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TCE abril

Maggi é citado em investigação internacional sobre paraísos fiscais

Dados contêm 13,4 milhões de arquivos. ICIJ coordenou apuração em 67 países; Há pelo menos 120 políticos mencionados. Mais de 380 jornalistas fizeram apuração

Brasil

Redação 1760 acessos 1

Maggi é citado em investigação internacional sobre paraísos fiscais
MUVUCA POPULAR

Uma coleção de 13,4 milhões de arquivos estão expondo políticos de todo o mundo, entre eles um bilionário secretário de Comércio do governo Donald Trump e dois ministros do governo Michel Temer, Henrique Meireles (Fazenda), e Blairo Maggi (Agricltura).

Os documentos vazados mostram quão profundos são os laços entre o sistema financeiro offshore e os mundos sobrepostos dos operadores políticos; Os paraísos fiscais prometem segredo – facilitam a criação de companhias que serão difíceis, ou impossíveis, de rastrear até seus donos.

O grande vazamento de informações foi feito pelo escritório de advocacia Appleby, especializado em empresas offshores, está sendo chamado de "Paradise Papers", e envolve figuras importantes de vários governos mundo afora.

Blairo Maggi aparece relacionado a uma offshore chamada Ammagi & LD Commodities SA. De acordo com os registros da Appleby, o ministro da Agricultura é diretor da offshore, junto com outros familiares.

A empresa tem o mesmo nome de uma empresa registrada no Brasil, da qual a empresa da família Maggi é sócia. Trata-se de uma joint venture entre os Maggi e o grupo multinacional de origem francesa Louis Dreyfus Company, especializado na produção e comercialização de matérias primas, principalmente grãos.

A joint venture brasileira é a controladora da offshore em Cayman.

Maggi - que já foi governador de Mato Grosso (de 2003 a 2010), é senador licenciado pelo PP, cargo para o qual foi eleito em 2010. A empresa da família chegou a ser a maior produtora mundial de soja, nos anos 1990 e começo dos 2000. Em 2014, a revista Forbes publicou que Blairo Maggi era o segundo político mais rico do país, com uma fortuna estimada em R$ 960 milhões, pela mesma revista.

Segundo o site Poder360, que divulgou a informação, a Louis Dreyfus Company e a empresa dos Maggi firmaram uma parceria em 2009 com o objetivo de atuar no mercado de grãos na Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins. O objetivo seria a exportação.

Maggi negou qualquer tipo de irregularidade. Ele diz não ter recebido pagamentos diretos da empresa nas ilhas Cayman, e sim da empresa em solo brasileiro.

Os dados - cerca de 1,4 terabytes de informações - foram encaminhados por uma fonte anônima ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung, de Munique, e compartilhados com jornalistas de todo o mundo organizados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês). No caso do Brasil, as informações são do site jornalístico Poder360, do jornalista Fernando Rodrigues.

Cidadãos brasileiros possuem o direito de manter empresas offshores - e as contas bancárias associadas a elas - no exterior. A única exigência da lei é que os recursos sejam devidamente declarados à Receita, para que os impostos devidos sejam pagos.

Embora a prática seja legal, empresas offshore podem ser usadas também para cometer crimes, como sonegação de impostos, ocultação de patrimônio (no caso de pessoas que deixam de pagar dívidas) e evasão de divisas. Podem ser usadas também para criar "fundos paralelos" em empresas, possibilitando o pagamento de propinas sem que estas apareçam na contabilidade oficial da companhia. E ainda, para esconder dinheiro de origem ilícita.

Para o Ministério Público Federal, empresas offshores em países como Bahamas, as ilhas Cayman e Bermudas foram usadas pela empreiteira Odebrecht para viabilizar pagamentos a políticos, por exemplo.

Por mais que ter uma entidade offshore seja legal na maioria das vezes, o segredo por trás do negócio atrai lavadores de dinheiro, traficantes de drogas, cleptocratas e outros que querem operar em sigilo. Companhias offshore, muitas vezes “laranjas” sem nenhum trabalhador ou espaço físico, são usadas em estruturas complexas de sonegação fiscal que sugam bilhões dos cofres públicos.

O que dizem sobre isso?

  1. Tá igual ao cleptocrata Taques! Maggi em 2001/2002 estava com suas empresas a cambalear igual a um bebum, um ébrio, beber, cair e levantar! Pois é, a vitória nas urnas para o governo que se iniciou em 2003 deu um novo fôlego às suas empresas! Como? Daquele jeito igual aos escândalo dos maquinários e outras maracutaia mais, às expensas do erário! Agora, tem que achar alguem com caráter e coragem e que não faça parte dessa cleptocracia para investigar e provar e punir! ALGUM CANDIDATO? EM MATO GROSSO ACHO QUE NÃO TEM NINGUÉM, QUIÇA NO BRASIL!

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