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Mauro Savi comandava esquema de propina no Detran, delata Barbosa

De acordo com Silval, havia um acordo político desde a gestão de Maggi, sendo que a indicação para comandar o Detran era efetuada, na época, pelo Partido da República (PR), por meio de Mauro Savi

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Redação 731 acessos

Mauro Savi comandava esquema de propina no Detran, delata Barbosa

Desde a gestão do ex-governador de Mato Grosso, atual ministro da Agricultura Blairo Maggi, o deputado estadual Mauro Savi (PSB) era quem “dava as cartas” no Departamento Estadual de Trânsito do Estado (Detran/MT). A afirmação é do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), em acordo de delação premiada, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com Silval, havia um acordo político desde a gestão de Maggi, sendo que a indicação para comandar o Detran era efetuada, na época, pelo Partido da República (PR), por meio de Mauro Savi. No governo de Silval, segundo delação, Mauro Savi era quem comandava o DETRAN, inclusive sendo ele a pessoa responsável pela nomeação do presidente do órgão.

“O colaborador não tem ciência dos ilícitos praticado no DETRAN, mas sabe que seu irmão tem conhecimento de alguns contratos com retorno ocorridos no Detran durante a gestão do colaborador, sendo que o irmão do colaborador ira relatá-los em seu depoimento” cita.

Já Antônio Barbosa, irmão de Silval, conta em sua delação, que aproximadamente no ano de 2011, foi procurado em seu escritório por um servidor de alto escalão, que trabalhava na Casa Civil do governo Silval, e que na ocasião, lhe foi relatado que existiria um esquema de retomo ilícito de valores relacionados à empresa que gerenciava o sistema de lacre do DETRAN para o deputado Mauro Savi, que se utilizava de uma empresa de consultoria para receber tais valores.

Antônio revelou ainda, que na mesma assentada, foi indagado se Mauro Savi repassava tais valores a alguém ligado ao Silval Barbosa, pois segundo o servidor, Mauro Savi todo tempo dizia que repassava parte da propina que recebia ao governador Silval Barbosa, deixando claro ali, que se não existisse repasse o mesmo poderia começar a ser feito diretamente ao Silval.

“Foi aí que Antônio Barbosa indagou ao seu irmão sobre a ocorrência de tais fatos, tendo Silval respondido que ninguém estava repassando nada. A partir daí, Silval determinou que seu irmão passasse a receber os valores oferecidos e encaminhasse a parte que cabia ao Mauro Savi. O colaborador Antônio Barbosa chegou a receber umas duas ou três vezes repasses em dinheiro em espécie. Os valores recebidos foram de um total aproximado de R$ 210 mil” diz delação.

Após determinado período, conforme Antônio, foi procurado por um dos sócios da citada empresa de lacre, sendo que a partir dali os repasses passaram a ser feitos diretamente por um representante da empresa, sempre em espécie. Os repasses feitos diretamente pela empresa giraram em tomo de R$ 400 a 500 mil reais, dos quais a metade era repassada por Antônio ao deputado Mauro Savi, diretamente a ele, em espécie.

Quanto a empresa “FDL”, Antônio conta que em meados de 2010, compareceu espontaneamente em seu escritório, um representante do então deputado federal Pedro Henry, indagando se ele tinha conhecimento acerca do retorno da empresa FDL, que prestava serviços de gravames de veículos ao Detran.

Antônio Barbosa, então, teve um encontro com o ex-deputado Federal Pedro Henry, que lhe esclareceu detalhes de como funcionavam os serviços prestados pela empresa FDL e como seria feito o pagamento de propina caso ele aceitasse.

“Na reunião lhe foi explicado que uma empresa de Brasília (FDL) tinha a concessão, e repassava a propina através de uma empresa prestadora de serviços em Cuiabá, por meio de laranjas dos políticos beneficiados pelo esquema”.

Mauro Savi estava entre os beneficiados, além do ex-deputado Federal Pedro Henry. Assim que aceitou receber os valores, após a reunião com o deputado Federal Pedro Henry, Antônio recebeu no primeiro mês a importância de R$100 mil, que se repetiu mais uma vez no mês seguinte a mesma importância. “Foi a partir daí que o colaborador indicou terceira pessoa para receber os valores em nome de Silval”.

“A partir daí os valores passaram a girar em tomo de aproximadamente 80 mil líquidos mensais, valores estes utilizados para parte do pagamento dos valores devidos pela compra da fazenda AJ, que era do então conselheiro do TCE Antônio Joaquim. (Fazenda relacionada na lista de bens e já vendida) ” diz delação.

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