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Advogada critica falta de políticas no combate ao feminicídio

Militante na área, Sirlei Theis faz um alerta sobre o aumento de mulheres assassinadas em Mato Grosso e no país   

Geral

Redação 2805 acessos 13

Advogada critica falta de políticas no combate ao feminicídio
Marcio Camilo

O aumento nos casos de feminicídio em Mato Grosso e no país tem preocupado as autoridades e movimentos sociais. A advogada pública Sirlei Theis, militante na área, destaca que os assassinatos de mulheres aumentaram nos últimos anos. Só em janeiro deste ano, mais de 10 mulheres foram mortas por maridos e ex-namorados.    

Sirlei – advogada da Polícia Civil – ressalta que o poder público precisa trabalhar mais focado na questão, principalmente com ações preventivas para coibir a prática.

“Atualmente, não existe um trabalho integrado dos setores que una, por exemplo, Segurança Pública, Educação e Saúde. Muitas políticas são trabalhadas depois que o crime aconteceu. Na hora de cortar alguma coisa no orçamento público, corta sempre o preventivo e fica só a parte repressiva, tem que ser o contrário, porque sem a prevenção nós nunca iremos reduzir a criminalidade; vamos sempre correr atrás do crime, quando na verdade temos que antecipa-lo”, defende.

Para ela o Poder Público não oferece a proteção necessária e a mulher sente medo de denunciar. “Ao mesmo tempo que o Poder Público pede pra denunciar, ele não dá a estrutura necessária às mulheres. Muitas vezes elas acabam sofrendo sozinhas, caladas, porque elas têm medo de fazer a denúncia, porque elas vão voltar para casa apenas com uma medida protetiva. Não existe casa de apoio suficiente para atendê-las”, afirma.

Sirlei também critica o atual sistema de medidas protetivas. Ele cita um caso que ocorreu no último dia 17 de janeiro, no município de Guarantã do Norte (a 721 km de Cuiabá), em que uma mulher de 30 anos foi morta a facadas pelo marido enquanto amamentava o filho recém-nascido. “Ela estava com medida protetiva e o cara foi lá e a matou mesmo assim. Não há um acompanhamento devido dessas mulheres”.

Segundo levantamento do Instituto Datafolha, uma em cada três mulheres, com mais de 16 anos, já sofreu algum tipo de violência doméstica. Em 61% dos casos, os agressores conhecem às vítimas.

Identificando o padrão

A advogada disse que é fundamental a mulher obter informações mínimas de um homem, antes de iniciar o relacionamento.

“Normalmente, as mulheres começam a namorar para depois conhecer a pessoa. É preciso não se deixar levar tanto pela emoção e levantar algumas informações. Essas informações podem ser obtidas com familiares da pessoa, amigos até ex-namoradas do pretendente”, sugere.

Ela observa que os homens que comentem feminícidio possuem um tipo de padrão. No começo eles são carinhosos, atenciosos e sedutores com objetivo de conquistar a confiança da vítima.

“No início do relacionamento eles são as pessoas mais encantadoras do mundo, acima de qualquer suspeita. Tudo isso faz parte do processo de conquista. E a partir do momento que eles têm a pessoa totalmente conquistada aí começa o processo, como o ciúme exagerado. No começo a mulher pode confundir achando que a parceiro gosta muita dela, mas na verdade são indícios da personalidade dele”, alerta.  

Questão cultural

A advogada ressalta que a violência contra mulher é cultural e a questão deve ser debatida na base, com as futuras gerações. Ela prepara uma série palestras que serão trabalhadas nas escolas de Mato Grosso.

 “Como a questão é cultural o trabalho precisa ser feito a longo prazo, tem que começar na infância para que as crianças consigam identificar o que é violência doméstica”, pontua.

A advogada explica que se um filho cresce vendo o pai agredir a mãe, ele pode reproduzir isso no futuro.

Advogada pública Sirlei Theis

“Uma filha que cresce vendo a mãe sendo humilhada pelo marido e aguentando tudo isso por questões financeiras, a filha acha que é um padrão normal. Quando ela entrar num relacionamento, no início ela irá relevar certas atitudes do parceiro, porque ela cresceu achando que isso é um coisa normal”, acrescenta.

Preconceito

Sirlei afirma que as mulheres vítimas de violência doméstica ainda sofrem preconceito por parte da sociedade. Isso faz com que muitas delas tenham medo de se expor e denunciar a agressão. “Nos comentários dos sites, em cima das matérias sobre violência doméstica, existe um número muito grande de pessoas que criticam a mulher, com se ela fosse a responsável”.   

