Da Redação
Os líderes sindicais que acompanharam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em viagem à China tiveram custos bancados pelo governo. Além do voo, a organização dos demais custos da viagem foi feita pelo Itamaraty. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, confirmou a informação ao site Poder360, neste sábado (15).
“A organização dos custos ficou com o Itamaraty. Então, da nossa parte, a gente veio cumprir agenda. Então, isso aí é com eles [Itamaraty]”, disse Nobre.
A comitiva de Lula incluiu, além de Nobre, os líderes sindicais Miguel Torres, presidente da Força Sindical; Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT); e Moisés Selerges Júnior, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
O líder do Movimento dos Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, também acompanhou Lula durante a viagem. Antes de embarcar, Stédile anunciou novas invasões por parte do movimento em todo o país no mês de abril.
O objetivo da viagem para os sindicalistas, segundo Nobre, foi abrir diálogo com empresas chinesas que desejam atuar ou atuem no Brasil, e fortalecer relações com os representantes de sindicatos chineses.
“As empresas que vão [investir] têm que saber que lá no Brasil tem os sindicatos, tem centrais sindicais organizadas. E é importante que todo conflito que surja da relação de emprego seja resolvido na mesa de negociação. [É] respeitar os sindicatos e organização sindical”, disse o sindicalista.
“Uma coisa mais importante ainda: em todas as viagens em que a comitiva internacional vem com o presidente e outros [representantes do governo] também, os trabalhadores não vinham. O presidente Lula já iniciou agora que, além de empresários, também virão trabalhadores e foi esse caso. Obrigado, presidente Lula”, declarou Torres.