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Taques inventa 'pretextos' para não construir Hospital Júlio Muller, diz presidente da Adufmat

Professor rebateu as declarações do governador em entrevista a uma rádio local

Cidades

Redação 1020 acessos 3

Taques inventa 'pretextos' para não construir Hospital Júlio Muller, diz presidente da Adufmat
Marcio Camilo

O presidente da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat), professor Reginaldo Araújo, disse que o governador Pedro Taques (PSDB) está sendo “desrespeitoso com a população” e com a comunidade acadêmica ao falar em programa de rádio que “não coloca dinheiro em projeto imprestável”, numa menção às obras do Novo Hospital Universitário Júlio Muller.

Araújo frisou que o governo tinha as condições de pontuar os problemas no projeto desde 2015, quando repactuou o acordo com a Universidade Federal de Mato Grosso para a construção do hospital. No entanto, segundo o professor, os engenheiros do Secretaria de Estado de Cidades (Secid-MT) nunca fizeram isso “e agora o governador vem dizer que o Estado não dará sua contrapartida por causa de problemas de alagamento na obra”; “Para mim isso é mero pretexto, um absurdo e irresponsabilidade de quem não está preocupado com a Saúde Pública”, criticou.

Para o docente, o problema colocado pelo governo pode ser resolvido tranquilamente com um trabalho de drenagem, como já foi feito outras regiões da cidade: “Onde é o Shopping Pantanal, por exemplo, era um pântano, um terreno muito alagado que hoje foi urbanizado”, citou ao acrescentar que os engenheiros da Secid deveriam ter previsto isso antes: “É um procedimento simples”, emendou.

Em 2015, quando Taques assumiu o Palácio Paiaguás, o professor detalhou que houve um repactuação do governo com a UFMT para continuidade das obras do Júlio Muller que começaram em 2011 no governo Silval Barbosa, que não arcou com os compromissos de repasses das verbas de responsabilidade do Estado.

Nessa repactuação ficou combinado que a contrapartida do governo seria de R$ 70 milhões, levando em conta a correção dos juros e da inflação dos valores que já tinham sido depositados pela UFMT desde o começo do acordo em 2017. Ne entanto Taques, assim como Silval, continua desonrando os compromissos ao fazer depósitos irrisórios para a construção da unidade: “Hoje a dívida do Estado, em contrapartida, já está na casa dos R$ 85 milhões”, acrescentou Araújo.

O Júlio Muller é construído às margens da rodovia Palmiro Paes de Barros, em Cuiabá, e com 9% das obras concluídas. O professor observa que a unidade é de extrema importância à população, pois terá capacidade de 260 leitos e mais 50 leitos na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

No âmbito acadêmico, o hospital também é estratégico para a formação de profissionais qualificados, quando muitos universitários nas áreas de Saúde irão estagiar na unidade. Outro fator essencial são os cursos de extensões que podem dar o protagonismo nacional à UFMT em pesquisas na área de Saúde.  

DECLARAÇÃO NA RÁDIO

Ontem (11), durante entrevista a uma rádio local, Taques afirmou sobre as obras do Júlio Muller de que “não coloca dinheiro onde o projeto é mal feito”.

Na avaliação dele fizeram o hospital “num banhado”, sendo que tem relatórios de órgãos da União “dizendo que o projeto é imprestável”. Taques afirmou ainda que só deposita a contrapartida do Estado caso haja uma determinação judicial nesse sentido: “É um absurdo colocar dinheiro numa obra malfeita”, enfatizou durante a entrevista.  

Crédito foto de capa: João Vieira - Jornal A Gazeta

O que dizem sobre isso?

  1. Engraçado né......enquanto se gasta milhões construindo parques,orla,comprando palmeiras e etc....não sobra dinheiro para a saúde do.povo...agora teremos dois Júlio Muller inacabados....pronto.socorro pedindo socorro....desabastecimento nas farmácias de atendimento nas policlinicas...mas, para festas e mais festas, shows e firulas , se tem dinheiro...é a velha máxima mesmo.. PÃO E CIRCO PARA O.POVO....iludido, ignorante, doente e alienado.....talvez, mereça o que os políticos oferecem mesmo.....ferro.

  2. Agora não é mais pretexto...agora é falta de dinheiro mesmo. Os sites da Capital informaram que esse Governo deve de duodécimos pros Poderes e outros Órgãos mais de 500 Milhões de reais, e pros municípios mais de 300 Milhões...mais pra quem? Não fizeram as Reformas necessárias, gradativas, desde 2015...aí, os rombos aumentaram tanto, que tiveram que dar pedaladas no FUNDEB de 300 Milhões e no FETHAB...a conversa é só de Milhões de reais. Agora dá até medo, da pavor, pensar...pra tampar tanto rombo, é preciso encher o caixa do Governo. Vão rapar o bolso DE QUEM? Ih! Vai sobrar pra nós, pois até se taxarem os empresários, estes transferem tudo pros preços, e nós, os eleitores, vamos pagar a conta NA MARRA, sem choro nem vela.

  3. Esse pigmeus surtou essa semana e resolveu sair espalhando mentiras na imprensa essa semana.

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