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TCE abril

EDITORIAL: Parque das águas e das polêmicas. De desova de corpos a espaço de lazer

Idealizado por Carlos Brito, lançado por Sérgio Ricardo, iniciado por Mauro Mendes e concluído por Emanuel Pinheiro, parque leva nome de personagem de Várzea Grande

Cidades

José Marcondes Muvuca 2000 acessos 1

EDITORIAL: Parque das águas e das polêmicas. De desova de corpos a espaço de lazer
MUVUCA POPULAR

A Lagoa Paiaguás , hoje Parque das Águas, é um desses casos curiosos que acontecem "a Oeste de Tordesilhas". A lagoa era uma das dez que seriam criadas com a mudança da sede do governo do Alencastro para o CPA nos anos 70.  Na época se queria aliviar o mormaço no complexo igual ao que o Lago Paranoá faz em Brasília. Ficou na intenção. O governo preferiu comprar aparelhos de ar-condicionado mais potentes, e caros.

A lagoa depois serviu para muita coisa, desova de corpos, encontros amorosos, reuniões ilícitas e descarga de esgotos. Mauro Mendes (PSB) em 2016 deu uso melhor à área. Isso depois de 9 anos de espera desde sua idealização como parque, que ocorreu na gestão Roberto França, tendo inclusive passado por dois lançamentos, um com Carlos Brito, que foi o idealizador da obra, e depois com Sergio Ricardo, que pegou a ideia pra si.

O parque foi orçado em quase R$ 15 milhões e foi inaugurado às pressas, inacabado, com inúmeros problemas. Segundo o prefeito que deixou pela metade, ele contava com dinheiro de Brasília, que não veio, e dinheiro da Assembleia Legislativa, em que apesar das promessas também não veio. Sem dinheiro, fez o que pôde. E ainda asssim fez bem.

Porém, chamou a atenção o nome de "Parque Seo Fiote" em homenagem ao pai dos irmãos Júlio e Jayme Campos (DEM), de Várzea Grande, e agregados como o conselheiro Sérgio Ricardo e os deputados estaduais Dal Bosco (DEM) e Botelho (PSB). A homenagem ainda não está bem clara. Quem anda pelo parque se pergunta quem é esse tal 'seu filhote'.

O parque também dividiu opiniões políticas, de gente achando que a prioridade da gestão deveria ser a saúde de Cuiabá, que está mesmo ruim. Mas os espaços de lazer como este, em uma cidade com calor desértico como Cuiabá, são bem vindos.

O mais curioso, no entanto, foi a licitação dos restaurantes por 30 anos. Além de ter se dado de maneira esquisita, os empreendimentos estão construindo verdadeiros cortes visuais na paisagem, desvalorizando o espaço de lazer e contemplando empresas comerciais.

Fato é que as discussões sobre o Parque das Águas vão continuar ainda por um bom tempo. Sua inauguração definitiva deverá ser no aniversário de Cuiabá, quando entrarão em funcionamento pleno as polêmicas fontes luminosas de R$ 1 milhão de dólares. O novo prefeito, Emanuel Pinheiro, deverá ainda fazer algumas intervenções para colocar as coisas no lugar.

P.S. O parque conta em algumas bordas com piso de porcelanato, caro e desnecessário, utilizado para justificar o valor da obra. Há dúvida se ainda corre água que desce das latrinas da Assembleia e Palácio. Falta monitores do parque, gerenciamento e organização. 

P.S.2. O primeiro empreendimento construído na lagoa foi um parque, ainda no governo Júlio Campos, o Luna Parque.

O que dizem sobre isso?

  1. Isso Luna Parque agregado junto com o Juliorama...

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