MT inicia período proibitivo de queimadas | MUVUCA POPULAR

Quarta-feira, 12 de Agosto de 2020

BRASIL Sexta-feira, 03 de Julho de 2020, 14h:19 | - A | + A




PREVENÇÃO E COMBATE

MT inicia período proibitivo de queimadas

O período proibitivo de queimadas na zona rural em Mato Grosso teve início nesta quarta-feira (1) e segue até o dia 30 de setembro. A medida visa evitar incêndios de grandes proporções no período de seca e, no período de pandemia, diminuir a poluição do ar, que tem ligação direta com o aumento do número de pessoas com doenças respiratórias.

Para atender todo o estado durante o período crítico de incêndios florestais em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar, por meio do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), irá colocar em campo, inicialmente, 39 instrumentos de respostas temporários, entre Bases Descentralizadas de Bombeiro Militar, Brigadas Municipais Mistas, equipes de intervenção e apoio operacional, além de contar com o suporte do Centro Integrado de Operações Aéreas.

“Nossas equipes vão a campo para fazer o enfrentamento de possíveis incêndios que ocorram, além de continuar o trabalho de fiscalização. A partir de agora qualquer uso do fogo é uma infração ambiental e nossas equipes vão estar em campo realizando a lavratura dos autos e também o combate aos incêndios”, destaca o tenente-coronel BM Flávio Gledson, comandante do BEA, lembrando que desde o final do ano passado foram realizadas alterações na legislação mato-grossense para permitir que esses profissionais também tenham poder de fiscalização.

A ação de resposta aos incêndios florestais de 2020 foi lançada pelo governo do Estado neste dia 1 de julho, que irá investir R$ 22 milhões para combate ao desmatamento e exploração florestal ilegal, além dos incêndios florestais, por meio de recursos próprios e do programa REM Mato Grosso (REDD+ para Pioneiros).

Este é o maior investimento feito nos últimos dez anos e envolve diversas instituições como Sema, Ibama e Forças Armadas para realizar a cobertura de todo o estado.

O período proibitivo neste ano foi antecipado. A decisão levou em consideração fatores climáticos e riscos que a poluição do ar traz à saúde humana, especialmente em um momento que o mundo enfrenta pandemia de uma síndrome respiratória, a Covid-19.

Além disso, de acordo com monitoramento realizado pelo INPE, entre 1 de janeiro e 28 de maio, Mato Grosso registrou aumento de 11,83% dos focos de calor em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o Brasil e os Estados da Amazônia legal registraram redução de 2,84% e 31,26% respectivamente.

Também foi verificado que 44% do estado de Mato Grosso apresenta a pluviosidade abaixo da média e 24% do território encontra-se na média dos últimos 30 anos para o mesmo período. A estiagem decrescente seca a vegetação mais fina, tornando-a mais vulnerável ao fogo.

UFMT LANÇA CAMPANHA
A UFMT lançou a campanha A Atmosfera é de Todos, com foco em alertar sobre os riscos das queimadas. Ela será composta por publicações frequentes em redes sociais, além de matérias especiais na TV Universidade e no site, trazendo estudos da área.

"O que os estudos apontam é que, apesar de não serem as únicas responsáveis, as queimadas elevam a quantidade de material particulado presente no ar, o que, por sua vez, aumenta a mortalidade de doenças como a síndrome respiratória aguda grave", explica o professor Ageo Mario Candido da Silva, do Instituto de Saúde Coletiva (ISC), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Segundo ele, ainda não há dados da covid-19 especificamente, mas é muito provável que mais pessoas apresentem o quadro grave da doença se a poluição das queimadas não for controlada.

Pesquisas demonstram que, mesmo excluindo a participação de fatores como temperatura e clima, o aumento das queimadas impacta significativamente a saúde da população. "Em nossos trabalhos, encontramos relações entre o aumento de queimadas e o número de internações por doenças respiratórias, que chegavam a até 25%, principalmente na época da seca. Também constatamos a apresentação de baixo peso em recém-nascidos em regiões onde há grande incidência de queimadas", conclui o professor.

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