O Supremo Tribunal Federal (STF) já tem maioria pela condenação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) no julgamento da ação penal que pode resultar na perda do mandato da parlamentar. A maioria (6 de 11) foi alcançada nesta terça-feira (25) com o voto do ministro Dias Toffoli, que antecipou o seu voto.
O julgamento foi suspenso depois que Nunes Marques pediu vista (mais tempo para análise) na segunda-feira (24). Com o voto antecipado de Toffoli, o placar pela condenação e cassação está em 6 X 0. Além de Toffoli, votaram para condenar a deputada os ministros Gilmar Mendes – relator da ação -, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.
O episódio que originou o processo ocorreu em 29 de outubro de 2022, véspera do segundo turno da última eleição presidencial. Na ocasião, Zambelli foi filmada com a pistola em punho, atravessando uma faixa de pedestres, enquanto corria atrás de um homem, identificado mais tarde como o jornalista Luan Araújo. A congressista publicou no Instagram um vídeo em que se pode escutá-lo xingando e dizendo que “amanhã é Lula, papai”. “Vai voltar para o bueiro, filha da puta. Sua nojenta, lixo”.
Em seu voto na última sexta-feira (21), Gilmar reconhece que o jornalista iniciou a discussão e ofendeu a honra de Zambelli, mas ressaltou que “o comportamento da vítima não justifica qualquer valoração em favor da acusada”. O ministro propôs a fixação de pena de cinco anos e três meses de prisão em regime semiaberto e à perda do mandato após o trânsito em julgado, tese que foi seguida entre os que decidiram pela condenação.