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Presidente da AL nega acusações e diz que Silval sofre de ''confusão mental''; Veja o vídeo

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Eduardo Botelho, afirma que esteve reunido com ex-governador apenas duas vezes.

Política

Redação 610 acessos

Presidente da AL nega acusações e diz que Silval sofre de ''confusão mental''; Veja o vídeo

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Eduardo Botelho (PSB), rebateu as acusações contra ele feitas pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB) em delação premiada junto a Procuradoria Geral da República (PGR). O parlamentar se pronunciou pela primeira vez após a delação do peemedebista vir a público.

O socialista ironizou o ex-governador e disse que as declarações podem ter ocorrido devido aos quase dois anos preso no Centro de Custódia de Cuiabá. “Não sei se fez por confusão mental, em razão do tempo que ficou preso, ou se foi por maldade. Mas houve várias citações indevidas”, afirmou.

Botelho declarou que esteve reunido com Silval por apenas duas vezes. Uma delas, para buscar apoio político na eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa em 2015.

O deputado disse que procurou apoio do PMDB para sua candidatura a presidência da Assembleia. Em reunião, Silval Barbosa, informou que ele deveria desistir do comando da Casa de Leis, apoiando um candidato do PMDB para presidência e se contentar com a primeira-secretaria do poder.

O deputado estadual do PSB não concordou com a proposta. No episódio envolvendo o apoio do PMDB a sua candidatura a presidência da AL-MT, Botelho disse que aceitaria “compor” com o partido, mas que uma negociação sobre a presidência ou a primeira secretaria estaria “fora de cogitação”. “Estive com Silval duas vezes pessoalmente. Em 2014 fui conversar, dizer que eu era candidato a Presidente e queria o apoio do PMDB. Ele disse para mim apoiar um candidato do PMDB a Presidência e eles dariam para a mim a primeira-secrataria. Eu disse fora de cogitação, não tem negociação, estou aberto para compor com o PMDB, mas não na presidência e nem na primeira secretaria”, disse Botelho.

O 1º encontro entre Silval Barbosa e o deputado estadual Eduardo Botelho, segundo o parlamentar, ocorreu na época da mudança do modal de BRT para VLT . Botelho afirmou que “aconselhou” o ex-governador a manter o projeto do BRT dizendo que o fracasso do projeto do VLT representaria a “desgraça” para Silval.

DENÚNCIAS

Botelho disse a jornalistas nesta quarta-feira que não repassou R$ 1 milhão a Silval Barbosa para que empresas ligadas a ele participassem do programa MT Integrado – política pública da gestão do ex-governador que previa o asfaltamento de rodovias estaduais. O deputado estadual disse que não participou do projeto. “Ele fala que nós doamos R$ 1 milhão a ele por participação no MT Integrado. Nós não participamos do MT Integrado”, garantiu.

O deputado estadual rebateu também a acusação de que seu irmão, Rômulo Botelho, tenha transferido R$ 1 milhão para a então deputada federal, e atual prefeita de Chapada dos Guimarães (64 km de Cuiabá), Thelma de Oliveira (PSDB), “liberar” uma emenda de R$ 10 milhões para a construção de um sistema de captação e água na cidade. “Ele fala que meu irmão articulou um pagamento com Thelma de Oliveira. Nunca existiu conversa com Thelma a respeito disso. Não sei como ele imaginou isso”, disse.

Silval também disse que Botelho se beneficiou de um esquema do Detran na prestação de serviços de “gravame” – um registro do órgão que atesta que o carro adquirido é objeto de financiamento e que, por isso, não pode ser transferido até pagamento da dívida. O deputado estadual admitiu que tinha uma cota na empresa que prestava o serviço, mas que desfez a sociedade dois anos antes do fim da gestão do ex-governador. “Ele fala sobre eventuais atos ocorridos em relação a uma empresa que prestava serviços para ao Detran. Eu como investidor participei sim de uma empresa que prestava serviços para o Detran. Ela foi várias vezes auditada pelo governo do Estado e continua até hoje. Participei de julho de 2010 a julho de 2012. Está tudo declarado no meu Imposto de Renda. Vendi minhas cotas faltando dois anos para acabar o Governo Silval”, detalhou.

Botelho citou ainda um calote do ex-governador a empresa Nhambiquaras, ligada a sua família por serviços realizados em Várzea Grande no recapeamento de ruas e que não foram totalmente pagos. O valor do negócio era de R$ 7 milhões, mas o deputado estadual afirma que só R$ 2,8 milhões foram pagos.

A empresa tenta até hoje receber o restante dos valores. Silval disse que o parlamentar teria repassado R$ 1 milhão para conseguir o negócio. “Ele fala que nós pagamos R$ 1 milhão em obras de recapeamento em Várzea Grande. Essa obra ele fez um convênio. O total do custo da obra era R$ 7 milhões. Ele fez um convênio com a prefeitura dizendo que o Estado pagaria. Desse total ele pagou apenas R$ 2,8 milhões. Não pagou a empresa, largou no escanteio, e a empresa até hoje está lutando para receber o dinheiro”, disse o deputado estadual.

Por fim, a acusação de Silval Barbosa, que disse a PGR que Eduardo Botelho exigiu a desoneração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o óleo diesel consumido no transporte público urbano para votar a favor das contas do ex-governador no ano de 2014, na AL-MT, também não procede pois a anistia do imposto beneficiaria apenas os usuários, e não os empresários – Botelho é proprietário da União Transportes, empresa que atua em Cuiabá e Várzea Grande. “Ele diz que eu combinei com o deputado Mauro [Savi] que votaria nas contas dele. Tirar o ICMS do diesel não gera nenhuma vantagem para  a empresa, só para o consumidor. Nunca existiu esse acordo”, refutou.

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