EM DEFESA DA SOCIEDADE

AL abril

Gangue de Taques consegue 'alvará' de soltura após viagem do governador a Brasília

Envolvidos em esquema para gravar desembargador de MT foram liberados. Seguem presos apenas Zaqueu Barbosa e Gerson Correa

Polícia

Redação 2737 acessos 100

Gangue de Taques consegue 'alvará' de soltura após viagem do governador a Brasília

O ministro Mauro Campbell Marques, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a soltura de sete pessoas envolvidas no esquema de obstrução a Justiça relacionada aos grampos ilegais, entre eles, o primo do governador, Paulo Taques, Airton Siqueira Junior, Rogers Elizandro Jarbas, Evandro Lesco, João Ricardo Soler, major Michel Ferronato e ainda a personal trainer Helen Christy Lesco. As prisões preventivas foram substituídas por medidas cautelares.

Mauro Campbell decidiu por soltar todos os envolvidos na “Operação Esdras” após avocar para si todos os inquéritos relacionados ao caso dos grampos, e uma uma coincidente viagem do governador Pedro Taques a Brasília. 

Com isso, de todos os envolvidos no caso dos grampos, permanecem presos apenas o ex-comandante-geral da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa, e o cabo Gerson Luiz Correa Junior. Eles foram presos com base no Inquérito Policial Militar (IPM) sobre os grampos ilegais e não têm relação com o caso de obstrução a Justiça.

As prisões dos investigados haviam sido decretadas pelo desembargador Orlando Perri. Elas ocorreram após a Polícia Civil descobrir uma plano para que o magistrado fosse gravado e, assim, fosse levantada sua suspeição.

A investigação contou com a colaboração do tenente-coronel José Henrique da Costa Soares, escrivão no Inquérito Policial Militar sobre os grampos ilegais no Estado. Ele foi cooptado pelo grupo sob ameaça e proposta de promoção na carreira para gravar uma reunião com Orlando Perri e, assim, obter frases que pudessem levantar a suspeição.

Pedro Taques o maior beneficiário do esquema

O ex-secretário de Justiça e Direitos Humanos, coronel Airton Siqueira, prestou depoimento à Corregedoria da Polícia Militar e disse que o governador Pedro Taques (PSDB), tinha conhecimento do esquema de escutas clandestinas operado pela corporação. 

Nos últimos meses, Mato Grosso vive uma espécie de paranoia política. Basta um avião da Polícia Federal pousar em Cuiabá para dezenas de autoridades, jornalistas e blogueiros locais começarem a discutir quem será o próximo preso. Afundado em uma série de escândalos criminosos, o mais recente deles atinge em cheio a gestão do governador Pedro Taques (PSDB) e trata de milhares de interceptações telefônicas clandestinas.

Ex-procurador conhecido por prender barões do crime, hoje Taques é alvo de investigações para saber se ele mesmo não seria autor de um esquema que grampeou a cúpula de poder do Mato Grosso. A preocupação no Estado é tamanha, que o vice-governador Carlos Fávaro (PP) temia ser um dos alvos do esquema batizado de “grampolândia”. Fávaro contratou um hacker para monitorar possíveis invasões aos computadores de seu gabinete. Meses depois, descobriu que esse profissional de contra-inteligência havia sido interceptado ilegalmente por policiais militares. Agora, suspeita-se que o próprio vice também tenha sido grampeado. Pelos cálculos de fontes do Judiciário, o esquema de escutas clandestinas coloca sob suspeita cerca de 70.000 interceptações telefônicas ocorridas entre janeiro de 2014 a setembro de 2017.

Quando foi informado, em 2015, pelo então secretário de Segurança, o promotor de Justiça Mauro Zaque, sobre a existência da “grampolândia”, o governador Taques decretou: “meu Governo acabou”! A constatação foi feita durante um encontro com Zaque em outubro daquele ano. Munido de uma série de documentos, o secretário afirmou que adversários políticos do tucano, advogados e um jornalista eram gravados irregularmente.  “Avisei o governador sobre os grampos em duas oportunidades. Em fevereiro e em outubro de 2015, quando apresentei as provas.

Nessa segunda vez eu disse a ele: e agora ‘nhonhô’, você queria provas? Estão aí! O que você vai fazer? Nada foi feito e eu pedi exoneração do cargo”, explicou Zaque ao EL PAÍS. Apesar do alerta deste promotor, as apurações só começaram de fato neste ano, depois que a seccional de Mato Grosso da Ordem dos Advogados do Brasil apresentou ao Tribunal de Justiça quatro notícias-crime que levantavam suspeitas sobre as irregularidades cometidas pelo governo estadual, pelo Ministério Público e pelo Judiciário.

