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Ságuas é o único de MT a votar contra PEC 241, que passa em segunda votação;

A Oposição liderada pelo Partido dos Trabalhadores ainda tentou evitar a votação da Proposta obstruindo a pauta

Brasil

Redação 595 acessos

Ságuas é o único de MT a votar contra PEC 241, que passa em segunda votação;

A Câmara dos Deputados aprovou na noite dessa terça-feira (25.10) em votação de segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, apresentada pelo governo golpista de Michel Temer. Conhecida como PEC da Morte, por congelar por 20 anos investimentos em Saúde e Educação, a PEC foi aprovada por 359 x 116 e 02 abstenções. Novamente o deputado federal Ságuas Moraes (PT) foi o único dos 08 deputados de Mato Grosso a votar contra a Proposta.

“Os mesmos parlamentares que votaram pela cassação do mandato conquistado nas urnas pela presidenta Dilma, sem que ela tenha cometido nenhum crime de responsabilidade são os que agora votaram à favor desta PEC, que ataca o direito do povo ter acesso à Saúde e a Educação. São esses os defensores do Estado mínimo, que votaram nessa PEC que proíbe que o salário mínimo tenha aumento real, que também congela os recursos para a segurança e os demais investimentos públicos”, afirmou Ságuas.

A Oposição liderada pelo Partido dos Trabalhadores ainda tentou evitar a votação da Proposta obstruindo a votação, mas com ampla maioria à base aliada do governo ilegítimo conseguiu a aprovação da matéria. Seis destaques apresentados pela Oposição com o objetivo de modificar o texto original da PEC, para preservar de cortes a Saúde e a Educação foram rejeitados pelos governistas.

Estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), órgão ligado ao Ministério do Planejamento, aponta que com a PEC 241 o Orçamento da Saúde Pública no Brasil sofrerá um corte de R$ 743 Bilhões. Isso significa que os recursos para a SUS que já são insuficientes, nos próximos 20 anos serão reduzidos ainda mais, sem contar os cortes que ocorrerão nas demais áreas públicas.

A Proposta segue para o Senado Federal, onde também precisa ser aprovada em duas votações por dois terços dos 81 senadores, para ser promulgada. 

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