EM DEFESA DA SOCIEDADE

TCE abril

Assassina de idoso é posta em liberdade e fica proibida de beber

Com indícios de embriaguez, Letícia Bortolini atropelou, matou e fugiu sem prestar socorro à vítima, mas já foi solta por 'bons antecedentes'

Polícia

Redação 1344 acessos 5

Assassina de idoso é posta em liberdade e fica proibida de beber

A médica Letícia Bortolini, que atropelou e matou Francisco Lucio Maia, de 48 anos, na noite do último sábado, fugindo com o marido se prestar socorro, teve seu pedido de habeas corpus deferido pelo desembargador Orlando Perri. O magistrado revogou a prisão preventiva decretada na tarde deste domingo pela juíza Renata do Carmo Evaristo Parreira, da 9ª Vara Criminal, durante audiência de custódia.

Com isso, a médica, de 37 anos, deixou o presídio feminino Maria do Couto May, já na noite desta segunda (16), mediante o cumprimento de medidas cautelares. No habeas corpus, a defesa citou que Letícia foi presa por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), porém, na audiência de custódia que converteu o flagrante em prisão preventiva, a juíza alterou a tipificação para homicídio com dolo eventual.

A médica ficará solta mas terá que cumprir sete medidas cautelares, sendo elas - Comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades; - Não se ausentar da Comarca, sem autorização judicial; - Não frequentar bares, casas de jogos, boates e congêneres; - Não portar armas e não ingerir bebidas alcoólicas; - Não fazer uso de substância entorpecente; -Recolher-se em residência no período noturno, finais de semana e nos dias de folga; - E não se envolver em outro fato criminoso.

A defesa registou que Letícia não tem antecedentes criminais, possui reputação ilibada e é mãe de duas crianças. A tese principal do advogado é a de que a médica não poderia ficar presa em razão de ter um filho de apenas um ano e seis meses, que precisa de seus cuidados.

Para libertar a assassina, o magistrado registrou que não ficou evidenciado que Letícia Bortolini possua propensão ou habitualidade em cometer crimes, nem que represente perigo à sociedade estando solta.

"Ressalte-se, em reforço, que a paciente ostenta bons predicados pessoais, não havendo indicativos concretos a apontar que sua liberdade colocará em risco a garantia da ordem pública, razão pela qual entendo que, por ora, a aplicação de medidas cautelares alternativas à prisão se revelam suficientes", decidiu.


Era um trabalhador, diz filha de ambulante atropelado

A de Francisco Lúcio Maia, que era vendedor ambulante, diz que espera que as leis sejam aplicadas de forma correta e que os culpados sejam responsabilizados.

“Meu pai era um homem de bem. A morte dele é muito dolorida. Ele merece ser reconhecido e que as leis sejam aplicadas de forma correta”, declarou à imprensa Francenilda da Silva, filha da vítima.

Francisco empurrava um carrinho de verdura para o canteiro da avenida quando foi atingido pelo automóvel, conduzido pela médica. Ela e o marido, que também estava no veículo, não prestaram socorro e fugiram do local.

Letícia foi detida momentos depois em um condomínio. Ela se recusou a fazer o teste do bafômetro, entretanto, segundo a polícia, estava com sinais de embriaguez. A vítima voltava para casa quando foi atropelada.

O que dizem sobre isso?

  1. A Lei é para todos, só que os Magistrados que são pagos e bem pagos pela população são os mesmos que na maioria das vezes não seguem a Lei como ela deve ser cumprida.

  2. "médica"? "proibida de beber alcool"?... cuiabania sempre foi ASSASSINA!

  3. Realmente a lei não é para todos quando se tem dinheiro a lei não é aplicada como deveria pois essa assassina está usando as brechas das nossas leis para se safar, nesse caso as pessoas menos favorecidas precisam também ser soltas pois muitas delas tem filho de até dois anos. Agora uma coisa é certa a polícia precisa investigar mesmo se era ela que estava no volante, pois a mesma sabendo da lei é logico que vai assumir que estava no volante porque~saberia que não ficaria na prisão, será que não era o marido no volante? Precisam ver essas câmeras para ver se realmente era ela no volante pois eu tenho dúvida.

  4. Fatalidades acontecem! Agora, fatalidades com a ajuda de bebida alcoólica ou ouro tipo de droga é diferente! Tem que haver punição sim! Agora, o que a justiça (leis, o magistrado com seu discernimento) deveria estipular era uma ajuda financeira, em substituição à que cessou com a morte desse senhor, por um certo tempo: até o formação profissional da jovem que estava estudando, por exemplo!

  5. A Lei definitivamente não é para todos. Lamentável !!!

Comente, sua opinião é Importante!

Pontuando rodapé