Da Redação
O professor de futebol Felipe Mendes da Silva Borges foi condenado, nesta quarta-feira (26), a 46 anos de reclusão pela prática de diversos crimes contra alunos menores de idade. A sentença é da 14ª Vara Criminal de Cuiabá. Além da pena de reclusão, o réu terá que pagar indenização a título de danos morais no valor de R$ 56.480,00.
Felipe foi condenado pelos crimes de estupro de vulnerável (por três vezes); filmar cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente; trocar fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente; armazenar mídias com cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente; estupro; favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável; e importunação sexual.
Os crimes foram praticados contra três vítimas menores de idade, sendo duas com menos de 14 anos. O professor está preso desde setembro do ano passado, após ter voltado de uma viagem com os atletas que treinava.
Além dos abusos contra três menores de idade, ele ainda chegou a tatuar o rosto de uma das vítimas no peito.
As investigações começaram após a mãe de um aluno procurar a Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) e relatar que estava preocupada com a relação do professor com os estudantes. Conforme o relato à polícia, um aluno enviou imagens ao pai em que o professor cometia abusos, sendo um deles contra um menino de 13 anos.
Ainda de acordo com relato de uma das mães à polícia, o suspeito insistia em sair com os alunos fora do horário das aulas, como por exemplo, ir ao cinema. No entanto, ela disse que nunca permitiu que o filho fosse, porque já suspeitava do comportamento do professor.
Segundo o delegado da Polícia Civil, Vitor Chab, a escolinha funciona como um projeto social, e que o professor usava do cargo para se aproximar dos alunos, na intenção de cometer os abusos.
Crimes anteriores
Ainda de acordo com o delegado, o professor já tinha duas passagem por aliciamento de menores de idade.
Segundo a polícia, as denúncias de aliciamento foram feitas em 2021. À época, as vítimas tinham 13 e 15 anos, respectivamente, e também eram alunas do professor investigado.