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“Bala perdida”?

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ROSIVALDO SENNA

Em meio à evolução tecnológica do Século 21, com descobertas e invenções que vão da medicina ao universo das armas - aviões, bombas, balas e outros artefatos -, o ser humano parece não estar acompanhando tais mudanças de forma positiva. Pelo contrário, vem agindo de forma estranha e, na maioria das vezes, sem uma lógica que explique tal atitude. Há quem diga que esta transformação vem ocorrendo deste a criação da humanidade. Até aí tudo bem. O que não dá para entender é que apesar do grande conhecimento, agimos como se ainda estivéssemos nas cavernas, na Idade da Pedra. O mundo tem passado por sérias aprovações, como avisos, mas o homem não se toca. Já ouviram falar em “bala perdida”?

Além da inteligência, temos a favor os fatos do dia-a-dia, que se analisados com seriedade e sem paixões clubísticas, religiosas, políticas ou ganância, mas com determinação, seriam tranquilamente evitados ou solucionados. A violência, o atentado direto contra o ser humano, só vem aumentando no País.

Em algumas capitais, como no Rio de Janeiro, a “bala perdida” é nada mais nada menos que o fruto da violência envolvendo traficantes e assaltantes em intermináveis confrontos com as polícias. Bandidos e policiais estão morrendo e, o que é pior, moradores que são pegos de surpresas nos tiroteios.

A tal “bala perdida” virou moda e parece já estar fora do controle. Vidas e vidas estão sendo interrompidas nas barbas das autoridades que, sem uma direção efetiva de combate, acabam passando por incompetentes e provocando reações inusitadas. O pavor é tão grande que como o objetivo de conter essas mortes, uma importante ONG chegou a pedir para a polícia não trocar mais tiros com os bandidos. Pode? Tal atitude reflete o puro desespero de um povo impotente diante do descaso e o abandono.

Caso as autoridades não cheguem a um consenso de como combater com eficácia mais este tipo de crime, o número de mortes aumentará consideravelmente.

Que isso sirva de alerta às autoridades de Mato Grosso, para que combata a violência de forma enérgica e definitiva. Não deem colher de chá para o azar. Qualquer descuido, principalmente porque neste País tudo vira moda, pode ser fatal. Afinal, prevenir é melhor que remediar.




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