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Empresa 'HelpVida' não recebe do Estado há 6 meses e pacientes podem morrer

A empresa encaminhou notificações ao governo informando que não teria mais condições de manter serviços de homecare

Saúde

Redação 5447 acessos 4

Empresa 'HelpVida' não recebe do Estado há 6 meses e pacientes podem morrer
Claryssa Arruda

Sem receber os repasses do governo há seis meses, a empresa ‘Help Vida’ responsável pelo atendimento de HomeCare informou que não tem mais condições de manter os serviços com o Estado e avisa o corte dos aparelhos de oxigênio. O último abastecimento do cilindro de oxigênio foi nesta quarta-feira (29).

A diretora da Help Vida, Soraya Simioni, relatou que a empresa está sobrevivendo com empréstimos, com favor e ajuda dos colaboradores que estão trabalhando mesmo sem receber.

“Assustador. Se eu tenho que dar uma palavra para essa situação é assustador. São 467 pessoas envolvidas diretamente para prestar o serviço. Além dos pacientes e famílias dos pacientes”, lamentou.

Com a dívida, que chega a R$ 6.631.734,73 milhões, a Help Vida informa que não sabe a quem mais recorrer, já que mais de três notificações foram encaminhadas ao governo. Inclusive, uma das notificações foi no dia 14 deste mês ao governo do Estado, Tribunal de Justiça (TJ-MT) e Ministério Público do Estado (MPE).

Na notificação, a Help Vida lembrava o governo que estava sem receber a seis meses e não estaria conseguindo pagar um dos fornecedores importantes, que é o cilindro de oxigênio para os serviços de HomeCare aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Nós recebemos uma carta da empresa que fornece o oxigênio que a partir de 29 de novembro, ela não vai mais abastecer os pacientes de oxigênio”, destacou.

A empresa solicitou as Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande uma vaga com urgência nos hospitais para os pacientes.

No dia 24 deste mês, a Help Vida encaminhou ultimato ao governo anexando  a notificação que recebeu da empresa responsável pelo fornecimento dos oxigênios. A empresa avisava a Help Vida que o último fornecimento seria no dia 29 de novembro.

Dos 49 pacientes que precisam do atendimento, 28 são de situação de alta complexidade, pois necessitam da ajuda dos aparelhos de oxigênio para sobreviver. A diretora explica que a única solução que achou foi começar a transferir esses pacientes a uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de hospitais. Caso contrário, elas podem morrer.

Pais destes pacientes tiveram uma reunião com o Ministério Público, na terça-feira (28). Segundo o promotor de justiça da infância e juventude, Alexandre Guedes, não há outra solução mesmo a não ser a transferência dos pacientes a um hospital.

“É de responsabilidade das empresas fazer o devido transporte. Se ela não quer um contrato com o Estado, é uma coisa, mas ela precisa entregar as pessoas de uma maneira adequada, se não irá sofrer as consequências penais disso”, explicou.

O MPopular entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), mas até a publicação desta matéria não fomos atendidos.

O que dizem sobre isso?

  1. AH, MAS ELE VAI JOGAS CULPA NA GESTÃO PASSADA. COMO SEMPRE!!! NÃO VEJO A HORA DE ACABAR ESSE MANDATO DELE.

  2. Muito triste essa situação. Parece que o governador não está se importando. Quantas notificações a empresa encaminhou e pelo demonstrar esforço que estaria fazendo alguma coisa o Taques não fez.

  3. Engraçado, o promotor diz que a empresa ira sofrer consequências penais pela não entrega das pessoas de forma adequada. Mas eu me pergunto, o que esse senhor fara para obrigar o estado a honrar com seus compromissos ? A Empresa manifestamente já comunicou ao estado essa vergonhosa falta de pagamento . Se a empresa sera punida, qual vai ser a punição ao estado ? com a palavra o sr ilustre promotor.

  4. Esse é o governo da transformação! Aquele em que a saúde é prioridade!

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