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Em WhatsApp, deputado desconfia ter sido gravado por parentes de Silval; veja conversas

Durante a conversa, Rodrigo chega a chamar Romoaldo Júnior de "gordo fofoqueiro".

Política

Redação 1299 acessos

Em WhatsApp, deputado desconfia ter sido gravado por parentes de Silval; veja conversas

Uma conversa no aplicativo WhatsApp entre o deputado Wagner Ramos (PSD) e o filho do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o médico Rodrigo Barbosa, mostra a preocupação do parlamentar de que uma de suas reuniões onde foi tratado o suposto pagamento de propina havia sido gravada. A conversa foi anexada a delação do médico junto a Procuradoria Geral da República (PGR).

A conversa é iniciada por Ramos, que pergunta ao médico se ele está sabendo se o tio dele, Antônio Barbosa, havia gravado a reunião em que eles tiveram com o deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB) no estacionamento da Assembleia Legislativa. Na reunião, foi acertado que o filho e o irmão de Silval iriam pagar R$ 650 mil a Wagner Ramos e ainda aos deputados estaduais Silvano Amaral (PMDB) e José Domingos Fraga (PSD).

O médico desconversa, dizendo não ter o conhecimento e que aquilo poderia ser mais um boato dos tantos que já haviam saído. Ele chega a brincar, dizendo que “aquele gordo”, se referindo a Romoaldo Junior, é acostumado a fazer “fofocas”.

Wagner Ramos: Tomara, foi o Romoaldo mesmo que saiu com isso no início!

Rodrigo Barbosa: Manda esse gordo cuidar da vida dele. Igual a você, eu já fiquei sabendo que ele está fazendo um monte de fofoca.

Wagner Ramos: Mais amigo, torço muito por vocês! Não vejo a hora disso tudo acabar!

Rodrigo Barbosa: Se Deus quiser, já já acaba. Uma hora passa.

Wagner Ramos: Nesse meio todo envolvendo política e justiça! não sei o que fazer, mas pode contar comigo!

De acordo com o depoimento do médico, a tratativa de propina tratada entre ele, seu tio Antônio, Wagner Ramos e Romoaldo Júnior foi discutida no carro de peemedebista no estacionamento da Assembleia Legislativa. A conversa foi toda gravada pelo irmão de Silval usando um telefone celular que estava dentro de sua calça.

Na ocasião, os dois parlamentares acertaram com Rodrigo e o tio o pagamento de R$ 650 mil que seria dividido entre Ramos, Silvano e Zé Domingos, que compunham a Comissão de Fiscalização e Orçamento da Assembleia. Eles cobravam o valor para aprovar as contas do governo em 2014.

Rodrigo também afirmou que o valor pedido pelos parlamentares foi pago por ele e pelo tio no ano de 2016. Para garantir o pagamento da propina, os três deputados chegaram a "penhorar" um Audi e uma caminhonete Hillux dos familiares do ex-governador.

 

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