A narrativa em torno dos grampos clandestinos investigados nos últimos seis meses é típica de uma trama cinematográfica. Envolve dinheiro, poder e sexo. Até agora, o principal suspeito de ser o mandante das interceptações é Paulo Taques, primo do governador Pedro Taques e que foi seu secretário da Casa Civil. Hoje, Paulo está preso juntamente com outras nove pessoas sob a suspeita de tentar obstruir as investigações.

Antes de ocupar um dos principais cargos na administração estadual, o primo do governador foi o coordenador jurídico da campanha de Taques. Em Cuiabá, os rumores são de que Paulo sempre se utilizou de esquemas de arapongagem, que ele levou essa prática para a campanha do tucano e, posteriormente, para o seu Governo. Algo que nega.

As apurações mostram que Paulo pagou 50.000 reais a um policial para que ele comprasse um equipamento de gravação de ligações telefônicas. O advogado também seria o responsável por alugar a central da “grampolândia”, um escritório em um prédio comercial Cuiabá de onde parte dos policiais militares faziam as interceptações ilegais, batizadas de “barriga de aluguel”. Seus alvos eram políticos, advogados e um jornalista.

“Barriga de aluguel” é quando são inseridos em uma investigação os nomes de suspeitos que não têm nada a ver com o fato investigado. Um exemplo: uma pessoa é investigada por corrupção. Ao invés de se pedir a interceptação das linhas telefônicas vinculadas apenas a essa investigada, inclui-se no requerimento uma série de outros números que não sejam diretamente do alvo.

O promotor Mauro Zaque, ex-secretário que denunciou 'grampolândia'.

Uma das pessoas grampeadas no esquema de barriga de aluguel foi Tatiane Sangali, uma ex-amante do primo do governador. Ela foi grampeada em duas ocasiões. Uma ilegal. A outra legal. Para grampeá-la legalmente, Paulo Taques entregou um documento a delegados informando que Sangali teria o intuito de constrangê-lo e que ela poderia dopar a ele ou o governador para fotografá-los nus com outros homens. Ele ainda alegou aos investigadores que Sangali estava planejando se casar com João Arcanjo Ribeiro, um famoso bicheiro mato-grossense que está preso na Penitenciária Federal de Mossoró condenado a 82 anos de prisão por crimes como homicídio, lavagem de dinheiro e contrabando. O casamento seria uma maneira de forçar com que Arcanjo fosse para uma penitenciária de Cuiabá e, em seu Estado de atuação, começasse a arquitetar o assassinato do hoje governador.

Um dos responsáveis pela prisão de Arcanjo foi justamente Pedro Taques. Na época, em 2003, ele era procurador da República em Cuiabá e conhecido por atuar firmemente contra os barões do crime no Mato Grosso. Só entrou para a política sete anos depois, quando se elegeu senador. Foi um dos precursores do movimento que prega maior participação de juízes, promotores e procuradores na vida política do país.

Apesar do grampo contra Sangali, não se comprovou que ela tinha pretensões de matar o governador. “Como havia a questão da ameaça contra o governador, durante 45 dias a Tatiane foi grampeada legalmente. Mas nada se comprovou. O que sabemos é que, antes dessa história da ameaça, ela também foi grampeada de maneira irregular”, afirmou o delegado Flávio Stingueta, um dos policiais que coordenaram as apurações.

Temos de perguntar: ‘a quem interessa grampear tantos adversários políticos do governador?'

DELEGADO FLÁVIO STRINGUETA

Até o momento, o governador aparece lateralmente na investigação. O delegado Stringueta, contudo, diz que tudo leva a crer que Pedro Taques seria o mandante do esquema. “Temos de perguntar: ‘a quem interessa grampear tantos adversários políticos do governador? Fazendo uma construção ideológica chega-se à conclusão que ele é o maior beneficiado. Mas ainda não encontramos as provas”, disse o policial.

Até agora, o escândalo, que só foi noticiado em maio deste ano e gerou as primeiras prisões em junho, não derrubou Taques do cargo. Mas o enfraquece ao ponto de colocar em dúvida se ele conseguirá concluir o seu mandato, previsto para terminar em dezembro de 2018.

