Confira os nomes dos presos pela Defaz acusados de sonegar impostos  | MUVUCA POPULAR

Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019

GOVERNO Quarta-feira, 09 de Outubro de 2019, 13h:49 | - A | + A




‘Operação Fake Paper’

Confira os nomes dos presos pela Defaz acusados de sonegar impostos

Advogado Anilton Gomes Rodrigues é apontado com um dos líderes do esquema

 Foto: divulgação 

A Delegacia Fazendária (Defaz) confirmou que todos os noves mandados de prisão da ‘Operação Fake Paper’, deflagrada nesta quarta-feira (9), com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa acusada de fraudes no ICMS, foram cumpridos. Em Cuiabá, foram três detidos.

Os presos foram identificados como: Anilton Gomes Rodrigues, Paulo Cézar Dias de Oliveira, Bruno da Silva Guimarães, Welton Borges Gonçalves, Marcelo Weber Gromann, Edno Rocha Machado de Menezes, Julci Birck, Jean Carlos Matos de Souza e André Alex Arrias de Souza.

A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso constatou que, juntas, as empresas Rio Rancho Produtos do Agronegócio Ltda. e Mato Grosso Comércio e Serviços e a B. da S.. Guimarães Eireli emitiram R$ 337.337.930,11 milhões em notas frias, gerando um prejuízo alarmante ao Estado.

O advogado Anilton Gomes Rodrigues é apontado com um dos líderes do esquema. Segundo as investigações, ele seria sócio de duas empresas laranjas e atuava com contador em outra. Em sua chegada à delegacia, ele negou as acusações e afirmou que a operação é “fantasiosa” que a Defaz estava dando “showzinho”.

Operação

A ação policial apura uma organização criminosa que através de falsificação de documento público, falsificação de selo ou sinal público e uso de documento falso promoveu a abertura de empresas de fachada, visando disponibilizar notas fiscais frias para utilização de produtores rurais e empresas nos crimes de sonegação fiscal. Além disso, o esquema possibilitou a prática de crimes não tributários, como a fraude a licitação, ou mesmo 'esquentar' mercadorias furtadas ou roubadas.

O delegado Sylvio do Vale Ferreira Junior, que preside as investigações, ressalta que a emissão de notas fiscais frias interfere negativamente na base de dados da Sefaz-MT. “Distorcendo as informações sobre produção econômica do estado e, consequentemente, na composição de índices do Fundo de Participação dos Municípios, e no cálculo do Fundo de Participação dos Estados, causando efeitos devastadores ao estado”.

Os mandados foram cumpridos em sete cidades de Mato Grosso: Cuiabá, Tangará da Serra, Campo Novo dos Parecis, Barra do Bugres, Canarana, Sorriso e Juína.

VOLTAR IMPRIMIR

COMENTÁRIOS

(1) COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do MPopular. Clique aqui para denunciar um comentário.

Teodorico Montemayor - CP-45 - 09-10-2019 15:30:47

E os demais cupinchas? Os laranjas? Aqueles que autorizaram a abertura das empresas fantasmas? Isso aí tem contrato social, apresentação de documentos, alvarás de prefeituras, vistorias.... E ninguém viu nada? Ou não quiseram ver?

Responder

2
0


1 comentários