Ela ressalta que o preconceito está arraigado na sociedade brasileira, e muitas mulheres também são machistas. “É aquela situação cultural no qual a mulher é objeto, tem que aguentar calada. E a mulher sofre muito nesse processo, porque ela quer se libertar e é perseguida e ameaçada de morte”.

‘Também fui vítima’

A advogada Sirlei Theis hoje está com a vida pessoal e profissional estabilizada. Mas nem sempre foi assim. Ela sofreu na pele a violência doméstica, dentro de um relacionamento que durou de 1999 a 2007.

Foi uma fase muito difícil para a advogada, em que ela enfrentou preconceitos e muita dificuldade de falar abertamente sobre o caso.

Sirlei começou a militar mais diretamente na área a partir de 2015, quando escreveu um artigo apoiando a criação de uma lei que permitia aos delegados conceder medida protetiva de imediato às mulheres vítimas de violência doméstica, sem que a questão precisasse passar pelo crivo do Poder Judiciário.

A partir disso, seu interesse pelo tema só aumentou. Atualmente ela possui uma página no facebook com mais de 900 pessoas inscritas.

“Sou procurada por muitas mulheres que são vítimas, que foram vítimas. São seguidores reais que de fato estão envolvidas na causa”, garantiu acrescentando que muitas mulheres se espelham no exemplo dela, que foi violentada pelo marido, mas depois constituiu família e se estabeleceu profissionalmente.  

Feminicídio e Legislação

O feminicídio é caracterizado quando a mulher é assassinada justamente pelo fato de ser mulher.

Os crimes nessa categoria são praticados com requintes de crueldade, como a mutilação dos seios ou outras partes do corpo que tenha íntima relação com gênero feminino.

A Lei do Feminicídio, de número 13.104, foi sancionada pela então presidente Dilma Roussef (PT), em 9 de março de 2015.

Na prática a lei enquadrou o feminicídio como homicídio qualificado, além de incluí-lo no rol dos crimes hediondos, que possuem pena de 12 a 30 anos. Já os homicídios simples preveem reclusão de 6 a 12 anos.

A lei pontua também alguns agravantes, que podem aumentar o tempo da pena em 1/3, são eles:

– Feminicídio ocorrido durante a gestação ou nos três meses posteriores ao parto;

– Feminicídio contra menor de 14 anos, maior de 60 anos ou pessoa com deficiência;

- Feminicídio na presença de descendente ou ascendente da vítima.

O que dizem sobre isso?

  1. Que baixaria... o problema do feminicídio realmente é muito sério, mas infelizmente aqui nos comentários entre leitores e articulista, a coisa perdeu totalmente o foco, virando uma briga de lavadeiras, com direito a insultos mútuos e desnecessários.

  2. Claro que tenho interesse nessa causa Anderson, não tenha dúvidas e se você tivesse pesquisado, saberia que desde 2015, venho falando sobre a questão publicamente. De lá para cá foram inúmeros artigos, entrevistas, projetos para conseguir melhoria para as Delegacias. No ano de 2017, mesmo não estando em cargo algum, fora o meu trabalho rotineiro, consegui a doação de um terreno e um TAC entre o MP e um infrator ambiental para construir uma delegacia, sem um real do Estado, quase R$ 2.000.000,00. Agora te pergunto, o que você fez para melhorar o seu Estado, além de ficar perseguindo as pessoas que o fazem? Outra coisa, se me conhecesse de fato, não ficaria me fazendo ameaças publicamente...

