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Sábado, 04 de Julho de 2020

ARTIGOS Segunda-feira, 15 de Junho de 2020, 10h:59 | - A | + A




Jornalismo, política e pandemia

Jornalismo, política e pandemia

Os dias atípicos e sombrios, como os de hoje, gritam pela contribuição social e a veracidade do jornalismo com objetivo de bem orientar e atender os anseios do povo brasileiro, que busca pela transparência e diretrizes concretas no combate a pandemia do novo coronavírus.

Infelizmente alguns atores políticos, muitas vezes por birra, não se alinham em prol da população com um discurso unificado de política pública de Estado para combater a covid 19 e pior que isso, aproveitam da liberação de grande volume de recursos para praticarem o toma-lá-da-cá, o sobre preço e obterem vantagens não-republicanas.

Além disso, estão ocorrendo casos inimagináveis de governantes ludibriarem a mídia e o povo mudando e/ou escondendo o número de falecidos durante a pandemia para que não haja grande impacto político nas eleições para prefeito, vereador e senador que devem ocorrer no apagar das luzes de 2020.

De forma louvável e democrática, a imprensa nacional se organizou em um consórcio onde jornalistas do G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL coletam dados direto nas secretarias estaduais de saúde e divulgam em conjunto por conta do sumiço e mudança de informações nos sites oficiais.
Já se passaram 90 dias deste tempo estranho e a meu ver, o Governo Federal e o Estado tiveram em mãos a oportunidade de investir maciçamente e descentralizar na prática os leitos de Uti’s nas principais cidades-polo de Mato Grosso como Confresa, Colniza, Juína, Barra do Garças, Tangará da Serra, Sinop, Guarantã do Norte, entre outras cidades potenciais.

O resultado de vários mandatos eletivos em Mato Grosso de descaso com a saúde no interior são centenas de pacientes que hoje “deságuam” no já saturado sistema público de saúde da nossa Cuiabá e Várzea Grande.
Como cidadão preocupado e consciente, independente de partido, credo, cor, ou raça, o que eu aconselho a todos é que não é hora de ser mais um ‘negacionista científico’, fazer cortina de fumaça na imprensa e negligenciar o vírus que já matou mais de 40 mil vidas no Brasil, ultrapassando no ranking Espanha e Itália.

E não é só um número não! São histórias e vidas que ficaram só na memória como o caso do falecido Professor Adriano Silva aqui em MT. Um cara de futuro, que pude debater política e conhecer quando “militava” (sempre fui de vestir a camisa) na comunicação do Suelme Fernandes no PSB ainda em 2015 e também viajar junto na pré-campanha do governador Mauro e deputado F. Garcia pelo Democratas em 2018, onde percorremos de carro Cáceres, São José dos Quatro Marcos e Comodoro.

O vírus é traiçoeiro e a apuração jornalística e a imprensa se fazem ainda mais importantes, então cuidem dos idosos e de quem está no grupo de risco, usem máscara, mantenham o distanciamento social, orem muito e se puderem, fiquem em casa!

*Henrique Pimenta é jornalista, fotógrafo e social media em Cuiabá-MT

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