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Após campanha, jovem com doença rara chega na Tailândia para tratamento

Ela embarcou após a Justiça determinar que o estado pagasse tratamento.

Cotidiano

Redação 323 acessos

Após campanha, jovem com doença rara chega na Tailândia para tratamento

Lorena Santos, de 23 anos, que fez uma intenasa campanha nas redes sociais e uma vaquinha online para arrecadar dinheiro e se tratar de uma doença degenerativa, conhecida como síndrome de Machado Joseph, chegou na Tailândia onde inicia o tratamento.

O tratamento da jovem será custeado graças a uma decisão judicial, com base em um processo movido pela família, a qual determinou que o governo de Mato Grosso liberasse o dinheiro para o tratamento com células tronco em Bangkok. 

Duarante as campanhas na internet Lorena tinha a intenção de arrecadar R$ 175 mil, mas ela conseguiu bem menos que esse valor com as campanhas. O dinheiro obtido por meio das campanhas e com um bazar deve ser guardado para essa próxima viagem, já que, segundo a mãe de Lorena, Roberta Cândida dos Santos, ainda não é certo que o estado continue ajudando  no tratamento.

A jovem viajou na companhia de um amigo. Eles desembarcaram na Tailândia na manhã de terça-feira(10) e devem passar 25 dias lá para a primeira fase do tratamento. Depois disso, ela retornará para Cuiabá. A reação ao tratamento deve ser acompanhada por uma equipe médica da capital.

O tratamento com células tronco pode retardar a doença em até um ano, além de proporcionar uma melhoria de qualidade de vida de 70% a 80%, de acordo com a família da jovem. Ela deverá retornar à Tailândia no ano que vem.

A mãe disse que está feliz porque a filha está conseguindo fazer o tratamento. "Estamos felizes porque o estado liberou o dinheiro, pois esse tratamento precisa ser feito o quanto antes. A Lorena é nova e tem grandes chances de melhorar com esse tratamento", afirmou.

Síndrome de Machado Joseph

Lorena foi diagnosticada aos 17 anos com a “Síndrome de Machado Joseph”, conhecida também como "ataxia SCA3".
 
A enfermidade é de origem genética e ainda pouco conhecida. A sua principal característica é a perda dos movimentos, causando problemas na fala, visão e deglutição.
 
A doença não tem cura. E mesmo fazendo fisioterapia e pilates, a luta da jovem é contra o tempo, pois cada dia que passa só piora.
 
Hoje, aos 23 anos, Lorena não anda sozinha, conta sempre com a ajuda da mãe ou da irmã para caminhar, fala com dificuldade e não consegue movimentar bem a mão esquerda.

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