A história da juíza punida por baixa produtividade (Parte I) | MUVUCA POPULAR

Quarta-feira, 12 de Agosto de 2020

ESPECIAL Sábado, 01 de Agosto de 2020, 17h:20 | - A | + A




Reportagem especial

A história da juíza punida por baixa produtividade (Parte I)

Flávia Catarina é filha do ex-prefeito de Cuiabá, Valdevino Ferreira de Amorim


Muvuca Popular

A punição da juíza Flávia Catarina por baixa produtividade, sendo aposentada compulsoriamente pelo Tribunal de Justiça (TJ) é um golpe duro devido ao seu histórico familiar.

A juíza aposentada é filha dos advogados Valdevino e Yolanda Amorim. É evidente a influência dos pais na sua carreira. A sua mãe chegou a se aposentar como funcionária do TJ.
O seu pai Valdevino Amorim, morto em 2013, foi comerciante (“Armazém do Papai, onde os preços são de pai para filho”) e representou o segmento como presidente do sindicato dos comerciantes, porém entrou para história ao assumir a prefeitura de Cuiabá em março de 1969, e ao renunciar na vereança devido a traição dos seus correligionários da ARENA.

A punição da juíza ainda é um tema encoberto, cheio de mistérios, e não passou despercebido pelos roteiristas de teorias de conspirações, com enredos alucinantes, até que esta reportagem consiga esmiuçar a verdade dos fatos.
Antes, o contexto de sua história  e um paralelo com o que aconteceu com o próprio pai, Valdevino Amorim, que chegou a ser prefeito de Cuiabá, num momento histórico único, quando a capital teve dois prefeitos. (A história completa voi revista pelo   aqui e aqui)

Foi

dentro do vácuo legal que assumiu como prefeito autoproclamado Valdevino Ferreria de Amorim (ARENA), presidente da Câmara Municipal. O vereador Valdevino Amorim tomou posse em sessão especial da Câmara Municipal no dia 21 de fevereiro de 1969. Os 7 vereadores da ARENA compareceram, mas os 5 vereadores do MDB não foram porque preferiram compor com o prefeito Bento Lobo. É claro que todos sabiam que seria uma questão de tempo até tudo se resolver, ou seja, quando os deputados reabrissem a Assembleia Legislativa. O recesso parlamentar iria até 15 de março.

O governador não teve paciência de esperar, ou conversar com os vereadores, e acionou a procuradoria da República (PGR) para decretar intervenção federal em Cuiabá. O procurador geral Décio Miranda se manifestou em 25 de fevereiro negando o pedido. O autoproclamado prefeito também foi até a PGR pedindo intervenção federal em Mato Grosso, mas o procurador geral negou o pedido. A PGR aconselhou que procurasse primeiro o Tribunal de Justiça (TJ/MT). Isso foi feito,

O prefeito autoproclamado ameaçou transferir a sede da prefeitura para outro lugar, anunciou aos fornecedores que não atendessem mais ao prefeito Bento Lobo e determinou que o dinheiro no banco também fosse proibido de ser movimentado pela prefeitura

e o desembargador Hermínio Batista de Azeredo (TJ) também negou o pedido de Valdevino Amorim.

O prefeito Valdevino Amorim, advogado com longa atuação em Cuiabá, e eleito em 15 de novembro de 1966, engrossou com o governador Pedrossian. O governador deveria reconhecê-lo como prefeito até a volta dos deputados estaduais. O governador não atendeu ao pedido de mandar a polícia militar de volta para o quartel. A prefeitura era local proibido para Valdevino Amorim. O prefeito autoproclamado ameaçou transferir a sede da prefeitura para outro lugar, e fez mais, anunciou aos fornecedores que não atendessem mais ao prefeito Bento Lobo. O dinheiro no banco também foi proibido de ser movimentado pela prefeitura.

Incomodado com a situação o prefeito Bento Lobo procurou remédio na Justiça, e conseguiu uma liminar do juiz substituto Benito Augusto Tiezzi para que Valdevino Amorim não falasse mais em nome da prefeitura de Cuiabá. O juiz reconhecia que Bento Lobo estava como prefeito sem base legal, porém a situação irregular na prefeitura não poderia levar ao prejuízo de serviços à municipalidade, ou seja, a cidade não poderia sofrer pela disputa dos dois prefeitos.

Leia na íntegra: 

Aniversário de 250 anos: O dia que Cuiabá teve dois prefeitos (Parte 1)
                   __{}__

Valdevino tomou posse; Deputado Emanuel Pinheiro foi relator (Parte 2)

 

VOLTAR IMPRIMIR

COMENTÁRIOS

(3) COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do MPopular. Clique aqui para denunciar um comentário.

jose a silva - 02-08-2020 08:07:14

E DO STF? NINGUÉM DIZ NADA? NÃO PRODUZEM NADA DE ÚTIL À SOCIEDADE! E O QUE PRODUZEM SÃO ASNEIRAS, ATRÁS DE ASNEIRAS! ATUALMENTE A COMPOSIÇÃO DO STF É A MAIS VERGONHOSA DO BRASIL E QUE JÁ EXISTIU! VAMOS VER SE O PRÓXIMO PRESIDENTE DAQUELA FAMIGERADA E VERGONHOSA CASA MORALIZA UM POUCO MAIS! MAS NÃO NOS MOLDES DA CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ OU DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE MATO GROSSO! ESSAS DUAS, SÓ NA PRÓXIMA GERAÇÃO!

Responder

1
3


José - 02-08-2020 12:51:39

Rapaz. Tá na hora de mudar de argumento. Atacar o STF não vai mudar a imagem do seu ídolo, o Bozo. Tá provado, ele é medíocre. Fazer o quê!!?. Agora é esperar o mandato dele e escolher outro que tenha capacidade para governar o país. Enquanto isso ele deve estar oferendo cloroquina para as emas do Planalto. Coitadas!!!

Responder

7
2


Quarta-feira - 01-08-2020 18:45:50

Parecendo armação contra essa juíza. Oque tem uma situação com a outra? Oque sempre pudemos observar das histórias que envolve o judiciário, é que é cada uma que não é deste mundo. Só Deus pra saber oque corre nesse meio. De uma coisa sabemos, para o túmulo não se leva cargo, função, poder ou dinheiro. Muito pelo contrário.

Responder

10
4


3 comentários

coluna popular
Revezamento entre presencial e teletrabalho
Eleição municipal
Segunda votação antes de ser sancionada
Antigos jargões entram em cena
“Retorno às origens”

Últimas Notícias
12.08.2020 - 19:00
12.08.2020 - 18:33
12.08.2020 - 18:00
12.08.2020 - 16:52
12.08.2020 - 15:45




Informe Publicitário