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Deputada teme que Reforma da Previdência transforme Brasil em Chile

A deputada federal Rosa Neide (PT) afirmou que a privatização não será solução

Redação
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A deputada federal Rosa Neide (PT), declarou em entrevista nesta segunda-feira (11), temer que o futuro previdenciário do país possa seguir o mesmo caminho trilhado pelo Chile, onde a aposentadoria mista implantada pelo ministro Henrique Meirelles, resultou em uma taxa de suicídio de idosos altamente preocupante, devido à falta de recursos que são submetidos ao chegar no final da vida.

“É um momento de visar uma alternativa nesse país para que tenha uma reforma da previdência que não leve o país ao ponto do Chile, onde há um maior número de suicídio de idosos, porque ao chegarem no final de suas vidas, eles não têm nem um salário mínimo", afirmou a petista.

De acordo com a parlamentar, a privatização da previdência também não é a melhor opção, pois não deve se adaptar às questões de mercado. Além disso, o modelo a ser definido precisa estar em equilíbrio com especialistas do setor.

“A previdência tem que ter um equilíbrio, ela não pode ser privada por que ela não vai atender as questões do mercado. Os fundos de pensão acabam sendo usados para um aspecto que não é a aposentadoria do trabalhador. O país inteiro tem que ser revisto e ver se tem disposição para equilibrar as contas”, alegou.

Segundo a deputada, os estatutários em função do Estado não devem ter o teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) descontado. “Quem é estatutário não entra no regime da previdência, agora quem é servidor de regime próprio ele continua com todos os seus direitos garantidos conforme o seu salário da ativa. O regime geral vale só para as empresas”, explicou.

Questionada sobre o desfalque que ocorreu na Caixa Econômica Federal durante o Governo PT, onde os aposentados sofreram um desconto a mais no salário, Rosa Neide negou e defendeu que as agências bancárias têm autonomia de remanejar recursos dos fundos de previdências e dos fundos de pensão. “Não é desfalque, a questão é que, é dado ao governo um fundo de capitalização, então a rede bancaria tem autonomia de modificar recursos e quem paga é o trabalhador. O governo tem autonomia de remanejar dinheiro, quando tem necessidade tira o dinheiro de fundos de previdência, e dos fundos de pensão, onde gera dívidas e muita das vezes vai a falência”, concluiu. 


Fonte: MUVUCA POPULAR

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