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GUERRA: EUA, Reino Unido e França bombardeiam Síria

Segundo presidente, bombardeios destruíram um quinto da Força Aérea de Bashar al-Assad

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Redação 589 acessos

GUERRA: EUA, Reino Unido e França bombardeiam Síria
FOLHA DE S.PAULO

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta sexta que lançou um ataque aéreo contra a Síria, em represália ao suposto ataque químico que matou 42 pessoas na semana passada. A Casa Branca diz que o ato em questão foi uma ordem do ditador sírio Bashar al-Assad.

Segundo Trump, o bombardeio liderado por Washington foi destinado a destruir um quinto da Força Aérea síria. Ele diz que a ação teve a participação de militares do Reino Unido e da França, que anunciaram apoio aos americanos há dois dias.

O presidente americano também disse que uma ação coordenada com esses aliados está agora em curso ali. Explosões foram ouvidas em Damasco e a agência de notícias estatal síria Sana informou que o regime respondeu com suas baterias antiaéreas.

Trump considera o suposto ataque químico uma escalada significativa no conflito que já dura sete anos e matou 400 mil pessoas no país árabe e chamou esse ato de “crimes de um monstro” e “ataque perverso e vil que deixou pais, mães, bebês e crianças agonizando e sem fôlego”.

“Há poucos instantes, dei ordem para que as Forças Armadas dos Estados Unidos atacassem alvos sírios associados às capacidades de uso de armas químicas do ditador sírio Bashar al-Assad”, disse Trump, em pronunciamento na televisão, falando da Casa Branca, em Washington.

O presidente americano disse ainda que Washington e seus aliados estão preparados para manter a pressão sobre Assad até que cessem os ataques com armas químicas, enfatizando, no entanto, que os EUA não buscam manter uma presença por tempo indeterminado nesse conflito.

Enquanto isso, aviões e navios americanos foram usados na ofensiva anunciada pelo republicano, de acordo com várias pessoas próximas às Forças Armadas dos EUA. Trump também mandou um recado aos russos, que apoiam o ditador sírio, dizendo que Moscou precisa “decidir se continuará nessa rota escura”, e advertiu o Irã.

“Que tipo de nação quer se associar a um assassinato em massa de homens, mulheres e crianças inocentes? As nações do mundo só podem ser julgadas pelos amigos que têm”, disse. “Nenhuma nação pode prosperar ao promover ditadores assassinos.”

Sua decisão de atacar alvos na Síria contraria a sua vontade de retirar soldados americanos do conflito. Na semana passada, Trump havia anunciado que os EUA planejavam trazer seus 2.000 soldados em ação no combate de volta para casa em breve.

Minutos depois do pronunciamento de Trump, a primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou num comunicado que havia autorizado as Forças Armadas de seu país a realizar ataques para “degradar a capacidade de uso de armas químicas pelo regime sírio e conter o uso delas”.

“Esse comportamento precisa ser barrado não só para proteger inocentes de mortes horríveis causadas por armas químicas, mas também porque não podemos permitir a erosão de regras internacionais que vedam o uso dessas armas”, afirmou a britânica.

May também disse que “todos os canais diplomáticos” foram explorados antes que essa ação militar ocorresse, lembrando que Moscou vetou uma resolução no Conselho de Segurança das Nações Unidas para investigar o suposto ataque químico em Douma, um dos subúrbios de Damasco, a capital da Síria.

Nos últimos dias, no rastro de imagens de mortos no suposto ataque químico circularem no noticiário, Trump disse que atacaria de imediato a Síria e depois recuou, dizendo que não havia ainda um cronograma para ações militares contra o país árabe.

Suas idas e vindas retóricas refletiram críticas de analistas que apontaram contradições no comportamento do presidente. Trump já havia criticado seu antecessor, Barack Obama, por anunciar com antecedência ações que as Forças Armadas tomariam.

Do outro lado do front de um conflito que agora parece atingir uma temperatura sem precedentes, o Kremlin disse que as imagens de mortos no suposto ataque químico foram forjadas e que armas dessa natureza não foram usadas nos bombardeios ali.

O chanceler russo, Serguei Lavrov, disse ter “dados irrefutáveis que esse evento foi uma montagem criada pelo serviço secreto de países que estão agora na dianteira de uma campanha anti-Rússia”.

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