  3. Passaram mesmo, e desde quando você se preocupou por essa causa? Tem interesse, não acha?? Candidata pra ver...

  4. Anderson, cansei de ser educada com os “puxa sacos” pequenos e baratos desse governo. São tão pequenos, que não conseguem entender o que leram, não conseguem se sensibilizar com a situação caótica que esse esse Estado se encontra. Quantas pessoas morrem por falta de atendimento nos hospitais? Quantas mulheres ainda vão ter que morrer para o Poder Público tomar uma iniciativa de fazer algo . Vocês são tão pequenos que em vez de receberem um salário para ficar na internet pesquisando os problemas e apresentar uma solução para seus superiores ficam com acusações falsas e mentirisas para colocar em descrédito as pessoas que ainda lutam por melhorias. Para sua informação eu não sou candidata a nada, sequer sou filiada a algum partido, mas confesso, que com os esses ataques baratos desse Governo medíocre, que está afundando nosso Estado de Mato Grosso, começo a avaliar essa hipótese. Cuiaba, poderia ter recebido recurso para construir a casa da mulher brasileira , mas por politicagem e incompetência perdemos. Quanto ao meu histórico de trabalho, posso dizer que sou lembrada por todos dentro da Segurança Publica e fora dela pelo trabalho que prestei e não vai ser você, um pseudônimo qualquer que vai colocar em descrédito o trabalho incansável de uma mulher. Falo sem receio algum, que sou uma das pessoas que mais fez pela segurança pública desse Estado. Foram os 5 anos em que a segurança não estava nas manchetes todos os dias. Já passaram 3 pessoas depois de mim, em 2 anos, será por que Anderson?

  5. Tema excelente, mas... A Senhora teve outras oportunidades de se manifestar, enquanto tinha cargo não criticava nenhum gestor, pelo contrário, puxava saco. Agora que candidata, Sr mostra de boazinha, defensora da sociedade? Me poupe, conheço de seu passado e da forma de gerir qd está no poder.

  6. Em primeiro lugar, quero agradecer o comentário de todos, pois o objetivo principal dos artigos que escrevo é exatamente esse, trazer a discussão essa questão tão latente, mas que ainda é vista pelo poder público e também por parte da sociedade com tanto preconceito. A realidade está posta, não dá mais para fechar os olhos, é preciso se fazer alguma coisa. Eu demorei mais de 9 anos para me libertar de um agressor psicopata e mais de 8 anos para conseguir falar publicamente sobre o assunto. Entendi, que precisamos sair da condição de vítima e participarmos efetivamente desse processo de mudança, pois ninguém mais preparadas do que nós para dizermos o que funcionará ou não. A realidade é que o poder público trabalha na contramão, correndo atrás do crime. Não investe em políticas preventivas e também naqueles que garantem a segurança para as vítimas que denunciam seus agressores. Pensando nisso, em 2015, criei uma página no facebook, https://www.facebook.com/quandooamoreramedo/. A página que começou com uma pessoa, hoje possui quase 1000 seguidores de todo o Brasil. O envolvimento das mulheres vítimas e ex vítimas é muito grande, acabou quase como um grupo de apoio, onde há ajuda mutua. Convido todos para conhecer a página e começar a olhar a sua volta.

  7. Mato Grosso tem 10 assassinatos de mulheres em 39 dias e em só um caso houve prisão http://omelhordanoticia.com.br/mato-grosso-tem-10-assassinatos-de-mulheres-em-39-dias-e-em-so-um-caso-houve-prisao/#.Wn35KehMk_4.whatsapp ?????? Tenho vergonha do meu estado de MT, onde só se rouba, destrói e mata... Nós mulheres estamos em último plano estamos sendo assassinadas covardemente , violentadas e desrepeitadas por aqueles que deveriam estar nos defendendo nao estou falando da segurança pública to falando dos nossos representantes políticos que são os únicos que podem fazer alguma coisa e como? ° Entenderem de uma vez que são nossos funcionários somos nós que pagamos e diga se de passagem "muito bem ? 2° Políticas públicas para as mulheres de fato e urgente !!! Onde através vamos ter todos os mecanismos de proteçao com eficácia e isso inibirá não só o agressor mas todos que desejar práticar qualquer violência contra a mulher. 3° Criar a secretária de políticas públicas para as mulheres . Direcionar hemendas parlamentares para fortalecimento da rede de proteção ás vítimas. Enfim, tudo passa por eles e somente eles podem minimizar essas barbaridades que vem se agravando em nosso estado. Somos gente como vocês, mulheres lutam dia a dia, mulheres de todas as raças e credos religiosos... Nós precisamos parar de morrer. .. Cada mulher que é morta é um pepedacinho de todos nós que morre junto. .. Qual o valor de uma vida pra vocês? Deixo aqui uma reflexão " e se uma dessas mulheres mortas fosse sua MÃE, IRMÃ, FILHA alguem que amasse muito mesmo! !! Como se sentiria? O que faria? ? SOMOS MULHERES E DESEJAMOS VIVER! !! Sou Sandra Raquel ex vítima de violência doméstica / Presidente Da Associação de Mulheres de Rondonopolis e Região Sul do MT sou MULHER .

