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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2018

POLÍTICA Quarta-feira, 07 de Novembro de 2018, 19h:22 | - A | + A




Herança de Taques

Pedro Taques deixa Mato Grosso falido

Estudo mostrou que o estado corre risco de insolvência

Por: Helena Corezomaé

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Um Relatório do Tesouro Nacional, apresentado nessa semana, mostrou que o governador Pedro Taques (PSDB) gastou mais com pessoal do que o permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

O problema vem se agravando nos últimos anos e o estado extrapolou as despesas com salários e aposentadorias.

Conforme a pesquisa, Taques comprometeu 65% da Receita Corrente Líquida (RCL) com a folha de pagamento.

Ao destinar a maior parte da receita para pagar servidores, sobra cada vez menos para manter o funcionamento de serviços básicos que estão sob a responsabilidade dos Estados, como segurança e educação.

“Se não forem revistos os parâmetros constitucionais atuais, há grande risco de ampliação das situações de insolvência nos próximos anos”, alerta o documento do Tesouro Nacional.

Por lei, as administrações não podem destinar mais de 60% da Receita Corrente Líquida (RCL) à folha de pessoal, o que coloca em risco as finanças públicas e aumenta o risco de insolvência.

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A má administração dos recursos será uma das heranças de Pedro Taques para a próxima gestão. O governador eleito Mauro Mendes (DEM) é quem vai ter que lidar com os problemas deixados por Taques.

Conforme Mendes, quando se candidatou a governador, tinha consciência da situação em que o Executivo se encontrava.

"Me candidatei a governador e tinha uma razoável consciência das dificuldades que iríamos enfrentar. Não entrei enganado. São muitas dificuldades. Vou fazer o meu papel e falar a verdade, além de mostrar as duras realidades. Mas todo mundo tem que colaborar, para sairmos desse buraco”, afirmou.

Entre as medidas já anunciadas pelo futuro governador, que assume o cargo em 1º de janeiro, estão a redução no número de secretarias e de servidores comissionados.

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COMENTÁRIOS

(6) COMENTÁRIOS

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Maria - 09-11-2018 08:18:59

Se diz que Silval roubou na Arena, nos viadutos, nas trincheiras e nas obras em geral. Pelo menos podemos apontar para obra e dizer que alí tem a obra que foi corrompida. No caso do taques: não tem obra e o estado foi corrompido. O governo anterior entregou com dinheiro no caixa, está no balanço, com contas pagas, salário dentro do mês. O Taques fez uma lambança.

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Pardal - 08-11-2018 13:29:27

Não concordo com a redação do site. Mato Grosso não está falido, o governo Pedro não deixou o estado de MT falido e sim desequilibrado , que não pode andar com as próprias pernas. Não estamos em situação de insolvência, palavra pesada, para quem não decretou moratória. Sugerimos um concerto para que se tenha uma receita maior que a despesa. Se o estado estivesse falido já tinha tido intervenção da federação, fiscalização da AL, e MPE-MT. o Estado foi mal gerido, mas não está falido.

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Antonio - 08-11-2018 10:45:13

Na minha opinião a situação do Estado que não era das melhores na gestão Silval agravou-se mais no Governo Taques por um ou dois motivos juntos: colocou equipe técnica despreparada e incapacitada para gerenciar os pontos fundamentais da Gestão Estado ( Sefaz, Seplan) e/ou intolerância e incapacidade de ouvir relatos e relatórios têcnicos. Em pelo meno duas vezes que participei foi feito trabalho técnico e informado ao Governo a situação de Não fazer e mesmo assim o fez ( nomeação de 3.500 policiais e repasse acima do permitido aos Poderes)

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Marcos - 08-11-2018 08:30:12

Já começou a caça aos culpados, evidente que são os comissionados, representam menos de 5 milhões se cortar metade deles, sendo que a maioria deles são mais produtivos que muitos dos estáveis, nunca que é a publicidade e propaganda institucional que orçamento foi mais de 80 milhões, mas como é tudo mentira , só está liberando caminho para nomear os seus comissionados e acabar com a continuidade e exigir novos treinamentos dos novos comissionado que irão entrar, perda de tempo, e rever a avaliação anual dos servidores estáveis, que consta até perguntas ridículas como se o servidor vai vestido adequadamente ao trabalho... ridículo, se fossem 100 perguntas até seria razoável, mas de 10 questionamento varias delas serem esse tipo de avaliação é ridículo... focar na qualidade da aplicação dos recursos nada né?, nas diárias desnecessárias nada né ? nas verbas indenizatórias para quem trabalha internamente nada né ? nas locação de veículos nada né ? tantos nada né ?...vai muitos anos ainda para os próprios servidores amadurecerem e eles próprios serem os "fiscais" desses políticos profissionais que vivem se aventurando de prefeitura, para estado, para união etc...

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Orlando - 08-11-2018 06:33:09

Não adianta ficar chorando , tem que tomar medidas austeras. Pode começar cortando metade dos comissionados, como sugeriu Piveta. Seria uma demonstração para a população de que o governo tbm está disposto a cortar na pele

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Adriano - 08-11-2018 00:09:55

É sempre mais fácil dizer que infringe a lei de responsabilidade fiscal apontando para o pagamento dos funcionários. Porque não falam das isenções, incentivos e outras benesses que os bilionários do agronegócio? Equilibrariam a receita e deixariam de descontar, como sempre, dos que tem menos.

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6 comentários