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Jota Quest toca hoje no 31º Festival de Inverno

Depois de 20 anos do lançamento do primeiro e autointulado disco, a banda mineira Jota Quest faz uma volta às origens com o 8º álbum

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Redação 322 acessos

Jota Quest toca hoje no 31º Festival de Inverno

Depois de 20 anos do lançamento do primeiro e autointulado disco, a banda mineira Jota Quest faz uma volta às origens com o 8º álbum, Pancadélico (Sony Music), que serve de base para a turnê que passa por Chapada dos Guimarães, esta noite, no 31º Festival de Inverno.

O funk, assim como a disco music e a soul que permeavam as faixas do pioneiro trabalho estão claramente inseridos em vários momentos, mas não reinam sozinho, dividindo lugar com contemporaneidades, trazidas pela participação de vários convidados especiais. Para completar, a noite conta ainda com shows das bandas Heróis de Brinquedo e Seis Cilindros e da cantora Ive.

A ideia da turnê “Pancadélico Tour 2016”, que vem rodando o Brasil desde março deste ano, é levar ao público a atmosfera dançante da musicalidade dos anos 1970/1980 que influenciou o grupo mineiro surgido no meio dos anos 1990. Gravado em Belo Horizonte (MG) e mixado em Los Angeles (EUA), o novo álbum de estúdio traz uma sonoridade que reafirma a verve original da banda pelos caminhos da black-music (funk, disco, soul), ampliando horizontes de seu pop-rock em reggaes e baladas.

Essa multi-musicalidade é garantida tanto pelas influências absorvidas pelos músicos em décadas de carreira como pela produção do norte-americano Jerry Barnes, que assina também o antecessor Funky Funky Boom Boom. Claro, não se pode deixar de registrar também as colaborações que vão dos “gringos” Nile Rodgers (Chic, Madonna, Duran-Duran, Daft Punk) e Stuart Zender (Jamiroquai, Gorilazz, Mark Ronson), aos brasileiros Anitta e Arnaldo Antunes.

Para chegar às 13 faixas de Pancadélico, PJ, Paulinho Fonseca, Márcio Buzelin, Marco Túlio Lara e Rogério Flausino, ao lado do produtor Jerry Barnes, se reuniram num estúdio em BH, em abril de 2015. O resultado das composições saiu em poucos dias, para nos meses seguintes trabalharem nos arranjos, texturas e participações especiais.

O processo de finalização foi realizado nos Estados Unidos pelos engenheiros de som Joe Zook (mixagem) e Bob Ludwig (masterização), responsáveis por álbuns recentes de U2, One Republic, Katy Perry, One Direction, The Hives, entre outros.

Faltava, então, um nome. E até no momento de escolhê-lo a “velha guarda” mostrou sua influência. “Em um de nossos incansáveis exercícios de tentar inventar nomes divertidos e/ou absurdos pra nossos discos, certo dia, no estúdio, pintou Pancadélico. Estávamos na internet, buscando por capas clássicas quando chegamos às do Funkadelic, banda seminal dos geniais George Clinton e Bootsy Collins. Daí, para substituirmos o ‘Funka’ pelo ‘Panca’, do nosso ‘Pancadão’ brazuca, foi questão de alguns minutos”, lembra Flausino.

Com Pancadélico, o Jota Quest soma oito álbuns de estúdio, quatro CDs/DVDs “Ao Vivo”, um álbum em espanhol, além da participação em coletâneas, compilacões, documentários, videoclipes e projetos especiais. Uma trajetória de sucesso que já ultrapassa a marcar de 5 milhões de cópias vendidas e mais de três mil shows realizados. Sempre com a formação original, diga-se, o que hoje em dia é algo raro na música.

 

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