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IML não libera corpos por falta de equipamentos

Por falta de equipamento no IML, corpo de marido de ex-vereadora assassinado em sítio não é liberado

Governo

Redação 287 acessos

IML não libera corpos por falta de equipamentos

O corpo do produtor rural Aloísio da Silva, de 56 anos, marido da ex-vereadora de Nossa Senhora do Livramento, a 42 km de Cuiabá, Terezinha Rios Pedrosa, de 55 anos, não foi foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) por fata de equipamentos. Os dois foram encontrados mortos no sítio deles na Gleba União, conhecida como Mata Cavalo, naquele município. O casal tira perfurações de bala pelo corpo e foi encontrado em avançado estado de decomposição.

Por meio de nota, a Perícia Oficial e Identificação Técnica informou que o corpo de Aloísio dee ficar retido temporariamente até o exame seja feito. Para agilizar o prazo, o órgão alegou que deve fazer parceirias com outras unidades.

Para a liberação, segundo o IML, o corpo de Aloísio deve passar por um exame de Raio-X. Entretanto, falta o aparelho que realiza o teste na unidade de Cuiabá.

“Falta o aparelho de Raio-X e a serra. Sem esses dois equipamentos não dá para fazer a necropsia”, afirmou o técnico Jurandir de Oliveira.Morte de casal em zonal rural de Nossa Senhora do Livramento choca moradores

Morte de casal em zonal rural de Nossa Senhora do Livramento choca moradores

Já o corpo de Terezinha foi liberado durante a tarde desta sexta-feira (8) e seguiu para uma funerária da capital. Devido ao estado do corpo, não deve haver velório. O sepultamento será realizado no cemitério de Nossa Senhora do Livramento. Terezinha e o marido moravam há 19 anos no sítio e deixaram três filhos.

Terezinha era considerada uma figura de liderança da agricultura familiar de Nossa Senhora do Livramento, além de defensora das causas agrárias. Ela também já foi candidata a prefeita no município e ocupou cargo de secretária na Secretaria Municipal de Desenvolvimento da Agricultura Familiar.

Assassinato

Segundo o delegado da Polícia Civil de Nossa Senhora do Livramento, Adalberto de Oliveira, os corpos foram encontrados em estado avançado de decomposição. A suspeita é que o casal tenha sido morto na quarta-feira (6), ainda pela manhã. Foi nesse horário que um dos vizinhos ouviu disparos na propriedade de Terezinha.

Terezinha era considerada uma figura de liderança da agricultura familiar de Nossa Senhora do Livramento, além de defensora das causas agrárias (Foto: Divulgação)

Terezinha era considerada uma figura de liderança da agricultura familiar de Nossa Senhora do Livramento, além de defensora das causas agrárias (Foto: Divulgação)

No entanto, o vizinho não percebeu nenhuma movimentação suspeita ou estranha e acreditou que não fosse nada. O filho foi até o sítio e encontrou os pais caídos na área da casa. Segundo a polícia, os disparos acertaram as costas e a cabeça das vítimas e teriam sido feitos em uma curta distância.

A Polícia Militar de Livramento foi chamada e acionou também a Polícia Civil. Conforme o delegado, existe a possibilidade das vítimas terem sido imobilizadas antes de serem assassinadas.

Em nota, o governo lamentou e repudiou o assassinato de Terezinha. Considerada militante histórica da agricultura familiar do estado, Terezinha participou de congressos sobre agricultura familiar representando Mato Grosso em outros países, levantava a bandeira dos pequenos produtores e o empoderamento da mulher rural há mais de 20 anos.

Ela era a atual presidente da União Nacional das Cooperativas de agricultura familiar e Economia Solidária (Unicafes), conselheira ativa do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável e feirante na Central de Comercialização da Agricultura Familiar José Carlos Guimarães.

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