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TCE abril

Mesmo a favor do governo, Botelho declara que atraso do PEC é ''culpa do governo''

O presidente do Legislativa afirmou que a culpa é do governo por ter atrasado a emissão da Projeto de Emenda

Parlamento

Redação 386 acessos

Mesmo a favor do governo, Botelho declara que atraso do PEC é ''culpa do governo''
Claryssa Arruda

Mesmo estar do lado do governador com a proposta do Projeto de Emenda Constitucional (PEC), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Eduardo Botelho (PSB), diz que o atraso da votação do Projeto é "culpa do governo".

"Chegamos nesse ponto por culpa do governo que atrasou a emissão da PEC e também por conta dos pedidos de vista da oposição, do jogo democrático, pois a oposição trabalha contra, além da falta de quórum em dia de votação", disse.

Ele explica que a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) tem o direito de não aceitar a conclusão do projeto, se não for votado no prazo final. Para Botellho, o sacríficio pode ir por 'água a baixo' e o Estado perder uma oportunidade de se levantar da crise financeira. 

"Nós estamos trabalhando na hipotese de votar ainda até o dia 30. Corremos o risco de votar essa PEC fora do prazo e a Secretaria do Tesouro Nacional não aceitar", explicou o presidente do Legislativo.

Já muitos sindicatos e servidores do Estado de Mato Grosso não são a favor da aprovação do Projeto. Diversas vezes, os servidores manifestaram contra a aprovação da PEC. Para o Fórum Sindical, toda a crise do Estado, é reflexo da má gestão do governador na saúde, educação e segurança.

“E assim caminha o Estado. Apontando uma crise fictícia com recursos públicos sobrando nos poderes e renúncia e incentivos fiscais, enquanto a população míngua nos corredores dos hospitais e demais unidades públicas de saúde por todo o Mato Grosso”, reclamou  um dos representantes do Fórum Sindical, Oscarlino Alves.

A votação da PEC deve ser votada ainda nesta quarta-feira (21) pelos deputados na Assembleia Legislativa. Para garantir ao menos dois votos a favor da aprovação, o governador 'tramou' o plano de exonerar o secretário da Casa Civil Max Russi e de Cidades Wilson Santos. Os dois devem voltar ao cargo de deputado no Legislativo.

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