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Maldade humana

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ALINE ALMEIDA

Por mais que eu seja jornalista e lide com notícias o tempo todo, não deixo de me surpreender com a nossa realidade. E sinceramente, agradeço por não ter me tornado uma pessoa fria, encarando tragédias como normais. A maioria dos seres humanos já perdeu a sensibilidade e a capacidade de se comover.

Quantas vezes passam por moradores de rua, por animais abandonados e feridos e simplesmente fingem que não veem. Quantas vezes deparam com acidentes e ao invés de chamar o socorro, colocam o lado cinegrafista em ação. Afinal, o que está valendo são as imagens exclusivas, as curtidas, os compartilhamentos e os acessos.

Não importar com o outro já virou comum. Imagens de mortos circulam pelas redes sociais e até mesmo são publicadas em sites de notícia como se fossem troféu. Infelizmente a realidade é que o povo gosta de ver sangue. Claro que o sangue do outro. Fico imaginando o sentimento de uma família que perdeu seu ente querido e que se depara com as fotos dele morto circulando por todo o mundo.

Não existe mais o respeito pelo outro. E isso é triste. Se existe o fim do mundo e dos tempos, como a própria bíblia sagrada mostra, creio que não estamos tão distantes. O egoísmo da raça humana chegou a níveis extremos. Raramente vemos casos de bondade. E muitas vezes quando estes poucos casos de bondade ocorrem é pela notoriedade com os outros. Muitas pessoas fazem o bem esperando algo em troca, esperando o reconhecimento. Não veem a importância de manter uma corrente do bem para que a raça humana não seja extinta.

Somos tão fúteis. Perdemos tempo discutindo por coisas bobas, nos estressando por qualquer coisa. Somos uma bomba relógio a ponto de explodir a qualquer momento. Explodir porque estamos esperando algo há muito tempo, explodir porque as contas estão atrasadas. Explodir porque o outro não para de nos olhar, porque perdemos o ônibus, porque derrubamos o café na roupa. Coisas tão simples e que nos tem tornado cada dia mais pessoas amarguradas, fechadas e que não se esforçam sequer para dar um bom dia no elevador, desejar um bom dia para o vizinho, para o irmão, para os pais.

Perdemos o tempo no nosso mundinho, na nossa maldade, no nosso egoísmo. Porém, o mais engraçado é que uma vez ao ano reservamos um dia para sermos bons, solidários, para reunirmos com os amigos. Este dia é o Natal. Nesta data somos “mais humanos”, presenteamos, ajudamos os outros, nos sensibilizamos, encontramos tempo para reunir a família. Infelizmente este é o reflexo da maldade humana, que precisa de um dia para fazer coisas boas e tentar corrigir tudo que fez de errado durante todo um ano.





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