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Mesmo com proibição da prefeitura ambulantes rotornam as ruas do Centro

Somente os vendedores de produtos alimentícios com permissão poderiam ficar nos locais.

Cidades

Redação 208 acessos

Mesmo com proibição da prefeitura ambulantes rotornam as ruas do Centro
Diário de Cuiabá

Cerca de duas semanas após a desocupação dos ambulantes das praças e ruas do Centro Histórico de Cuiabá, os vendedores voltam a ocupar os locias desrespeitando a determinação judicial movida pelo Ministério Público Estadual.

A desocupação cumpria uma determinação judicial da Vara Especializada do Meio Ambiente a pedido do Ministério Público e atingia mais de 400 ambulantes que estavam ocupando os passeios públicos do comércio. 

Somente os vendedores de produtos alimentícios com permissão poderiam ficar nos locais.

Nos primeiros dias após a desocupação, fiscais da Secretaria de Ordem Pública continuavam em rondas para impedir o retorno aos lugares. Contudo, sem fiscalização, as barracas começaram a ser montadas nos mesmos pontos e o fluxo de pessoas mais uma vez ficou comprometido. 

A promessa era de que os ambulantes seriam cadastrados no Micro Empreendedor Individual (MEI) e seria dado início ao processo de realocação do vendedor. Um dos espaços disponíveis é o Centro Comercial Popular de Cuiabá – CCPC no bairro do Porto, onde já existem boxes prontos para o uso. 

“Estava tão bonito não ver as nossas praças e calçadas tomadas por guarda sol ou cobertores com produtos estendidos no chão. A prefeitura tem que fiscalizar”, disse Vânia Cristina da Silva. 

J.P.S, desempregado há mais de um ano, estava trabalhando de ambulante e mesmo com a retirada no final do ano passado ele decidiu retornar às ruas. Ele vende meias, carregadores e outros objetos numa banca improvisada no Calçadão da Antônio Maria. 

“Eles querem deixar a cidade bonita. O problema é que a gente deixa as ruas feias. Escolhemos o centro da Capital porque é onde mais passa pessoa. Em outros lugares não teríamos tanta venda. Com certeza, mesmo que formos para outros lugares não venderemos tanto. Muitas famílias estão passando necessidade”, disse. 

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