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Quinta-feira, 01 de Outubro de 2020

ARTIGOS Segunda-feira, 03 de Agosto de 2020, 15h:39 | - A | + A




Publicidade e marketing político exigem profission

Publicidade e marketing político exigem profissionalismo e criatividade

Um dos mais respeitados CEO do marketing de Mato Grosso, da Gonçalves Cordeiro, explica sua trajetória de sucesso nas campanhas políticas e trabalho com marcas, e avisa que o segmento não comporta amadorismo

Até mesmo belezas podem ser pouco atraentes. Se você pega uma beleza na luz errada, esqueça! Então, o segredo é achar a luz certa para realçar a beleza”. A frase referencial de Andy Warhol, ícone da arte-pop, cineasta e dublê da publicidade nos anos 80, dá relativa tradução do pensamento do empresário, consultor e publicitário Claudio Cordeiro, da agência que leva o seu nome, que é uma das mais requisitadas e reconhecidas do mercado jornalístico-publicitário de Mato Grosso.

Especialista em marketing político, publicitário, advogado e CEO da Gonçalves Cordeiro, Claudio  Cordeiro é responsável por diversas campanhas eleitorais vitoriosas no Estado, e, também assina trabalhos de mídia e marketing de sucesso trabalhando com marcas, muitas  gigantes, dos mais variados segmentos  [lojas e conglomerados comerciais,  setor automotivo, construção civil e imobiliárias, indústrias, esporte …].  Claudio, porém, diz que para  “lapidar um produto, é preciso que haja bom conteúdo. “Não há como trabalhar uma imagem se não há substância” e que não há como fazer milagres. Ele também observa que há muitas pessoas e produtos que têm potenciais, mas é preciso apenas fazer esse “potencial” despertar. “Há, muitas vezes, há qualidade escondida, então é necessário fazer essas qualidades aparecerem e moldar o produto para o conhecimento público. “A única coisa não permitida é inventar, mentir, porque a desonestidade não combina com a publicidade ou propaganda”, diz ele. Nesta semana, ele nos recebeu para esta entrevista. Veja:

O que qualifica um bom marqueteiro, principalmente na área político-partidária?

CLÁUDIO CORDEIRO – Isso pode ser traduzido num conjunto de situações como a experiência, feeling, estudo, conhecimento prático, enfim,  mesclando esses fatores á uma pitada de sorte, criatividade e com a peça principal funcionando, que é, neste caso, o candidato, que deve ter consistência, projetos e, principalmente, reserva moral. Mas é importante dizer que, ser candidato é muito “pesado ou sem nenhum traquejo, ou qualidades”, o que aconselhamos é que ele desista, independente da sua capacidade de investir recursos.

 

Então sem “esses predicados” o projeto não anda …?

CLÁUDIO CORDEIRO – … Isso mesmo. Quando se observa que um candidato ou produto não preenchem esses requisitos, recomendamos que mude de ideia. Candidatos sem respaldo social, produtos de baixa qualidade ninguém consegue vender ou fazer decolar. Os bons nomes, alguns até desconhecidos, ou bons produtos só precisam de um bom direcionamento.  

 

Até onde o marketing eleitoral pode ajudar um determinado candidato?

CLÁUDIO CORDEIRO – Em se tratando de candidaturas, hoje, mais do que nunca, o velho estilo de fazer campanha ficou obsoleto. Atualmente, não cabe mais amadorismo. Hoje a expertise, tomou conta de todo processo, seja por conta do curto espaço de tempo que o candidato tem para criar musculatura e defender suas ideias ou mesmo pela falta de mão de obra qualificada. Sim, pode até acontecer uma outra situação que faça isso cair por terra, porém são casos remotos. Vale a leitura do cenário de forma abrangente para que se possa apostar nessa linha.  E tudo de forma muito organizada. O marketing eleitoral tem que agregar todas as áreas do processo eleitoral e político, tais como prestação de contas, suporte jurídico, procedimentos internos e externos, entre outras exigências, enfim não há umas campanhas exitosas sem um bom marketing. Gosto muito de recitar uma frase do visionário Alvin Toffler: “Ou você tem uma estratégia própria ou faz parte da estratégia de alguém”. Tem outra frase que não sei de quem é, mas ela diz algo semelhante e tão verdadeiro com a anterior: “Para quem não tem um caminho com objetivos a seguir, qualquer lugar que chegar está bom.”

 

No geral, com sua experiência, quais os quesitos que mais contribuem para vender a imagem de uma determinada pessoa ou produto no mercado? É o seu histórico, perfil, seu modo de vestir ou de se expressar? 

CLÁUDIO CORDEIRO – Sim, o histórico credencia essa pessoa a conquistar seu espaço, a chegar ao lugar que pretende, a pleitear um cargo e, após isso, surgem inúmeras situações que se coadunam para o sucesso e  objetivo final, que é a vitória.

 

E no caso de produtos? É a tradição, a marca, e o público que pode alcançar?

CLÁUDIO CORDEIRO – É basicamente a mesma coisa. É um trabalho que chamamos de branding, em que um dos principais desafios é criar relação e experiências satisfatórias entre a marca e o consumidor.

 

Em tempo de Fake News, até onde essa prática pode vir a comprometer a imagem de uma pessoa?

CLÁUDIO CORDEIRO – A manipulação de conteúdo é uma poderosa ferramenta de destruição vemos todos os dias nas redes sociais, na televisão na panfletagem, entre outros canais.  Esse é, inclusive, um dos motivos que sempre alerto e falo a quem precisa do trabalho de marketing que as eleições, por exemplo, não são campo para amadores. As campanhas eleitorais exigem técnica, competência, equipe qualificada, conhecimento e experiência. As eleições continuam sendo uma” batalha”  onde a única coisa que não se pode fazer é perder. O gerenciamento de crise já é um ‘start’ que os pais acionam a partir mesmo do nascimento dos filhos e deles mesmos. Quem tem mais competência cresce, quem não tem termina sendo perdedores. Posso dizer que isso é uma grande verdade. Agora você imagina, quando alguém quer conquistar o poder.

 

 Como é que você assiste a essa onda de propaganda sem base verídica se difundindo ultimamente?

CLÁUDIO CORDEIRO – É como já comentei. Quem não tem conteúdo, substância, faz as coisas da forma errada, apela, vai para o famoso ‘jus esperniandi’ e passa a imagem de quem não quer soltar o osso.

 

O que se deve usar ou não nas redes sociais?

CLÁUDIO CORDEIRO – Para ser bastante objetivo, deve-se utilizar conteúdo relevante, impulsionamento e muito conhecimento sobre as diferentes ferramentas. As redes sociais são um ótimo caminho, mas podem ter efeitos indesejáveis caso sejam operadas por pessoas inaptas.

 

Facebook, Instagram, WhatsApp… Qual é mais eficiente para auxiliar no marketing?

CLÁUDIO CORDEIRO – Eu digo sempre o seguinte faça apenas um se for o caso, mas faça bem feito. De nada adianta ter todas as plataformas disponíveis, mas não saber trabalhar” Fazer tarefas tipo “meia-boca”. Basta lembrar a história do pato?

 

Qual o segredo de formar uma boa equipe?

 CLÁUDIO CORDEIRO – Ter uma boa equipe é fundamental, é tudo, e o segredo está na competência, na motivação e no equilíbrio. 

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