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Mauro Mendes decreta oposição a Cuiabá e tenta impedir inauguração de Pronto Socorro

Por politicagem, governador eleito não quer que PS seja inaugurado antes dele assumir o governo

Da editoria / Muvuca Popular

O governador eleito, Mauro Mendes (DEM), se reuniu com os vereadores de oposição para pautar o debate na Câmara de Cuiabá, e determinou que fosse tomada todas as medidas para que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), não consiga entregar o novo Pronto Socorro até o final deste mês.

Por vaidade, Mauro entende que se o PS for entregue antes dele assumir, seu nome não estará estampado na placa da obra. Não importando quantas mortes se escale nesse período por falta de atendimentos emergenciais.

Para colocar a ordem unida em prática, os vereadores tentaram impedir um empréstimo da prefeitura que seria direcionado para a saúde. Não faltou foto para registrar o momento de alegria na união entre Mendes e os vereadores da oposição.

Cerram a fileira contra os cuiabanos os vereadores Marcelo Bussiki, Dilemário Alencar, Gilberto Figueiredo, Felipe Wellaton, Diego Guimarães e Abílio Júnior. Mas o empréstimo foi aprovado com voto da maioria, e passará ainda por apreciação no senado federal.

Ligações perigosas

Um dos líderes do 'motim' contra Pinheiro é o vereador Marcelo Bussiki, auditor licenciado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), colega da conselheira substituta Jaqueline Jacobsen, que entrou no lugar de Humberto Bosaipo.

Jaqueline, por sua vez, emprestou-se o papel de 'canetar' a prefeitura tentando impedir o avanço da saúde em Cuiabá, obrigando o prefeito a executar mais de 2,7 mil demissões, impactando e precarizando o atendimento à população cuiabana.

Para quem não sabe, Jaqueline é aquela que encontrou notas promissórias referente as propinas pagas por Silval Barbosa com valores de até R$ 2 milhões, atrás das cortinas e quadros de um dos gabinetes do TCE, coisa que nem a Polícia Federal conseguiu.

O despacho da conselheira veio notadamente com viés político, ao passo que ela determinou que toda documentação referente aos contratos fossem encaminhadas ao vereador Abílinho, que é o principal opositor do prefeito na Câmara.

Mesquinho

Mauro Mendes segue os mesmos passos de Pedro Taques, que amesquinhou sua gestão ao personalizar as ações do governo e usar o poder para fazer pequenas intrigas que só atrapalharam o desenvolvimento de Mato Grosso. No caso em tela, a tentativa clara de Mauro Mendes é sangrar a gestão de Emanuel Pinheiro e consequentemente prejudicar a população da capital, para em 2020 colocar um candidato a prefeito da sua roda política.

O fiel escudeiro de Mendes, futuro chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho - aquele que aparece de tempos em tempos pagando propina para quem atende os interesses de Mauro Mendes - está no circuito das negociações envolvendo a oposição à gestão do prefeito da capital.

Há quem garanta que o ódio alimentado por Mendes e Carvalho seja consequência de um ato administrativo do prefeito, que impediu uma sangria de R$ 700 milhões num contrato de iluminação pública que a dupla de empresários que assumirá o governo do estado tinha extremo interesse.

Histórico
É preciso dizer que Mauro Mendes começou a obra do Pronto Socorro há 6 anos e deixou só o esqueleto. Quem está finalizando e vai entregar, é o prefeito Emanuel Pinheiro, mesmo com todas as tentativas de impedi-lo.

Quem sofre, obviamente, é a população. A politicagem, tão martelada como velha política nas falas do próprio Mauro, se fez presente num dos momentos mais importantes das últimas décadas para o povo cuiabano. Com o sorrisão de orelha a orelha, Mauro Mendes anuncia através da foto com os vereadores de oposição em Cuiabá, que fará do governo um palanque para os interesses políticos do seu agrupamento.

Procrastinação

Para fechar com chave de ouro as forças que tentam impedir a população de ter acesso ao novo Pronto Socorro, a juíza Célia Vidotti proibiu que a prefeitura fizesse a inauguração da obra. Em seu despacho ela alega falta de um plano de gestão, mas este será apresentado pelo prefeito Emanuel Pinheiro em uma coletiva no dia 26 de dezembro.


Fonte: MUVUCA POPULAR

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