Prefeitura é acusada de sobrecarregar funcionários do Pronto Socorro | MUVUCA POPULAR

Sábado, 19 de Outubro de 2019

GOVERNO Quinta-feira, 12 de Setembro de 2019, 15h:20 | - A | + A




Fiscalização do Coren

Prefeitura é acusada de sobrecarregar funcionários do Pronto Socorro

Conselho fiscalizou unidade em Barra do Garças e constatou falta de profissionais


redacaomuvuca@gmail.com

Foto: Reprodução

A Prefeitura de Barra do Garças, localizada a 511 km de Cuibá, foi notificada pelo Conselho Regional de Enfermagem (Coren-MT), por sobrecarregar os profissionais Pronto Socorro Municipal Milton Pessoa Morbeck. Segundo o órgão, as irregularidades foram apontadas durante uma ação da Força Regional de Fiscalização.

Em nota, a Prefeitura admitiu a sobrecarga de trabalho na unidade hospitalar, e se comprometeu a fazer o cálculo de dimensionamento de pessoal, conforme as normas do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), garantindo providências em relação aos problemas estruturais encontrados.

Após vistoriar vinte e cinco unidades de saúde da cidade, o Coren concluiu que a falta de profissionais e a sobrecarga de trabalho são os problemas mais preocupantes. As irregularidades relacionadas ao exercício profissional são notificadas e acompanhadas e, em caso de descumprimento, podem gerar ações judiciais, incluindo processos éticos. Questões estruturais, como a má conservação do mobiliário, infiltrações, medicações vencidas etc. são encaminhadas às autoridades competentes e ao Ministério Público.

De acordo com a chefe do Departamento de Gestão, a enfermeira Flaviana Pinheiro, mensalmente são recebidas cerca de cinco denúncias relacionadas à sobrecarga de trabalho e ao déficit de profissionais, vindas somente do município de Barra do Garças.

Para ela, as jornadas extensas de trabalho podem estar relacionadas a irregularidades como os medicamentos fora do prazo de validade encontrados no Pronto Socorro Municipal. “O fármaco vencido não oferece garantia, podendo levar a efeitos adversos. Esta é uma situação simples de ser checada, que pode não ter sido executada justamente devido à sobrecarga de trabalho. Isso não justifica, mas colabora para a situação”. Ela ressalta também o desgaste físico do profissional, que pode influenciar negativamente na qualidade do serviço.

Além disso, segundo Flaviana, o déficit de profissionais é alarmante. Em muitos casos, a justificativa de reduzir custos tem levado o mercado de trabalho a substituir enfermeiros por técnicos, pondo em risco a saúde da população.

“O gerenciamento e a organização da assistência são atividades privativas do enfermeiro. Sem sua supervisão, o técnico estará prestando assistência fora da legalidade, correndo risco de negligência ou imperícia”, explicou.

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