Professores recusam proposta e seguem de braços cruzados | MUVUCA POPULAR

Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019

GOVERNO Sexta-feira, 12 de Julho de 2019, 17h:51 | - A | + A




Greve na Educação

Professores recusam proposta e seguem de braços cruzados

Há quase dois meses em greve, classe mantém paralisações


redacaomuvuca@gmail.com

Nesta sexta-feira (12), após Assembleia Geral, os professores da rede estadual recusaram mais uma proposta do Governo. Em greve há quase dois meses, os professores afirmam que a greve deve continuar por tempo indeterminado.

A classe exige o cumprimento da lei da dobra do poder de compra (Lei 510/2013), que dá direito a 7,69% de aumento anual e, além disso, que o governador Mauro Mendes (DEM) retire o corte de pontos e o parcelamento dos salários.

No entanto, o Governo alega que a situação econômica do Estado não permite um crescimento nas despesas, como a concessão do orçamento.

Em contraponto, os servidores pontuam que não irão abrir mão do cumprimento do RGA, pois é um direito da categoria.

Para tentar resolver a situação, o presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado estadual Eduardo Botelho (DEM), encaminhou ao gestor do Executivo um ofício com uma proposta de reajuste para os professores.

No documento, a Casa de Leis aconselha Mendes a parcelar o aumento, com 2,6% na folha salarial de agosto, 2,6% na folha de novembro e 2,49%, em fevereiro do ano que vem.

Mesmo assim, o governador negou o aumento e frisou novamente que Mato Grosso não sustenta um reajuste no momento.

Com o ponto cortado e sem receber salário, os professores seguem em greve, realizando manifestações e ocupando escolas em todo o estado. O movimento vem sendo considerado como um ato heroico, devido à resistência da classe.

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Bolão - 12-07-2019 21:12:53

Quer dar calote nos Professores igual fez com os trabalhadores em Rondônia. O caso ficou conhecido como “Linhão de Rondônia” e tramita no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para apreciação de recursos. A tramitação pode ser acessada no site do Processo Judicial Eletrônico (PJe) daquele estado. O caso ganhou repercussão em Rondônia, em 2015, após trabalhadores denunciarem Mendes à Justiça do Trabalho durante encontro de magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região. De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), o problema ficou comprovado em inspeção realizada no alojamento da obra. "O odor sentido por mim nos alojamentos e banheiros não foi criado de um dia para o outro. Não há necessidade de um especialista para chegar a essa conclusão. Um mínimo de vivência (aquela do homem médio) é capaz de distinguir o que é um dia/alguns dias de falta de limpeza e o que é precariedade/ineficiência da limpeza. Numa das fotos da inspeção, o servidor do TRT14 responsável pela filmagem, não conseguiu filmar um dos banheiros sem tampar as narinas com sua blusa", consta na decisão de dezembro de 2015, assinada pela juíza Luciana Mendes Assumpção, disponível para consulta no site da Justiça do Trabalho em Rondônia, processo número 0001983-71.2015.5.14.0041. A empresa Mavi Engenharia e Construções Ltda, de propriedade de Mauro Mendes, tenta agora reverter a condenação da dívida trabalhista que hoje chega a R$ 35 milhões. Os trabalhadores lutam para receber três meses de salários atrasados, além da verba rescisória. A defesa de Mendes também solicitou sigilo de 10 documentos relativos ao processo, no dia 15 do mês passado, mas o pedido foi concedido parcialmente em despacho assinado pelo desembargador Shikou Sadahiro, do TRT da 14ª Região, que determinou o sigilo de apenas quatro documentos. CALOTE De acordo com os trabalhadores, eles estavam com três meses de salários atrasados. A maioria deles foi demitida em julho de 2015, sem receber verbas rescisórias. Como quase todos eram naturais de outros estados, sem dinheiro, não tiveram como retornar às cidades de origem - que causou comoção na população local. Mesmo tendo sido comprovada a situação degradante dos trabalhadores e com sentença desfavorável para pagamento total de R$ 35 milhões, a defesa de Mauro Mendes tenta contestar o pagamento aos trabalhadores. Na ação, o Sindicato pede, além de seus direitos, pagamento de indenização por danos morais individuais, no valor de R$ 4.000,00 por trabalhador. A Mavi Engenharia e Construções Ltda faz parte do Grupo Bipar, formado também pelas sociedades Bipar Energia S.A, Bipar Investimentos e Participações S.A e Bimetal Indústria Metalúrgica Ltda. O grupo entrou com pedido de recuperação judicial em 2015. fontes: https://www.muvucapopular.com.br/politica/mauro-mendes-pede-sigilo-em-processo-que-foi-condenado-por-trabalho-degradante/21585 Matéria MPT: http://portal.mpt.mp.br/wps/portal/portal_mpt/mpt/sala-imprensa/mpt-noticias/e56d2455-5e49-4c5a-867a-40ca089071f9/!ut/p/z0/jYzLDoIwEEV_BRcsm5mSFmSJxhAkRN1hN2bEqlUoVRoffy_-gHF5bs49oKAGZelhTuRNb6kdeaviHc9RFLMVlnm5TjDb8GpR5DyaYwJLUL-FsRDdq3l1AuXIn5mxxx5qLeNDJKRkUouUiUYSm8YJMYEN4TTFhB_T79VcbjeVgWp66_XLQ905H-JALQUHHZjO3bUdKMRxDmzvTWNoCPGvuruq_fuZTT6_3t6N/ Matéria do G1: http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2015/12/empresas-que-fazem-linhao-em-ro-sao-condenadas-r-15-milhoes.html Matéria local: http://romiporafm.com.br/site/com-3-meses-de-salarios-atrasados-operarios-do-linhao-fecham-br-em-cacoal/ Número do processo: 0001983-71.2015.5.14.0041 Consulta processual: https://consulta.trt14.jus.br/ https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gif

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