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TCE abril

Ex-secretário adjunto e mais 19 servidores respondem a processo

Servidores da Secretaria Estadual de Infraestrutura (Sinfra) têm conduta investigada. Ex-secretário chegou a ser preso suspeito de corrupção, na Operação Sodoma

Investigação

Redação 521 acessos

Ex-secretário adjunto e mais 19 servidores respondem a processo

A Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e a Contorladoria-Geral do Estado (CGE) determinaram a abertura de processos administrativos disciplinares contra o ex-secretário-adjunto de Transporte e Pavimentação Urbana (extinta Setpu), Valdisio Juliano Viriato e mais 19 servidores. As determinações constam em sete portarias publicadas no Diário Oficial do Estado que circulou na terça-feira (31).

Uma comissão foi montada para analisar as condutas dos servidores, que são acusados, de uma forma geral, de cometerem infrações disciplinares como agir de forma desleixada, improbidade administrativa, lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio estadual e corrupção.

Valdisio Viriato foi um dos ex-secretários presos durante a 4ª fase da Operação Sodoma, deflagrada pela Polícia Civil em fevereiro deste ano, que apurou desvio de dinheiro público e pagamento de propinas realizados pelos representantes de empresas em benefício de uma organização criminosa que seria comandada pelo ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB).

Ele foi solto cinco meses depois e, desde então, cumpre medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica; recolhimento domiciliar no período noturno (19h às 6h); proibição de entrar em contato com outros investigados, réus ou testemunhas da Operação Sodoma; e não poder se ausentar do país.

Ao todo, o grupo teria causado uma fraude de R$ 8,1 milhões no governo do estado e foi denunciado pelo Ministério Público Estadual em março deste ano.

Denúncia

Segundo o MP, a suposta organização criminosa teria cobrado propina de empresários, entre os anos de 2011 e 2014, para fraudar licitações e manter contratos de fornecimento de combustível para a frota do governo do estado e com uma empresa de informática.

Os denunciados são acusados de desviar da extinta Setpu um total de R$ 5,1 milhões entre os meses de fevereiro de 2013 e outubro de 2014. Para conseguir o objetivo, o grupo inseria falsas notas de consumo de combustível por meio do sistema eletrônico de gestão de abastecimento que era gerido por uma empresa que prestava serviços de informática ao estado.

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