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Peritos cobram encaminhamento de lotacionograma para ser votado na AL

Desde o início do mandato do governador Pedro Taques isso é cobrado, porém sem retorno

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Redação 857 acessos 3

Peritos cobram encaminhamento de lotacionograma para ser votado na AL
Larissa Malheiros

Os peritos criminais de Mato Grosso, cobram do governo do Estado, o encaminhamento do Projeto de Lei que redefine o lotacionograma para a carreira dos profissionais da Perícia Oficial e Identificação Técnica do Estado de Mato Grosso (Politec), que está parado, quase dois anos na Casa Civil, para votação na Assembleia Legislativa.

Segundo Alisson Trindade, presidente do Sindicato da categoria, a condição de trabalho sem o principal recurso que é o humano, é precária, e desde o início do mandato do governador Pedro Taques isso é cobrado, porém sem retorno. Além disso, reforça que o projeto está parado no Palácio e ninguém envia para o legislativo.

“ O governo precisa mandar para a Assembleia votar e não faz. Estamos chegando a um estágio impossível de trabalhar. Já fomos atrás e nada do governo dar essa prioridade para nós”, pontua.

Ele também destaca que o lotacionagrama da Politec não é atualizado há mais de 15 anos. Ainda frisa que o último concurso tem como prazo de chamamento até março de 2018, e caso não seja votado este projeto, os aprovados perderão a oportunidade de ocuparem as vagas.

“ Temos 200 aprovados neste concurso, mas o projeto com ampliação de 46 vagas”.

A Secretaria de Estado de Gestão divulgou em novembro de 2016, que iria encaminhar naquele período para a Casa Civil, o projeto de lei que segundo eles, passaria de 770 para 995 servidores, incluindo peritos, médicos-legistas, odonto-legistas, papiloscopistas e técnico em necropsia, que posteriormente enviaria para a Assembleia. Desde então, o PL ficou parado no governo.

Condições e possível greve

Os profissionais que trabalham na área reclamam de total falta de estrutura física e pessoal, de equipamentos, insalubridade, e já indicaram uma possível greve nos próximos dias. Como funcionários públicos, também sofrem com a ameaça de terem os salários, direito mais básico de qualquer trabalhador, atrasados mais uma vez.

“No dia do perito criminal, não temos o que comemorar”, destacou o diretor do sindicato da categoria, Márcio Godoy. Na ocasião, Godoy apontava fotos dos transtornos causados pela chuva no Instituto Médico Legal (IML) de Alta Floresta (disponíveis abaixo). “Água da chuva misturada com água da cisterna invadindo o prédio”, explicou.

A falta de insumos, materiais e equipamentos para exames importantes acaba deixando pessoas que precisam de laudos periciais sem o serviço, ou ainda com a possibilidade de falhas.

Nesse sentido, os peritos relatam que há cerca de um ano, a Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) não consegue realizar exames de alcoolemia por falta de reagentes. Esse é um procedimento fundamental para esclarecer, por exemplo, acidentes de trânsito.

“Não temos reagentes. O exame no caso de homicídio está indo sem essa informação fica faltando no inquérito policial”, disse o presidente do sindicato.

Além da falta de materiais, a ausência de alguns softwares também é citada como fato que pode limitar atuação dos profissionais.

Um dos maiores problemas na área é o efetivo. Em Alta Floresta, por exemplo, os quatro últimos profissionais que entraram deviam se juntar a outros dois que já atuavam, para atender toda a demanda. No entanto, os dois peritos foram removidos sem reposição; ficaram quatro. Um deles foi cedido para a Secretaria de Cidades, e apenas três peritos atendem as ocorrências agora. De acordo com o sindicato da categoria, não tendo o número suficiente de peritos, a escala de 24h por 72h não fecha. Numa hipótese de que ninguém fique doente ou tire férias, o número mínimo de profissionais para atender essa demanda ainda teria de ser quatro.

