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Mais universidades

Mais universidades federais no interior

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É chegada a hora de ampliar o número de universidades federais em Mato Grosso. Precisamos garantir a criação das universidades federais do Nortão e do Araguaia. Sou um defensor da importância das universidades federais para o desenvolvimento dos estados brasileiros. E tenho motivos sólidos para iniciar um movimento no Senado pela implantação das universidades autônomas nessas duas importantes regiões mato-grossenses – o que acabo de fazer, com a apresentação de dois projetos de lei: um para a Universidade Federal do Nortão de Mato Grosso (UFNMT) e outro para a Universidade Federal do Araguaia (UFAR).É chegada a hora de ampliar o número de universidades federais em Mato Grosso. Precisamos garantir a criação das universidades federais do Nortão e do Araguaia. Sou um defensor da importância das universidades federais para o desenvolvimento dos estados brasileiros. E tenho motivos sólidos para iniciar um movimento no Senado pela implantação das universidades autônomas nessas duas importantes regiões mato-grossenses – o que acabo de fazer, com a apresentação de dois projetos de lei: um para a Universidade Federal do Nortão de Mato Grosso (UFNMT) e outro para a Universidade Federal do Araguaia (UFAR).
Somos o terceiro maior estado brasileiro em extensão, com mais de 903 mil quilômetros quadrados, e nosso desenvolvimento vem, ano a ano, avançando em todos os setores da economia. Essas características, somadas à migração crescente e à necessidade de pessoas especializadas em diversas áreas, fazem com que a implantação de novas universidades federais seja uma iniciativa não apenas necessária, mas também urgente. 
A partir da década de 1960 foram criadas inúmeras universidades federais em vários estados. A nossa UFMT foi implantada em 1970. À época, o Rio Grande Sul, por exemplo, contava com cerca de 5 milhões de habitantes. Em Minas Gerais, 9  milhões, segundo o IBGE, ao passo que em Mato Grosso não chegávamos a 900 mil pessoas. 
Enquanto o Rio Grande do Sul e Minas Gerais alcançaram pouco mais que o dobro da população dos anos de 1960 até hoje, Mato Grosso praticamente quadruplicou sua população. Hoje, somos mais de 3,5 milhões de habitantes. Com nosso território tão extenso, alunos de regiões mais distantes têm pouca possibilidade de estudar em uma instituição federal de ensino. 
Para atender a parte da demanda de cursos no interior, ao longo dos anos a UFMT implantou quatro novos Campi: Rondonópolis, Araguaia, Sinop e Várzea Grande. Enquanto isso, Minas Gerais tem hoje 11 universidades federais, e o Rio Grande Sul, seis – várias delas com reconhecimento internacional. Tomo como exemplo os dois estados porque eles estão entre os mais ricos e produtivos do Brasil, assim como é Mato Grosso. As universidades federais instaladas em diferentes pontos destes dois estados fizeram e fazem a diferença. Em Mato Grosso também, porém com apenas uma universidade, já que somente em 2018 o campus de Rondonópolis se tornou Universidade Federal de Rondonópolis.  
Nós sabemos como a UFMT e seus campi avançados foram determinantes para o desenvolvimento do nosso estado. Mas aqui, ainda hoje, as distâncias entre a sede da UFMT e os campi de Sinop e do Araguaia chegam a 500 quilômetros, distâncias que são heroicamente enfrentadas por professores e administradores para dar conta da gestão. 
Pensar hoje esse dois campi como universidades federais autônomas é termos a certeza de que, daqui a alguns anos, teremos quatro ou mais universidades federais instaladas em pontos estratégicos de Mato Grosso, cada uma delas com seus campi avançados, levando o conhecimento e a pesquisa cada vez mais para perto de todas as pessoas. 
Ao defender a autonomia desses campi, com a criação da Universidade Federal do Nortão e da Universidade Federal do Araguaia, estamos olhando para o futuro de Mato Grosso e nos preparando para esse futuro, em cuja direção avançamos em ritmo acelerado. Porque teremos mais condições de ganhar com o ensino, a pesquisa e a extensão, atendendo mais e melhor a essas regiões do nosso interior. Hoje, com os campi localizados a 500 quilômetros de distância e dada a complexidade da gestão de uma universidade, o acompanhamento do dia a dia é uma tarefa árdua, cansativa e cara.   
Precisamos encurtar este caminho em favor da população do interior. Valorizar a força da universidade pública e pensar na ampliação de cursos e vagas. As universidades em todo o mundo tornam-se polo de desenvolvimento da região onde estão instaladas. Há um efeito multiplicador potencializado pela presença de universidades. Pesquisas mostram aumento de empregos, desenvolvimento da economia, melhoria da qualidade de vida, atração de capital para investimentos, entre outros. As universidades, assim como os cursos técnicos, atuam como aceleradores do desenvolvimento, capacitam pessoas e abrem oportunidades para os jovens que moram no interior.  A criação de cursos que atendam às vocações de cada região proporciona o surgimento de ideias, impulsiona a economia e a tecnologia. Qualifica gestores e técnicos. Os campi do Araguaia e do Nortão são exemplos em Mato Grosso, assim como foi Rondonópolis, da importância de um campus na região. É preciso avançar. Universidades, Estado e Municípios devem caminhar na mesma direção: desenvolvimento sustentável, educação superior aos jovens e melhoria da qualidade de vida da população. 
É possível fazer, é possível realizar esse sonho.
Carlos Fávaro, senador da República por Mato Grosso

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