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Estado de Transformação abandona minorias e governa para héteros e ricos e vai enfrentar 'jornalismo de guerra'

Imprensa nacional começa deflagar jornalismo de guerra contra Pedro Taques

Opinião

Redação 3117 acessos 4

Estado de Transformação abandona minorias e governa para héteros e ricos e vai enfrentar 'jornalismo de guerra'

Pedro Taques (PSDB) gritado a plenos pulmões como apoiador de primeira hora de Michel Temer (PMDB) já deve saber que é prato cheio para o chamado "jornalismo de guerra", justamente o tipo de linha de ação da mídia que levou Temer ao poder, e derrubou Dilma Roussef (PT).

Após a derrocada eleitoral de 2 de outubro, quando o governador perdeu com seu PSDB nas grandes cidades, e o eleitorado pró candidatos apoiados por Taques no interior do estado foi algo comparado a um bairro de Cuiabá (o CPA, por exemplo), viu-se a liderança do governador exposta, e mais que nunca um alvo perfeito do chamado "jornalismo de guerra" da imprensa nacional.

Nesse tipo de ataque, nada que venha de um governo escolhido está bom (da argentina Kishener à brasileira Dilma) porque o que interessa é a percepção de que está tudo ruim, e vai piorar, se os "alvos" continuarem no poder. É o tipo de jornalismo que libera o que há de pior nas pessoas. É o preconceito em estado bruto. Quem detém as rédeas desse poderio de guerra nem sempre é quem está no poder.

Taques acertou o alvo ao dar dinheiro para o tucano Dória se eleger em São Paulo. Pelo menos a imprensa paulista guardará uma correlação com o aliado da banca. Embora tenha praticado uma imoralidade das mais sem vergonhas, ao tirar dinheiro do contribuinte mato-grossense para bancar campanha em outro estado.

O paralelo do que acontecerá com Taques é possível ver no que aconteceu com Dilma Roussef, que em poucos meses passou de uma mulher digna, mãe e avó correta, e que era retratada positivamente por humoristas, e virou o próprio boneco de judas a ser malhado. Jovens, moças e senhoras xingavam Dilma Roussef como se fossem bêbados analfabetos em zonão de garimpo. Avós da classe média com a boca muito suja. Em Mato Grosso Taques já é xingado por onde anda, e até tem evitado contato com o público, a não ser os selecionados.

No "estado de guerra" vale tudo, até mesmo associar Dilma Roussef à homossexualidade, ao "crescimento demográfico gay" e ao poder gay no orçamento e políticas públicas, por exemplo. Outras ações como questões pobreza, marginalidade, índios, negros ou latinidade (apoio aos países pobres como Bolívia ou Cuba) foram vistas como "perigo vermelho". Apesar dos temas serem constitucionais, isso foi esquecido pela mídia.

Curioso que esses assuntos sejam de interesse de Pedro Taques, ao menos antes de ser governador era favorável aos quilombolas, e tem muitos amigos na militância negra. Mas hoje não pode falar sobre terras aos descendentes de escravos senão vai ser malhado, ou terras aos índios. Pedro Taques não pode simpatizar com a Bolívia ou Cuba, ou com os haitianos. Nosso governador não pode nem se compadecer de um jovem homossexual agredido na periferia de Cuiabá.

O "jornalismo de guerra" promovido pela mídia nacional também aflorou o ódio e a intolerância em MT. Isso para Pedro Taques é pura camisa de força, e o governador não vai poder se aproximar de negros, índios, gays e até mesmo de mulheres e de pobres. O que lhe resta senão governar para os brancos, heteros e ricos? Ou seja, nessa política que lhe cabe, a maioria dos mato-grossenses vão ficar para trás.

O que dizem sobre isso?

  1. Não vi nenhum candidato do PMDB ganhar para vereador, será por que ?

  2. QUERO VER ATÉ QUANDO OS ÓRGÃOS DE CONTROLE DESTE ESTADO VÃO FICAR ASSISTINDO OS DESMANDES DESSE GOVERNADOR, POIS ATÉ AGORA O QUE FALOU SENTANDO NÃO SUSTENTOU EM PÉ, AS PROMESSAS NÃO PASSARAM DE FALÁCIAS.

  3. Belo texto. Inteligencia cima da media

  4. Além de pregar o caos se acham os salvadores da pátria!

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