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Selma Arruda defende que mulheres trabalhem até os 65 anos

Helena Corezomaé
Redação

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Incoerente, a senadora Selma Arruda (PSL), que se aposentou aos 55 anos de idade, defende que as mulheres trabalhem até os 65.

A parlamentar, que é a favor da urgência na aprovação do projeto da Reforma da Previdência, que está atualmente recebendo ajustes finais, defendeu a igualdade na idade mínima para aposentadoria, tanto para homens, quanto para mulheres.

"Há muitos homens que estão em casa, cuidando das crianças, fazendo jornada dupla, enquanto que existem muitas mulheres, que hoje sustentam a família, e quando chegam em casa, já cansadas, o marido já deu conta do trabalho", declarou.

Para parlamentar, um aumento de cinco anos de contribuição, tanto para servidores públicos como trabalhadores da iniciativa privada, é um ponto necessário.

“O tempo de contribuição poderia aumentar em torno de cinco anos daquilo que é hoje. Para todos, inclusive para os servidores públicos. A aposentadoria compulsória pode continuar em 70 anos de idade, como é hoje, porque é uma boa idade”, afirmou.

Desde a sua campanha, a senadora já deixou claro que defendia a reforma da previdência. Porém, em nenhum momento pensou nas especificidades das mulheres.

“A nossa expectativa de vida subiu, portanto tem que haver um reajuste na idade limite de aposentadoria, acho que isso é ponto pacífico”, tentou defender em entrevista.

Ao contrário da ex-juíza, o senador Wellington Fagundes (PR) defende a necessidade de uma reforma profunda na Previdência Social, mas se posicionou contra a equiparação da idade mínima de aposentadoria entre homens e mulheres.

Fagundes citou como argumento dados do Fórum Econômico Mundial, que projeta para 202 anos o fim da desigualdade salarial entre homens e mulheres. O republicano argumenta que a idade mínima igualitária de aposentaria é injusta para as trabalhadoras. 

“A mulher tem que fazer jornada dupla, principalmente a mulher trabalhadora com menor remuneração”, declarou.  

 


Fonte: MUVUCA POPULAR

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