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Janaina fica pouco mais de um mês na presidência e devolve cargo

Parlamentar alegou incapacidade física e psicológica

Editoria
Muvuca Popular

já tinha a informação, mas preferiu que a própria deputada Janaina Riva (MDB) a desse, para não parecer intriga. O fato é que ela não irá usufruir os 120 dias de presidência da Assembleia Legislativa, conforme 'combinado' com o titular da cadeira, deputado Eduardo Botelho (DEM).

Embora oficialmente sua interinidade estivesse marcada para terminar dia 17 de julho, ela devolverá o cargo a pouco mais de um mês de tê-lo assumido, já que a parlamentar anunciou que estará pedindo 'arrego' no próximo mês.

A questão foi o argumento arranjado pela parlamentar, a falta de preparo físico e psicológico, para ocupar a função - vez que ela reclama de exaustão, emagrecimento e cansaço - e isso divide opiniões. Há quem diga que se ela, na flor da juventude, não tem preparo para 'aguentar o tranco' por três meses como simples presidente da Assembleia Legislativa, como é que conseguiria ser governadora do estado por quatro anos. Outros dizem que a falta de organização e a tentativa de excesso de exposição 'derrubaram' a parlamentar, que passou praticamente incólume, sem nenhuma crítica ou ato que chamasse a atenção, além do cicerone natural de um chefe de poder.

O fato mais marcante da sua passagem foi ter requisitado dois carros de ex-parlamentares e ter brigado para manter a V.I. de R$ 65 mil. O rol de ações, de acordo com os releases de sua assessoria, incluem reuniões, homenagens e uma rotina própria de qualquer presidente de parlamento. 

“Nunca cheguei a sentir tanta falta do [Eduardo] Botelho na minha vida, como estou sentindo agora”, disse a jovem deputada, que deverá deixar a presidência nos próximos dias. Ao término de sua interinidade de pouco mais de um mês, a parlamentar disse que irá tirar licença para descansar. 

O ponto positivo de sua passagem foi o equilíbrio, como primeira grande oportunidade na carreira, Janaina não tomou decisões estabanadas, nem polemizou qualquer coisa que pudesse desestabilizar a relação com os demais poderes, justamente aquilo que muitos temiam.

No cômputo geral, pode-se dizer que sua passagem foi bastante comportada, se limitando a exaustiva exposição pessoal, que já é sua marca, e mantendo na medida do necessário, a harmonia do parlamento com os demais poderes, sem invocar votações ou pautas polêmicas que causassem algum incômodo.

Em tempo: Janaina deixará a presidência e se ausentará do parlamento em meio ao furacão da greve dos professores marcada para os próximos dias. Tendo como principal base os servidores públios, perderá a oportunidade de intermediar uma saída entre governo funcionalismo. Como 'cereja do bolo', ela deixou uma declaração em entrevista a uma emissora de TV, aconselhando os professores não entrarem em greve e (pasmem!) defendendo que o governo tome medidas 'amargas' contra os servidores que a elegeram. Algo muito diferente do mandato anterior quando ela própria subia nos caminhões de som para gritar por greve!


Fonte: MUVUCA POPULAR

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