EM DEFESA DA SOCIEDADE

TCE - PI 81198 - MÊS DE JANEIRO 2017

Sindicalista acusa 'sujeira' na transferência de policiais em MT

Denúncia é de que Conselho Superior da PCJ estaria tomando decisões sem critério e desobedecendo portaria

Denuncia

Redação 1849 acessos 3

Sindicalista acusa 'sujeira' na transferência de policiais em MT
MUVUCA POPULAR

A transferência de policiais civis no estado de Mato Grosso pode estar sendo feita de maneira parcial. É o caso da policial civil Sinzia Hegrama de Oliveira Melo Laet, transferida de Juína para Rondonópolis e depois para Jaciara, na mesma semana, o que tem gerado especulação na categoria, já que ela é esposa do delegado de Jaciara e sua remoção não seguiu o critério de ser a mais antiga no polo.
 
A denúncia foi feita pelo Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Polícia Civil de Mato Grosso (Siagespoc), Cledison Gonçalves. De acordo com a denúncia, este é apenas mais um dos casos de favorecimento praticados pelo Conselho Superior nas transferências decididas nos últimos meses.
 
Os 454 novos investigadores que tomaram posse no primeiro semestre deste ano foram para o interior, enquanto que 100 investigadores deviam vir para a Capital.
 
Cledison explicou que pediu rigor ao diretor geral na aplicação dos critérios de remoção constantes de uma portaria, segundo a qual o mais antigo do polo teria prioridade. “Contudo, o Conselho Superior passou a fazer transferências sob o argumento da necessidade de serviço, sem que ficasse configurada essa condição em muitos dos casos”.
 
A necessidade de serviço é um critério válido, pois existem muitos policiais com aptidões especiais que são mais úteis na capital. “Porém, o Conselho Superior se baseou nesse preceito para beneficiar alguns investigadores, desde que a remoção interessasse a alguém da cúpula da polícia”.
 
É esta a razão alegada por Gonçalves para se afastar das reuniões do Conselho e denunciar a prática de favorecimento que ele reputa como espúria, e cuja responsabilidade é do governo do Estado. 
 
Gonçalves disse ainda que o Conselho chegou ao cúmulo de alterar o teor da portaria de remoções. A portaria de transferências definia como uma das exigências a antiguidade na regional, o que quer dizer que o policial que teria direito à transferência deve ser o mais antigo na regional, mas esse critério foi mudado para o policial mais antigo na unidade, afirmou.
 
Um ofício chegou a ser encaminhado ao governador Pedro Taques, com cópia ao secretário Rogers Jarbas, de Segurança Pública, denunciando o favorecimento, mas até o fechmomento namento desta matéria nenhuma medida foi tomada.
 

O que dizem sobre isso?

  1. Só complementando, em Agosto de 2015 ouve um processo de remoção onde o critério utilizado eram ''Antiguidade, Servidor com conjuge/parente com doença grave, servidor casado com outro servidor do estado e classificação no concurso''. Após o preenchimento das vagas haviam um cadastro de reserva com interessados a serem removidos, simplesmente dois meses depois revogaram a portaria do respectivo processo de remoção para, dessa forma, removerem aqueles ''apadrinhados'. Paralelo a isso houve outro processo seletivo para a Diretoria de Atividades Especiais (com direito a teste físico e classificação) o qual simplesmente só serviu para remover aqueles apadrinhados, ignorando a ordem de classificação.

  2. Desculpa a ignorância latente da minha parte, mais se um dos cônjuges for transferido, sendo os dois funcionarios do estado, o outro não deverá ser transferido também?

  3. Kkkkkk....práticas comuns em todos os órgãos....quem tem amigos vai pra onde quer e quando quer

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