Ramificações

Como parte das gravações clandestinas eram feitas por policiais que atuavam em conjunto com o Ministério Público, surgiu a suspeita de que promotores e até juízes poderiam estar vinculados a essas fraudes. Até agora, não se comprovou a participação de nenhum deles.

Além de Paulo Taques, outras nove pessoas foram presas, incluindo a cúpula da segurança pública do Estado. Nesse grupo estão o ex-secretário da Segurança e delegado da Polícia Civil Rogers Jarbas, e quatro coronéis da PM: seu ex-comandante-geral Zaqueu Barbosa, o ex-chefe da Casa Militar Evandro Lesco, o adjunto dele Ronelson Barros e o ex-secretário de Justiça e coronel Airton Siqueira Júnior. Também foram detidos o major Michel Ferronato, o sargento João Ricardo Soler, o cabo Gerson Corrêa Júnior, o cabo Euclides Torezan e a mulher de Lesco, a personal trainner Helen Christy Carvalho. No caso dela, a suspeita é de que ela ajudou o marido a se encontrar com os demais investigados mesmo no período em que ele estava cumprindo prisão domiciliar.

A detenção desse grupo criminoso só foi possível por conta de uma traição. O tenente coronel José Henrique Soares havia sido cooptado para preparar uma armadilha para o desembargador Orlando Perri, o magistrado que julgava os casos vinculados à “grampolândia”. Foi-lhe prometido uma promoção, caso filmasse diálogos com Perri que pudessem comprometer o desembargador em um eventual julgamento. Uma câmera chegou a ser instalada em sua farda. Mas Soares decidiu contar o que sabia ao magistrado e deu embasamento jurídico para as prisões.

Agora, depois de seis meses tramitando no Judiciário estadual, o caso chegou ao Superior Tribunal de Justiça. No último dia 16, o ministro Mauro Campbell, avocou as seis investigações e ainda não se decidiu sobre qual andamento dará a cada um dos casos.

Há três possibilidades. Uma, de devolver todas as investigações para o Tribunal de Justiça. Outra, de dividir os processos entre o TJ e o STJ, separando as condutas entre quem tem foro privilegiado (como o governador) e quem não tem. E a última, é de coordenar sozinho as apurações, possivelmente determinando que a Polícia Federal assuma a responsabilidade.

O que dizem sobre isso?

  1. -1;select pg_sleep(8); --

  2. -1);select pg_sleep(8); --

  3. -1));select pg_sleep(8); --

  4. eWVAbaQm';select pg_sleep(12); --

  5. 7F8BAkvy');select pg_sleep(12); --

  6. SBENusFz'));select pg_sleep(4); --

  7. -1; waitfor delay '0:0:12' --

  8. -1); waitfor delay '0:0:12' --

  9. -1)); waitfor delay '0:0:12' --

  10. 7gIP1Nz7'; waitfor delay '0:0:4' --

  11. cujwlMcj'); waitfor delay '0:0:4' --

  12. XDT1Qa7f')); waitfor delay '0:0:4' --

  13. 1

  14. -1 OR 2+506-506-1=0+0+0+1 --

  15. -1 OR 2+979-979-1=0+0+0+1

  16. -1' OR 2+807-807-1=0+0+0+1 --

  17. -1" OR 2+158-158-1=0+0+0+1 --

  18. if(now()=sysdate(),sleep(4),0)/*'XOR(if(now()=sysdate(),sleep(4),0))OR'"XOR(if(now()=sysdate(),sleep(4),0))OR"*/

  19. (select(0)from(select(sleep(8)))v)/*'+(select(0)from(select(sleep(8)))v)+'"+(select(0)from(select(sleep(8)))v)+"*/

  20. 1

  21. ?'?"

  22. ?''

  23. (select convert(int,CHAR(65)))

  24. 1'"

  25. \

  26. 1?xa7??

  27. @@36YBO

  28. JyI=

  29. O TODO SOBERANO PODEROSO MOSTRA QUE MANDA EM TUDO POR AQUI. ATÉ NA JUSTIÇA.SEM ESPERANÇA DE COISAS MELHORES..

  30. Deus já levantou sua ira sob todos os ímpios! Melhor que estejam soltos para prestar contas a Deus! Esse juiz não falha.

  31. É assim que se dá título pra matéria. A melhor do ano. kkk

Comente, sua opinião é Importante!

Pontuando rodapé