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Professora repudia assédio moral promovido por Carlos Bolsonaro a mestrando da FURG

"Como emitir juízos de valores sem conhecer o conteúdo de uma pesquisa e mais grave, pautar o que deve e o que não deve ser pesquisado?", indaga a professora, que orienta a pesquisa

Revista Forum
Redação

A professora Susana Maria Veleda da Silva, do Programa de Pós-graduação em Geografia (PPGeo) do Instituto de Ciências Humanas e da Informação da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), no Rio Grande do Sul, emitiu nota nesta segunda-feira (11) repudiando o “assédio moral” que o mestrando Diego Miranda Nunes, orientado por ela, após as ironias publicadas por Carlos Bolsonaro (PSC/RJ) em seu Twitter.  

Frequentador assíduo do Twitter, onde promove polêmicas rotineiramente, o filho de Jair Bolsonaro (PSL), ironizou a pesquisa conduzida pelo mestrando da UFRGS, que tem como tema: “A produção das masculinidades e socioespacialidades de homens que buscam parceiros do mesmo sexo no aplicativo Tinder em Rio Grande – RS”.  

“Meu Deus! Isso é uma *dissertação de mestrado! Este senhor recebeu dos cofres públicos, nos últimos 2 anos, uma bolsa de R$1.500, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Nota-se porque o Brasil está no nível de educação que está. Tire suas conclusões”, tuitou Carlos. Na nota, Susana Maria Veleda afirma que o as manifestações “que constrangeram Diego, configurando-se num assédio moral, num momento tenso na vida de qualquer acadêmico: a defesa de sua pesquisa”.  

“Como emitir juízos de valores sem conhecer o conteúdo de uma pesquisa e mais grave, pautar o que deve e o que não deve ser pesquisado, em um país com sólida estrutura de avaliação pelo pares e ampla divulgação científica?”, afirma a professora, ressaltando que, “nos países democráticos, outras posturas estão distantes da produção do conhecimento científico”.


Fonte: MUVUCA POPULAR

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