Impasses não deixam greve acabar na UFMT  | MUVUCA POPULAR

Quinta-feira, 09 de Abril de 2020

EDUCAÇÃO Terça-feira, 26 de Junho de 2018, 11h:00 | - A | + A




INCERTEZA

Impasses não deixam greve acabar na UFMT

Nesta segunda-feira (25), o Conselho de Ensino e Extensão (Consepe) aprovou a revogação da suspensão do calendário acadêmico e definiu o retorno às aulas. Essa decisão está sendo questionada porque os universitários definiram na semana passada, que a paralisação seria mantida.

Alguns cursos de Cuiabá retomaram os estudos, entre eles Medicina e Direito. Outros, no entanto, decidiram manter a paralisação, como Psicologia e Medicina Veterinária. Ainda não há um levantamento oficial sobre a quantidade de cursos que retomaram ou não as aulas.

A greve dos estudantes ocorreu por conta do aumento no preço do Restaurante Universitário (RU). Antes o valor cobrado era R$ 1 simbólico dos estudantes no almoço e no jantar. Porém a reitora da instituição, Myrian Serra, estipulou que os valores saltariam para R$ 5, sob a alegação de que a instituição de ensino passa por dificuldades financeiras e não possui mais condições para subsidiar o custo da alimentação.

Com o impasse sobre o valor do RU, universitários passaram a ocupar a instituição e deflagraram greve estudantil. Em 14 de maio, o Consepe determinou a suspensão do calendário acadêmico da UFMT do primeiro semestre de 2018, decisão retroativa a 20 de abril, quando estudantes da universidade passaram a ocupar as guaritas e também os blocos.

Logo após o fim da suspensão ao calendário na reunião de semana passada, alguns conselheiros do Consepe afirmaram que a reunião aconteceu de modo irregular e sem ouvir a todos. Myrian Serra declarou que há um clamor social por parte de pais e estudantes para o retorno das aulas.

Posteriormente, os conselheiros protocolaram um pedido no conselho para que o ato seja anulado e, desta forma, a greve seja mantida até que haja um novo acordo.

O vice-presidente da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat), o professor Maelison Neves afirma que os docentes aguardam uma resposta da reitora sobre a suspensão do calendário acadêmico.

“Está acontecendo um impasse institucional, porque alguns professores querem a volta das aulas e os estudantes querem que seja mantido o movimento, até que haja uma resposta da reitora”, diz.

A assessoria de imprensa comentou que as aulas foram retomadas na instituição nesta segunda. Sobre o pedido de uma nova reunião do Consepe, a assessoria informou que não há nenhuma definição sobre o assunto.

 

 

VOLTAR IMPRIMIR

COMENTÁRIOS

(1) COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do MPopular. Clique aqui para denunciar um comentário.

alexandre - 26-06-2018 11:20:08

Onde já se viu, estudante fazer greve, o ensino, já é de graça, agora querem comida ? RU é pra quem precisa, nenhum almoço saí a menos de 15,00, aqui fora, pra festa e cerveja nunca falta recursos.. o Estado, não tem que prover tudo, estudei na federal, pão com epa, cadê a manteiga, comida simples e honesta. Época de plantar e estudar. Política e ensino não deveria se misturar..

Responder

2
0


1 comentários

coluna popular
Figueiredo reforça confinamento
Enfrentamento contra coronavírus
Unanimidade
Campanha “Vem Ser Mais Solidário”
Impacto do coronavírus

Últimas Notícias
08.04.2020 - 18:30
08.04.2020 - 18:00
08.04.2020 - 15:51
08.04.2020 - 12:00
08.04.2020 - 10:12


Carlos Fávaro (PSD)

Coronel Rúbia (Patriota)

Elizeu Nascimento (DC)

Gisela Simona (Pros)

José Medeiros (Podemos)

Júlio Campos (DEM)

Nilson Leitão (PSDB)

Otaviano Piveta (PDT)

Procurador Mauro (PSOL)

Reinaldo Morais (PSC)

Valdir Barranco (PT)

(Nenhum deles)

Feliciano Azuaga



Informe Publicitário