Conselho inocenta Bombeira acusa de torturar aluno que morreu | MUVUCA POPULAR

Domingo, 18 de Agosto de 2019

CIDADES Sábado, 13 de Abril de 2019, 08h:34 | - A | + A




DENÚNCIA

Conselho inocenta Bombeira acusa de torturar aluno que morreu

bombeira

 

A tenente do Corpo de Bombeiros, Izadora Ledur de Souza Dechamps, acusada da morte do aluno Rodrigo Patrício Lima Claro, de 21 anos, foi declarada apta a permanecer na ativa do Corpo de Bombeiros pelo Conselho de Justificação formado por um tenente-coronel, um major e um capitão.

A defesa da tenente alega no processo administrativo que não houve qualquer ferimentos à moral, à ética ou à disciplina, apesar dos xingamentos proferidos por Ledur, classificados por alguns alunos como pressão psicológica.

“Para que se tenha uma ideia, seguem alguns jargões, colhidos do “Dicionário de Gírias Militares”, edição eletrônica ano 2014. Corpo de Bombeiros Militar – Centro de Ensino Bombeiro Militar – Santa Catarina (Este dicionário foi juntado aos autos via anexo 02 da 1ª Razões de defesa – Dicionário completo, contando 20 páginas, está contido entre as folhas 1.496 até 1.506). Vejamos algumas expressões comuns no meio militar, inclusive no Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso: cagão, mocorongo, morcego, tapado, cu de tropa, caga pau, bisonho, bicho, lixão, monstro, muquiço, mulambo, mulambento, pica, xerebento, etc”, diz a defesa.

O argumento foi aceito pelo Conselho de Justificação, formado pelo presidente, tenente-coronel Lahel Rodrigues da Silva, pelo interrogante e relator, major Mário Henrique Faro Ferreira, e pelo escrivão, capitão Donato Coelho de Almeida.

Izadora Ledur foi considerada culpada pela acusação de ter desferido golpes com nadadeiras em alguns alunos.

Foi inocentada das acusações

  

  • Como comandante e instrutora de salvamento aquático do 2º Pelotão, não cumpriu com o que prescrevia o Projeto Pedagógico do Curso em relação aos objetivos da disciplina e nem seguiu o fiel cumprimento da ementa da disciplina, bem como não obedeceu à norma específica e plano de segurança/curso/disciplina.
  • Foi negligente com a segurança ao não fazer a previsão de viaturas e materiais de apoio à instrução de salvamento aquático, ao ministrar a instrução sem meios de segurança adequados.
  • Foi negligente ao liberar o aluno Claro para se deslocar com meios próprios até a coordenação do curso, mesmo ciente que o militar sentia fortes dores de cabeça.
  • Expor de forma negativa a imagem institucional, pois a repercussão do fato ganhou a mídia estadual antecipando-se a qualquer procedimento apuratório, gerou uma instabilidade institucional junto à população mato-grossense.

No meio militar é plenamente aceito, corriqueiro, normal e não tem nada de ofensivo, portanto a Ledur não feriu a ética, o pundonor militar, a disciplina, a moral de quem quer que seja. A defesa colherá algumas passagens das declarações das testemunhas ouvidas neste Conselho para demonstrar que todos os atos praticados naquele dia são corriqueiros no mundo inteiro, sem denotar quaisquer ferimentos à moral, à ética ou à disciplina no meio militar”, disse a defesa.

O Conselho de Justificação decidiu que a tenente Izadora Ledur “reúne condições de permanecer na ativa do Corpo de Bombeiros”.

O documento foi encaminhado ao governo de Mato Grosso, que enviou para o Tribunal de Justiça. O processo foi distribuído para a Turma de Câmaras Criminais Reunidas e o relator é o desembargador Rondon Bassil Dower Filho

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