Não bastassem as condições insalubres que colocam em risco a vida dos servidores, ainda há situações em que eles precisam enfrentar o descontentamento da população por situações provocadas pela falta de condições de trabalho. Mas os profissionais fazem questão de destacar que a população está completamente certa de se revoltar, porque não é assim que as coisas devem ocorrer. “É uma aberração não enviar peritos para os polos com um cadastro de reserva válido. Tivemos uma situação em que um colega teve de atender uma ocorrência que vitimou o próprio irmão, porque não havia ninguém para substituí-lo”, afirmou Alisson Trindade.

Além disso, inúmeras imagens (disponíveis no anexo) demonstram infiltrações e áreas tomadas pelo mofo, equipamentos velhos e inadequados, assim como a falta de ventilação e iluminação adequadas, o que é grave para quem trabalha com material contaminante e reagentes químicos.

Em 2015, o governador Pedro Taques visitou algumas unidades, assinou os ofícios entregues pela categoria relatando todos os problemas, mas nada aconteceu. Chegou a um ponto em que os servidores fazem vaquinha para comprar o mínimo necessário. “Essa é uma realidade generalizada. Os servidores têm de tirar dinheiro do próprio bolso para desenvolver suas atividades”, afirmam os profissionais.

Em outro vídeo, aparecem diversas goteiras no alojamento feminino do Plantão em Cuiabá. “Toda chuva é assim”, diz a pessoa que faz a imagem, que identifica o local na gravação. Mais fotos mostram o telhado da Politec despencando, a ponto de cair, e algumas cadeiras em volta do local para tentar isolar a área e evitar acidentes.

“Tudo isso tem sido registrado pelo sindicato e denunciado ao Governo. Mas nós não recebemos nenhum tipo de abertura para diálogo. E se nós não conseguimos dialogar, nossa ferramenta só poderá ser a greve”, afirmou Trindade.

Nessa quarta-feira, 04/12, Dia do Perito Criminal, a categoria vai cruzar os braços por seis horas, em todas as unidades do estado, para marcar a insatisfação, numa data que deveria ser de homenagens. A partir do dia 11, se o salário estiver atrasado, os peritos iniciam greve por tempo indeterminado (com assessoria).

O que dizem sobre isso?

  1. Em relação sobre o efetivos, tem que realizar outro concurso,pois os aprovados na quantidade de vagas oferecidas, foram chamados e tomado posso, acontece que classificado não é aprovado. Tem que realizar outro concurso, para selecionar os mais bem preparados para assumirem o cargo. Com novo concurso, todo terão direito de disputar pela vaga.

  2. NÃO É SÓ A POLITEC QUE ESTÁ RUIM, AQUI EM JUÍNA A ESTRUTURADA POLÍCIA CIVIL ESTÁ CAINDO AOS PEDAÇOS, COM EFETIVO DE MAIS DE 20 INVESTIGADORES, TEM QUE FAZER RODÍZIO PRA SAIR NA RUA, POIS, TEM DUAS VIATURAS CARACTERIZADAS PRA TRABALHAR , QUE ESTÃO UM LIXO, CAINDO AOS PEDAÇOS, E NÃO TEM NENHUMA VIATURA DESCARACTERIZADA! ISSO É UMA VERGONHA ! PORQUE A COBRANÇA VEM ! MAS TEM QUE OFERECER CONDIÇÕES !

  3. Se a Vigilância Sanitária avaliasse os IMLs do Estado, fechava todos!! Mas o desGoverno não se fiscaliza. Muito menos fiscaliza o cabide de atestados médicos dos servidores: quem precisa se afastar não consegue e quem não precisa fica anos sem trabalhar (para o Estado ao menos, porque no outro trabalho, particular, continuam) recebendo. MP e TCE não servem pra nada. Enquanto isso, sucateia a Saúde e a Segurança, sem falar na Educação (e vem com história de escola militar ... isso porque o Estado não faz sua parte e a população desesperada apela para salvadores da pátria).

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