  8. https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=940233722768016&id=100003441926854 Entrem na minha página ?? e compartilhem e deixem comentário isso ajudará chamar atenção das nossas autoridades. Tenho vergonha do meu estado de MT, onde só se rouba, destrói e mata... Nós mulheres estamos em último plano estamos sendo assassinadas covardemente , violentadas e desrepeitadas por aqueles que deveriam estar nos defendendo nao estou falando da segurança pública to falando dos nossos representantes políticos que são os únicos que podem fazer alguma coisa e como? ° Entenderem de uma vez que são nossos funcionários somos nós que pagamos e diga se de passagem "muito bem ? 2° Políticas públicas para as mulheres de fato e urgente !!! Onde através vamos ter todos os mecanismos de proteçao com eficácia e isso inibirá não só o agressor mas todos que desejar práticar qualquer violência contra a mulher. 3° Criar a secretária de políticas públicas para as mulheres . Direcionar hemendas parlamentares para fortalecimento da rede de proteção ás vítimas. Enfim, tudo passa por eles e somente eles podem minimizar essas barbaridades que vem se agravando em nosso estado. Somos gente como vocês, mulheres lutam dia a dia, mulheres de todas as raças e credos religiosos... Nós precisamos parar de morrer. .. Cada mulher que é morta é um pepedacinho de todos nós que morre junto. .. Qual o valor de uma vida pra vocês? Deixo aqui uma reflexão " e se uma dessas mulheres mortas fosse sua MÃE, IRMÃ, FILHA alguem que amasse muito mesmo! !! Como se sentiria? O que faria? ? SOMOS MULHERES E DESEJAMOS VIVER! !! Sou Sandra Raquel ex vítima de violência doméstica, sou MULHER .

  9. Se as Mulheres esperarem de poder público, só vamos ficar lendo textos melancólicos, sofridos, estatístcas, "Para ela o Poder Público não oferece a proteção necessária e a mulher sente medo de denunciar. “Ao mesmo tempo que o Poder Público pede pra denunciar, ele não dá a estrutura necessária às mulheres. Muitas vezes elas acabam sofrendo sozinhas, caladas, porque elas têm medo de fazer a denúncia, porque elas vão voltar para casa apenas com uma medida protetiva. Não existe casa de apoio suficiente para atendê-las”, afirma". QUAL SUA PROPOSTA CANDIDATA? ALGUÉM COM SUA EXPERIÊNCIA TEM QUE IR PRAS FILEIRAS DAS URNAS. TEM MUITAAAAAAAAAAAAA MULHER ELEITORA VÍTIMA DE VIOLENCIA. Mulheres reajam, se forem ameaçadas MATEM, caso contrário vc irá morrer e entrar para as estatísticas e dar manchete pro jornalismo de sangue.

  10. O ZAZA é aquele tipico puxa saco do governo que se esconde atras de um pseudonimo barato e faz comentários despropositados e chulos. Diante de um tema tão importante, ele vem la se apegar em detalhes que em nada contribuirão para ampliar este debate. É daqules que faz print do comentario idiota e manda pro chefe, todo feliz. Na quarta vai chegar no trabalho e vai todo sorridente conversar com o chefe e falar: você viu chefe eu la defendendo o governo contra aquela megera que fica falando as verdades por ai". Coitada da sua familia ZAZA se descobrissem que vc é tão pequeno e repugnante. O pai que desce no esgoto em busca de palavras acidas e vazias para atacar aquela que busca debater a violência doméstica. Parabens Sirlei pelo artigo e por jogar luz sobre temas tão complicados como a violencia contra a mulher e o feminicidio. Deus livrai o mundo de seres toscos e ridiculos como este e tantos outros ZAZAS.

  11. Zaza que inveja maldita é essa? se atenha aos fatos por favor.

  12. PJC tem advogado? Esta senhora não é servidora da Sesp? Já não foi secretária Sistemica na Sesp? Esclarecendo aos leitores advogado público não existe no Mato Grosso...o que existe são procuradores do Estado que são advogados inscritos na Oab Mt a serviço do Estado de Mato Grosso. Esta senhora é analista perfil de formação advogada...mas para advogada pública falta lei reconhecendo isso. ...ou o governador Pedro Taques fez uma lei exclusiva pra essa senhora? Vamos se valorizar menos ou estudar mais pra ser procuradora do Estado...muito estrelismo.

  13. Bom saber que temos mulheres corajosas como a Dra Shirley que expõem esse problema tão sério e recorrente em nosso meio com probidade. Ainda a muito o que se fazer, pois o tratamento das autoridades neste assunto deixa muito a desejar.

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