da transparência, sendo que empresas legais devem ter endereços fixos e divulgáveis.

Mas só se atentou aos fatos, quando o Tribunal de Contas do Estado pediu que o Instituto prestasse contas de outro convênio firmado com o Poder Público, de número 046/2009.

Na ocasião, Luciene ficou com medo de suspostos atos ilegais e logo constatou junto à Receita Federal que seu nome continuava como sócia fundadora da entidade.

"Minha preocupação de imediato foi averiguar se meu nome ainda estava no contrato, até porque muitas correspondências chegavam no quintal da casa minha família, sendo que eu não fazia parte do Instituto desde 2008”, explicou.

Sobre os sócios declarados em contrato social, ela acredita que a entidade esteja sobre responsabilidade da sócia-presidente Ana Lúcia Pereira Picanço, mas a empresa era composta por mais duas sócias, Rosane Lia Ravage e Alessandra Darienzo Alves.

Entretanto, pontua como "má fé" de continuarem  com as atividades da entidade sem tirar seu nome do contrato social, e movimentar dinheiro como se todos tivessem conhecimento.

“A comunidade tem que saber quem está gerenciando todo este dinheiro. E se acontecer algo, não posso me responsabilizar por uma empresa que não faço mais parte”.

A patrona destaca que o Instituto Usina foi criado para desenvolver ações e projetos para comunidade do Porto, fato este que não ocorreu nos contratos realizados com o governo. 

Outro lado:

A reportagem tentou falar com alguém do Instituto, mas não existe telefone divulgado para contato. Também houve a tentativa de falar com a sócia-presidente Ana Lúcia Pereira Picanço, mas sem sucesso.

Além deles, houve a tentiva de ouvir a Secretaria de Cultura do Estado para falar sobre o convênio, mas a Assessoria de Imprensa não atendeu as ligações. 

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COMENTÁRIOS

(6) COMENTÁRIOS

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Juca - 02-07-2018 08:14:21

É incrível como conseguem liberar um recurso alto com o Instituto tendo déficit na prestação de contas com incentivos estaduais e federais. Incrível como a fundadora tão "culta " desconhece!

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Bira - 14-06-2018 13:36:53

a gente não pode perder o próximo capitulo dessa denuncia hahahah

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ARMANO - 14-06-2018 10:14:39

E correndo muitas caixas e malas de dinheiro!!! Coitada, essa ai pelo jeito vai ficar só com as contas a pagar, abre o olho em Senhora.

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Katia Carla - 14-06-2018 09:28:53

Tem é que acabar com essa farra de show com caches milionários para essas bandas que não representam cultura porcaria nenhuma. Dinheiro publico tem que promover a cultura e não financiar ärtistas"que não refletem nenhuma cultura ! Chapada já foi um lugar maravilhosos agora está praticamente abandonada, parques fechados tem que pagar para entrar em cachoeiras, e o povo desviando recursos chamam esses cantores um pior que o outro para ganhar nosso dinheiro e o povo que fica jogado sem ter respaldo nem um, e como sempre, dinheiro para desviar não falta e para a população nunca tem. chega de nos roubar

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Chapadenses - 14-06-2018 09:19:19

Polícia Federal poderá investigar o Festival de Invernode ultimamente onde meio pobre esse festival pelo valor que era antes, muitas pessoas deixaram de ir, tem uns cantores na a ve participando. Vamos lá FEDERAL apura essa situação para gente ai.

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Airton - 14-06-2018 08:48:42

Hahahahah Esse festival já foi bom agora pelo jeito só servem para desviar dinheiro eita lasqueira.

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6 comentários