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Laudo de Rodrigo Claro não sai porque aparelho está quebrado. Família protesta

Resultado pode demorar mais 30 dias já que IML não renovou contrato com empresa

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Laudo de Rodrigo Claro não sai porque aparelho está quebrado. Família protesta

Familiares e amigos do aluno do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Claro, de 21 anos, que morreu no dia 15 de novembro após participar de uma aula prática em uma lagoa em Cuiabáx, se reuniram nesta quarta-feira (21), na Praça Ipiranga, na capital, para protestar contra a demora do Instituto de Medicina Legal (IML) na liberação do laudo que esclarece as causas da morte do jovem. Eles também seguraram faixas e cartazes nas avenidas do Centro da capital, próximas à praça.

Rodrigo morreu depois de passar mal em uma aula prática na Lagoa Trevisan e ficar internado por cinco dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A família do aluno alega que houve tortura e omissão de socorro por parte do Corpo de Bombeiros. Eles também declararam que Rodrigo revelou ter medo de participar das atividades por ser perseguido por uma tenente que atuava como instrutora de salvamento aquático no curso.

O laudo do IML apontou que o aluno foi vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), segundo o secretário estadual de Segurança Pública, Rogers Jarbas. O documento, porém, não foi divulgado oficialmente pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e não teria sido entregue à família. Por meio de nota, a Politec afirmou que o laudo já foi encaminhado à polícia no dia 15 de dezembro.

De acordo com a mãe do aluno, Jane Patrícia Lima Claro, o órgão alega que, para que o laudo seja liberado, é necessário a assianatura digital do médico perito responsável, mas que o aparelho que faz esse trabalho está quebrado desde agosto. Desde então, todos os laudos que deveriam ser oficializados estariam parados no local.

A família cobra a liberação do documento para que a investigação do caso na polícia possa ser concluído. “Só queremos que isso se desenrole logo, porque já sofremos com a dor da perda”, disse a mãe.

Jane alega, porém, que não confia plenamente no resultado do laudo. “No dia que meu filho morreu não tinha luva e outros equipamentos, o que faz gerar dúvida sobre a credibilidade desse laudo”, disse.

Investigação

O caso é investigado por meio de um inquérito policial militar no Corpo de Bombeiros e também em outro inquérito pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O inquérito apurado pelo Corpo de Bombeiros deve ser concluído até o final deste mês. Já a investigação pela DHPP deve ser concluída até janeiro de 2017.
Família diz que laudo do IML não foi entregue por falta de assinatura (Foto: André Souza/G1)
O caso

Aproximadamente 30 alunos participavam do curso e eram supervisionados por cinco coordenadores, entre eles a tenente e um coronel. Todos que estavam no local serão ouvidos, segundo a Polícia Civil. A tenente, responsável peals atividades, já foi afastada do cargo que ocupa.

Rodrigo queixou-se de dor de cabeça durante a realização das aulas. O aluno realizava uma travessia a nado na lagoa e quando chegou à margem informou o instrutor que não conseguiria terminar a aula.

Em seguida, segundo os bombeiros, ele foi liberado e retornou ao batalhão e se apresentou à coordenação do curso para relatar o problema de saúde. O jovem foi encaminhado a uma unidade de saúde, onde sofreu convulsões.
Rodrigo Claro, de 21 anos, foi diagnosticado com aneurisma cerebral, segundo a mãe (Foto: Reprodução/ Facebook)


Outro lado

Por meio de nota, a Politec afirmou que o laudo de necropsia de rodrigo Claro foi concluído e encaminhado à autoridade requisitante no dia 15 de dezembro, a fim de compor o inquérito policial.  “Não cabe à instituição divulgar ou fornecer cópia do documento para outra pessoa que não seja o delegado titular da investigação”, diz trecho da nota.

Quanto ao problema com a assinatura digital do documento, a Politec informou que o contrato de renovação do convênio com a empresa responsável já está sendo feito pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp). “A partir da assinatura do contrato a empresa tem até 30 dias para fazer a atualização cadastral dos peritos que estão com os convênios vencidos”, disse a Politec.

O que dizem sobre isso?

  1. Quando a Juíza Selma Arruda vai julgar os "Instrutores" do caso Abinoão Oliveira? Impende ressaltar que o Militar veio a óbito em 2010, ou seja, o julgamento dos envolvidos se arrasta há mais de 06 anos. Sugiro ao Conselho Nacional de Justiça - CNJ que aconpanhe a tramitação do processo! Isto é uma vergonha!

  2. Bobó cheira-cheira, manda arrumar o aparelho! Chega de impunidade!

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