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Cadeias de MT sofrem com falta de estrutura e de agentes penitenciários

Para presidente do sindicato dos penitenciários do estado, a fuga de presos na cadeia de Rosário Oeste é reflexo da carência de políticas efetivas para o setor penitenciário

Governo

Redação 618 acessos

Cadeias de MT sofrem com falta de estrutura e de agentes penitenciários
Marcio Camilo

Na tarde deste domingo (12), seis presos fugiram da Cadeia Pública de Rosário Oeste (a 112 km de Cuiabá). Para o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen-MT), João Batista, a fuga nada mais é do que o reflexo “da completa situação de abandono” em que vive as 54 unidades prisionais do estado.

Ele destacou que as cadeias são precárias, superlotadas e os servidores não se sentem valorizados pela gestão estadual. Batista citou os exemplos das unidades de Colniza e Porto dos Gaúchos, distantes a 1.114 e 654 km de Cuiabá, respectivamente.  

Nessas regiões faltam viaturas e principalmente agentes penitenciários para cobrir a escala de plantão. “O governo não investiu um centavo na unidade de Porto dos Gaúchos. A cadeia conseguiu colocar mais um agente na escala de plantão por causa de um recurso do Ministério Público”.

O presidente do Sindspen recordou que só depois que o caso repercutiu na imprensa, que o governo, através da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), resolveu enviar uma viatura e mais dois agentes para atender a cadeia de Porto dos Gaúchos.

Já em Colniza, o sindicalista ressalta que os profissionais “estão trabalhando de graça” para não deixar a escala de plantão desguarnecida. “Tem servidor que cumpre jornada de 60 horas para não deixar o colega mão”.

Batista faz uma série de viagens para conversar com os diretores das unidades prisionais do interior do estado. Ele afirmou que por onde passa há um grande descontentamento dos servidores em relação às políticas do governo para o setor: “Os servidores estão sem motivação para trabalhar, o sentido é de abandono geral. Nós somos a categoria que possui o pior salário dentro servidores da Segurança Pública”.

SISTEMA SATURADO

Conforme João Batista, o sistema prisional de Mato Grosso está à beira do colapso. As 54 unidades prisionais do estado vivem superlotadas, pois precisam acomodar um contingente de 11 mil detentos.

Segundo Batista, mais 10 mil pessoas deveriam estar presas, mas a Justiça não decreta as prisões devido à falta de vagas nas cadeias. “Tem criminoso com mais de 20 passagens pela polícia que está solto. Só vai preso quem comete crime hediondo [assassinato, latrocínio e estupro, por exemplo]”.

Batista afirma que o ideal seria disponibilizar mais seis mil vagas para resolver o problema de superlotação no sistema carcerário de Mato Grosso. As vagas seriam viabilizadas por meio da construção de mais 12 Centros de Atenção Provisória (CAPs).

FUGA EM ROSÁRIO OESTE

Na tarde deste domingo seis presos conseguiram fugir da Cadeia Pública de Rosário Oeste. Para realizar fuga, os presos quebraram a grade do banho de sol e pularam o muro usando uma corda artesanal conhecida como Maria Tereza.

Até o momento, dos seis fugitivos, três foram recapturados.

Leia mais sobre os assunto:

http://muvucapopular.com.br/noticias/cidades/95649-pm-consegue-recapturar-mais-dois-fugitivos-da-cadeia-de-rosario-oeste-restam-3.html

http://muvucapopular.com.br/noticias/cidades/95640-seis-presos-fogem-da-cadeia-pablica-de-rosario-oeste.html

Até o fechamento desta matéria não houve resposta da assessoria de imprensa do órgão. 

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